Mais um smartphone Android em análise no TargetHD.net. Mais um modelo de entrada, e mais um smartphone dual-chip que será avaliado. O Motorola Defy Mini Dual Chip é, basicamente, o Defy Mini que você já conhece, mas com dois slots para chips SIM, e com uma nova interface de usuário, mais ajustada ao seu hardware e suas dimensões reduzidas. Nesse review, vamos ver as suas principais características.

É um produto realmente pequeno e compacto. Para quem gosta de dispositivos com dimensões diminutas, essa pode ser a opção a ser considerada, pois cabe em qualquer tipo de bolso (física e monetariamente falando). Para quem tem mãos grandes e dedos gordos (o que é o meu caso), isso pode ser um problema. Aliás, o Defy Mini Dual Chip vai na contramão do que a maioria do mercado apresenta hoje, que são smartphones com telas superiores a 4 polegadas. Isso faz com que esse modelo seja voltado para um grupo mais específico, que ainda prefere o perfil antigo de telefones: pequenos, compactos, simples e funcionais. Apesar desse aqui contar com o sistema Android e dois chips SIM. Mas a gente chega nesse aspecto.

O Defy Mini Dual Chip é um modelo mais “gordinho”, com uma espessura maior que os modelos mais recentes. Isso naturalmente se reflete na sua bateria, que possui uma autonomia mais satisfatória que os seus concorrentes (dentro de sua categoria), o que se converte automaticamente em uma maior vida útil para os usuários. Isso é um ponto positivo, principalmente pelo fato que, teoricamente, os usuários que vão adotar o Defy Mini Dual Chip são menos exigentes, com menores necessidades em um smartphone de entrada. O que naturalmente faz com que o seu telefone tenha uma autonomia de uso um pouco maior que os modelos mais parrudos.

Aqui temos a porta micro USB para recarga da bateria e transmissão de dados. Muito bem protegida, como pede a linha de telefones Defy. Ponto positivo para a Motorola nesse aspecto. Aliás, a linha Defy se destaca pela sua resistência, e nisso, sempre cumpriu o que se prometeu.

Na parte superior do smartphone, temos o conector para fones de ouvido, muito bem protegido. Tão protegido que essa capinha de borracha chega a atrapalhar em algumas situações.

Visão geral da lateral direita do Motorola Defy Mini Dual Chip.

Com destaque para os botões de controle de volume, bem posicionados na parte superior, e com fácil acesso durante as chamadas.

Visão geral da parte traseira do Defy Mini Dual Chip, com a tampa reforçada e muito bem protegida. Aliás, é o grande ponto forte do smartphone: sua construção é bem feita, em um produto compacto e robusto. Sua câmera traseira, mesmo com flash LED, faz fotos medianas, e está aqui apenas para constar que o smartphone possui uma câmera. Não espere fazer fotos incríveis com ela, e até mesmo a proposta do aparelho está longe de ser essa (a do dispositivo com uma super câmera para fotos e vídeos).

Outra coisa bacana nesse modelo da Motorola é esse fecho protetor da tampa traseira, que é em forma de chave deslizante. Ajuda a manter o aparelho bem tampado, e em alguns casos, dificulta a vida do usuário que quer remover a tampa para alterar os chips. Mas, mesmo assim, é melhor do que ter uma tampa menos protegida, que fica soltando o tempo todo.

Hora de colocar o aparelho em funcionamento, e verificar os seus principais recursos.

O Android presente no Defy Mini Dual Chip é a versão 2.3.6 (Gingerbread), com a nova interface de usuário desenvolvida pela Motorola para os seus smartphones de entrada. Essa interface é mais leve, menos customizada, e pensada especificamente para os modelos com telas de dimensões menores e recursos de hardware mais restritos. Tudo isso se reflete na performance desse smartphone, que dentro de sua proposta, está aceitável. Os antigos travamentos e arrastos nas transições de tela foram minimizados, e o Android Gingerbread roda bem no aparelho. E isso, mesmo com um produto com processador single-core de 600 MHz e 512 MB de RAM, ou seja, as especificações mais básicas possíveis para um modelo Android com a sua versão.

