uso-smartphone-cinema

A rede de cinemas norte-americana AMC Entertainment está disposta a acabar com o veto aos smartphones nas salas de cinema. Um dos principais inimigos daqueles que querem ver o filme em paz pode, em teoria, aumentar o número de pessoas nas salas, assim como a demografia de demanda dos ingressos.

Para Adam Aron, CEO da AMC Entertainment, é contraditório que a geração ‘millenials’, que usam o smartphone o tempo todo (inclusive para comprar e reservar entradas no cinema) sejam tolidos de utilizar o seu dispositivo durante o seu entretenimento. Ele propõe uma adaptação à esse grupo, para que o mesmo tenha uma experiência plena ao assistir o filme (dentro dessa perspectiva proposta).

Adam fala sobre a necessidade de reformular a proposta do cinema em alguns aspectos para que os millenials se interessem pelo cinema com a mesma intensidade que a geração ‘baby boomers’ fez na sua época. O uso dos smartphones dentro de salas específicas para isso pode ser uma solução, o que de quebra poderia aumentar o engajamento desse usuário em relação ao conteúdo que é visto na tela.

A AMC Entertainment quer que todos os tipos de público sintam prazer em ir ao cinema, e os que costumam usar o smartphone o tempo todo reclamam de ter que desligar o telefone por duas horas. Em um espaço específico que evita que outras pessoas se sintam irritadas com isso.

Porém, já existe um precedente do uso do smartphone nas salas de cinema, ao menos experimental. A empresa Digital Cinema Media, em parceria com a PlayStation e a Ben and Jerry’s lançaram um aplicativo que oferecia sorvetes de forma gratuita durante os trailers. A Disney também usou o recurso na promoção de “Second Screen Live: The Little Mermaid App”, onde os expectadores jogavam um game enquanto viam o filme “A Pequena Sereia”.

Por enquanto, a proposta de Aron é uma ideia ente tantas que parecem mostrar uma nova era para a empresa como uma mudança de direção. Seria interessante ver se, caso ela seja colocada em prática, se oferece um efetivo apelo para o público, e como a concorrência vai reagir, oferecendo ideias similares.

Via Variety