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O Nokia Normandy não só é real e palpável, como também será lançado no último mês de fevereiro, em Barcelona. É o que afirmam as fontes do Wall Street Journal, que informa que a Nokia vai apresentar o seu “plano B” na Mobile World Congress, abrindo assim uma nova linha de produtos, complementando as atuais Asha e Lumia.

Apesar da Nokia ter apostado (quase) tudo no Windows Phone, eles mantiveram um plano de contingência para salvar o negócio de smartphones, caso a sua aliança com a Microsoft não rendesse os resultados esperados. Nunca ficou claro do que Stephen Elop (na época, CEO da Nokia) queria dizer quando citou tal plano, até que nos últimos meses várias imagens internas e até fotos vazadas do Nokia Normandy, um smartphone de entrada com um fork do Android, começaram a aparecer na internet.

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De acordo com os últimos rumores, o Normandy fará uso de um processador Qualcomm Snapdragon S4, 512 MB de RAM, 4 GB de armazenamento interno (expansíveis via cartão microSD) e uma câmera traseira de 3 megapixels. Essa é uma configuração que o coloca (na teoria) no mesmo escalão que os modelos de entrada da linha Lumia, e no meio do caminho entre os modelos da Nokia com Windows Phone e os econômicos Asha.

A situação da Microsoft a essa altura do campeonato está entre curiosa e incômoda. Na verdade, um elefante branco. Inicialmente, a Microsoft não tem o menor interesse em promover sistemas operacionais alternativos, sem mencionar que a última coisa que eles precisam nesse momento é de uma plataforma sem uma visão de futuro, ainda mais agora que eles vão absorver a divisão de dispositivos da Nokia.

O problema é que, agora, eles precisam aceitar essa situação. Quando a Microsoft anunciou a compra da Nokia, teve que aceitar o fato que não poderia influir nas decisões que a própria Nokia já tinha tomado antes da compra ser fechada.

Ao mesmo tempo, a Nokia vai manter uma estranha independência, até que a compra seja concluída. O Wall Street Journal se atreve a ir mais longe em suas teorias: a Microsoft estaria disposta a ser “pragmática”, e lançar smartphones de entrada, baseados no Android, sempre e quando eles não tiverem acesso aos serviços da Google, para evitar que o seu rival tenha vantagem. E tudo isso é feito com o objetivo de aumentar a sua participação de mercado entre os smartphones de entrada.

Em breve, saberemos quais são as cartas jogadas pelas duas empresas. A MWC 2014 começa em duas semanas.

Via wsj.com