Destaque para os botões tradicionais presentes no Android Gingerbread, e para o simples dock virtual de aplicativos dessa interface simplificada, que oferece acesso aos itens mais acessados pelos usuários, como telefone, agenda, câmera e aplicativos instalados.

A lista de aplicativos instalados é exibida na orientação vertical, diferente de outros modelos Android do mercado, que pensam a sua orientação de exibição na horizontal.

Assim como vimos no Defy Pro, os dois principais destaques dessa interface simplificada do Defy Mini Dual Chip são os grupos de ícones para aplicativos e para hubs sociais. Esse sistema aproveita melhor o espaço para os aplicativos na tela, além de reunir de forma mais prática para os usuários mais iniciantes no mundo de smartphones os contatos mais utilizados, assim como os aplicativos mais utilizados no uso diário.

Também é importante observar que, apesar do smartphone ser dual chip, apenas um dos chips vai operar no modo 3G para voz e dados. O segundo chip fica restrito ao modo GSM, mas restrito à conexão em EDGE. Serve como um “plano B” para quando sua operadora principal não tiver cobertura de dados em uma determinada região, mas não como opção principal. Vale a pena ficar atento antes de comprar o telefone.

Outra prova do aproveitamento do espaço em tela dessa nova interface está nos HUBs de conectividade. Como eles não estão na aba superior do Android, a Motorola colocou esses atalhos de forma conveniente, nas telas da própria interface, que podem ser inseridas da forma como o usuário quiser. Desse modo, o usuário pode acessar esses recursos de forma mais imediata e eficiente, e até mesmo facilitando a vida dos marinheiros de primeira viagem.

A aba superior é dedicada a exibir as informações das operadoras ativas e notificações diversas do smarthphone.

Como disse lá atrás, por ser mais espesso, o Motorola Defy Mini Dual Chip possui uma autonomia de bateria um pouco maior do que outros modelos Android de entrada com dois chips. E mesmo com duas redes funcionando simultaneamente, o smartphone conta com uma autonomia de bateria relativamente satisfatória, podendo durar um dia inteiro funcionamento com um uso moderado (lendo e-mails, acessando as redes sociais, navegações breves na internet e recebimento de chamadas). Como o seu hardware é mais limitado, essa autonomia deve ser suficiente para atender o público alvo do produto. É evidente que, se você usar mais os recursos conectados do produto, a autonomia de bateria tende a ser menor.

O modelo também conta com um aplicativo de monitoramento de exercícios, que é bem funcional para aqueles que querem fazer caminhadas e atividades de forma mais descompromissada. Com a ajuda do GPS, ele não só marca o tempo gasto em exercícios, mas a quilometragem percorrida, as calorias queimadas, e outras estatísticas envolvidas na sua tentativa de deixar a sua vida de geek gordo para trás.

Além disso, o smartphone conta com o aplicativo de Painel de Controle de exercícios físicos, que também faz o monitoramento de suas atividades regulares, ou avisa o quanto você está irregular na sua rotina de atividades.

Isso, sem falar no aplicativo de lanterna, que é sempre bem vindo por aqueles que chegam de madrugada da balada, e nunca conseguem abrir a porta de casa de forma prática e intuitiva, precisando que alguma coisa ilumine a fechadura da porta.



Conclusão

O Motorola Defy Mini Dual Chip está APROVADO. Dentro de sua proposta de uso, e se levarmos em consideração o público para o qual o produto é dedicado, ele cumpre o seu papel. Não é o smartphone para o geek convicto, que naturalmente quer um modelo com mais recursos.

É um bom smartphone de entrada, para aqueles usuários que querem economizar nas ligações, usando a operadora que lhe oferece as melhores vantegens em situações específicas, ou que não reconhecem a necessidade de ter dois smartphones no bolso. Além disso, para quem faz e recebe ligações, quer um acesso simples na internet e um smartphone Android de entrada resistente, é a opção a ser escolhida. Vale o custo/benefício da proposta apresentada.