rooftopping

A busca pela fama nas redes sociais trouxe modas e ações meio absurdas. A própria explosão das selfies alcançam as raias da loucura, como as rooftopping, onde as pessoas colocam a vida em risco em nome da fama.

E o rooftopping cobrou uma nova vítima: Wu Yongning, de apenas 26 anos, em 8 de novembro tentou realizar uma de suas famosas acrobacias para registrar uma selfie, que seria compartilhada com mais de 1 milhão de seguidores no Weibo. Mas nada saiu como o esperado, e ele acabou caindo do prédio 62 do Centro Huayuan Hua, em Changsha (China).

Sua namorada só confirmou sua morte em 8 de dezembro, depois de várias perguntas do seus seguidores, preocupados pela ausência de novidades nos últimos 30 dias.

A moça publicou o vídeo da queda de Yongning enquanto preparava a transmissão ao vivo. O vídeo foi supostamente extraído do smartphone do rooftopper.

 

 

De acordo com familiares, Yongning estava participando de um desafio, onde o vencedor levaria US$ 15 mil. O jovem queria usar o dinheiro para se casar e pagar as despesas médicas de sua mãe. Não há informações oficiais sobre o desafio ou as empresas por trás dela.

Yongning tinha treinamento em artes marciais e participou de produções do cinema e TV como dublê, mas encontrou no rooftopping o seu maior desafio. Amigos revelaram que ele tentava coisas que iam além de sua capacidade, e que teve que ser resgatado em algumas ocasiões.

Para quem não sabe, o rooftopping é o ato de escalar edifícios e grandes estruturas usando apenas a sua habilidade, sem equipamentos de segurança. A ideia é chegar ao topo no menor tempo possível e registrar uma selfie para compartilhar nas redes sociais, evidenciando a façanha.

Por mais absurdo que pareça, o rooftopping se popularizou em vários locais do mundo, e em algumas variantes o ‘acrobata’ faça movimentos perigosos em áreas de alto risco. Tudo isso pelos likes.

Isso naturalmente chama a atenção de vários jovens que tentam imitar seus ‘heróis’. Ainda mais quando se trata de fama e dinheiro. É uma prática de alto risco e ilegal em todo o mundo, o que fez com que no começo os rooftoppers escondessem o rosto para não serem reconhecidos.

Porém, não há fama se as pessoas não sabem quem você é. E aqui, patrocinadores começaram a contactar com esses personagens para levar as suas marcas ao topo das cidades em troca de roupas, acessórios, gadgets e, obviamente, dinheiro.

 

 

Não sabemos quantos rooftoppers já morreram por realizar tais façanhas. Dizem que pelo menos uma dezena já perderam a vida, enquanto que outros tantos sobreviveram com algumas sequelas. Parece que há uma regra dentro dessa comunidade, que é não falar sobre mortes e acidentes relacionados com a prática, pois isso pode resultar em uma queda do prestígio da modalidade.

Por isso é que se acredita que a morte de Yongning se manteve em segredo por um mês, e agora gera reações e comentários. Agora, o governo chinês emitiu as primeiras advertências sobre o tema, e buscam regular as transmissões ao vivo nas redes sociais, alegando que tudo está virando “uma terra sem lei, aberta a todo o tipo de situações ilegais, obscenas e que colocam risco aos cidadãos, tudo com o objetivo de atrair olhares e obter lucros”.

 

 

 

Via BBC