O primeiro review do ano chega diferente. Adquiri no final do ano o Samsung Galaxy W, um aparelho que pesquisei na internet por alguns dias antes da compra, e cheguei a conclusão que era a melhor relação custo/benefício naquele momento. Porém, em minha viagem de férias, consegui trocá-lo pelo Samsung Galaxy S II, que estava namorando há muito tempo. Porém, o tempo que fiquei com o Galaxy W foi suficiente para fazer os testes necessários para o review.

Logo, essa análise não possui fotos do aparelho, mas sim, minhas impressões. As poucas fotos que tirei dele foi para escrever as primeiras impressões do produto em meu blog pessoal. Mas poderei passar o meu feedback sobre o que achei do aparelho, depois de quase duas semanas de uso.

Para alguns usuários, o Galaxy W não é um dos smartphones mais bonitos do mercado. Na verdade, ele se assemelha um pouco ao Omnia W, que é basicamente o mesmo modelo, só que com o Windows Phone 7.5 como sistema operacional. Mas sua aparência não chegou a me incomodar a ponto de desistir da compra. Até vejo pontos positivos na parte física do telefone.

O Galaxy W é um modelo compacto, não muito maior que o meu iPhone 3GS. Tem a aparência de ser resistente, e isso se confirma pela utilização de metal polido na parte superior, e uma ótima tampa de bateria emborrachada, que evita que o aparelho fique com marcas de dedo na sua carcaça, além de ser mais aderente no manuseio. Fora que, em caso de quedas, é mais seguro. Poucos modelos do mercado contam com tal revestimento, e esse é um ponto bem positivo para esse telefone.

Esse smartphone segue as características básicas da linha Galaxy: poucos botões, alto-falantes na parte inferior, e botões de menu e voltar táteis. No caso do Galaxy W, você vai encontrar apenas o botão de liga/desliga, e os botões de controle de volume. Poderia ter um botão dedicado à câmera, evitando assim a necessidade de sempre acessar uma das telas do aparelho. Seu alto-falante é um pouco baixo para reproduzir os toques telefônicos, assim como o alto-falantes para ouvir as chamadas. Para alguns usuários, isso pode causar um certo incômodo.

Sua tela de LCD de 3.7 polegadas oferece uma boa visualização dos elementos na tela, e uma boa resposta ao toque na tela. Em todos os testes, a resposta do produto foi plenamente satisfatória na interação com os ícones e widgets, mesmo com a interface TouchWiz, que vem sendo fonte de polêmica ultimamente (principalmente no assunto “por que a Samsung não vai atualizar o Galaxy S para o Android Ice Cream Sandwich?”). Bom, mesmo em uma tela de dimensões menores que os mais badalados smartphones, você poderá interagir bem com o sistema. Talvez fique um pouco incômodo para digitar na orientação vertical, mas nesse caso, vale a pena comprar o aplicativo Swiftkey X, disponível no Android Market. A diferença para o teclado nativo do Android é gritante (para melhor).

Mas o  que torna o Samsung Galaxy W uma ótima opção de smartphone Android é o seu processador. Mesmo sendo um chip single core, ele possui velocidade de 1.4 GHz. Ou seja, ele é mais rápido que o Galaxy S, e isso faz uma diferença enorme na performance. Evidentemente, não se compara ao processador dual core do Galaxy S II, mas no tempo que fique com o telefone, poucas vezes ele “engasgou” nas transições de tela, e mesmo em alguns jogos um pouco mais elaborados, sua performance foi aceitável. É claro que, para os usuários que pretendem jogar os games mais pesados, eu recomendo um Android com processador de dois núcleos. Mas, se você pretende simplesmente comprar um smartphone Android para o uso diário, recomendo que invista um pouco mais de dinheiro, e já vá para um modelo com processador acima de 1 GHz. O desempenho é muito melhor.

Sua câmera de 5 megapixels é suficiente para produzir boas fotos durante o dia. Em fotos com luz artificial, ou baixa luminosidade, a câmera ainda apresenta granulações. É uma câmera boa o suficiente para você tirar fotos para enviar nas redes sociais, mas nada além disso. Sua câmera é capaz de filmar em HD (720p), que é outro diferencial a ser considerado na hora da compra. As filmagens saem com bom áudio, e com um resultado final muito bom para ser enviado para o YouTube.

A performance geral do modelo me agradou muito. O Android presente no smartphone é o 2.3.5, que roda muito bem nas configurações do modelo. É claro que um fator limitante é a memória RAM do aparelho, que é um pouco restrita na minha opinião. Recomendo o uso do aplicativo Advanced Task Killer, que pode interromper os aplicativos que estão abertos em segundo plano, consumindo essa memória.

Agora, um ponto muito importante que quero compartilhar com vocês: o GPS do Samsung Galaxy W está muito, mas MUITO MELHOR que no Galaxy S/S II. Tudo indica que o modelo foi ajustado para fazer as buscas do GPS daqui, e a localização em ambientes abertos é feita em segundos. Ele ainda tem algumas dificuldades em encontrar a posição em locais fechados, mas onde ele mais se faz útil (no meio da rua, na estrada, etc), ele funciona de forma exemplar. O que é uma boa notícia, pois é sinal que não é tão difícil resolver o problema do GPS dos aparelhos mais badalados. É uma questão de, digamos, “empenho” da empresa.

Por fim, o Samsung Galaxy W está APROVADO. Dos smartphones da linha Galaxy, só fica abaixo dos modelos Galaxy S e Galaxy S II, e se levarmos em consideração os seus aspectos técnicos, ele tem chances de ser atualizado para o Android Ice Cream Sandwich (na teoria), o que o torna uma excelente opção de compra. Diante de concorrentes de outras marcas, ele tem especificações mais elevadas e recursos melhores, o que torna o modelo um dos melhores smartphones Android do mercado. Além disso, o seu preço sugerido (R$ 999,00) é um valor justo por aquilo que ele oferece. Se pensa em comprar um modelo mais barato, mas com recursos inferiores, minha dica é: invista um pouco mais de dinheiro, e já peque um telefone que vai te oferecer mais recursos, e menos dores de cabeça.

Preço: R$ 999,00