O que não seria dos blogs de tecnologia se não fossem os rumores, não é mesmo? Pois bem, vamos ao rumor do dia. Benson Lin, vice-presidente corporativo de comunicações mobile da Asus fez algumas declarações bem interessantes para o Wall Street Journal (que recentemente está no olho do furacão por ter afirmado que as vendas do iPhone 5 “não foram tão boas assim”), afirmando que a sua empresa se encontra “em conversações” com a Microsoft para licenciar um smartphone com Windows Phone 8.

Até aí, nenhuma novidade. Boa parte dos fabricantes apostam nessa versão mais madura e completa do sistema operacional móvel da gigante de Redmond. A grande novidade está no fato desse alto executivo reconhecer que a Asus está inclusive planejando um produto similar ao Padfone, mas adaptado ao sistema Windows (para desktops). Palavras de Lin: “o conceito Padfone – smartphone + tablet – teria muito sentido com o Windows 8”.

Aqui, a brincadeira muda de figura. Não duvidamos daquilo que a Asus é capaz de fazer. Afinal de contas, se voltarmos nossos olhos para 2007, eles simplesmente inseriram no mercado um conceito que, na época, era completamente novo para o mercado de tecnologia, que respondia pelo nome de Netbook. Agora, mesmo com processadores que estão ficando cada vez mais potentes, e smartphones que já recebem chips gráficos potentes e em muitos casos 2 GB de RAM, seria possível um smartphone contar com um sistema operacional de desktop por completo?

Ou a estratégia da Asus é colocar o Windows Phone 8 no smartphone, e deixar que ele “converse” com um tablet com o Windows 8 pré-instalado?

Esse é o grande mistério que a Asus deixa no ar com essas declarações. O Padfone baseado no Android utiliza o mesmo sistema operacional, com independência do modo que ele está presente (no tablet ou como smartphone), mas nenhuma versão corrente do Windows (Windows Phone 8, Windows 8 ou Windows RT) permite essa teórica flexibilidade, tanto na comunicação do sistema quanto na exibição de elementos na tela.

Nesse sentido, cabe a possibilidade que Benson saiba algo sobre o futuro do Windows que nós ainda não conhecemos, ou simplesmente tenha lançado ideias ao vento, que não contam com nenhuma base fundamentada. Até porque ele concluiu suas declarações com a já tradicional frase “não há datas concretas para tudo isso acontecer”.