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Os gadgets quantificadores são os que melhor se posicionam no segmento de dispositivos vestíveis. Uma das principais utilidades desse tipo de dispositivo é analisar a atividade física do usuário, dando dicas sobre como melhorar alguns aspectos de sua rotina, visando uma melhor condição física e uma melhor saúde para quem tende a viver uma vida um pouco mais sedentária. Como é o caso dos gamers, de um modo geral.

Pensando nisso, a Razer lançou a pulseira quantificadora Razer Nabu X, que tem como objetivo analisar as atividades físicas dos seus clientes em potencial. Não é voltada para quantificação enquanto o usuário está jogando aquele jogo diante do computador ou do videogame, mas pode dar uma ideia do quanto tempo você está parado fazendo isso, dando alguns argumentos/motivos para você se levantar e ao menos caminhar um pouco. Nem que seja para justificar o investimento nessa pulseira quantificadora.

O review tenta descobrir o que esse produto tem de diferente de modelos similares e já testados por nós aqui no blog. Por ser um produto segmentado para o público gamer, qual é o real benefício que esse tipo de usuário pode ter com uma pulseira como essa? E se ela justifica o seu investimento apenas por ser um produto da Razer.

 

Review em Vídeo

 

Características Físicas

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Temos aqui uma pulseira quantificadora de toda a vida nas suas características físicas. Uma pulseira de silicone hipoalergênico que cai bem na hora de ser utilizada em qualquer lugar ou durante as atividades esportivas, principalmente se levarmos em conta a transpiração do usuário durante essas atividades, ou até mesmo nas jornadas diárias. O que chama a atenção é a cor da pulseira, em um verde fluorescente que até lembra um produto vindo da década de 1990. Mas isso não é um problema. Leve em conta o fato de você usar o produto durante corridas e caminhadas noturnas. Você será identificado com maior facilidade nessas condições.

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Na parte central da pulseira, temos o elemento que é o ‘cérebro’ de tudo, responsável por fazer a quantificação propriamente dita de suas atividades. A Razer Nabu X é capaz de contar seus passos, calorias queimadas e outras informações sobre a sua rotina, cujos dados podem ser interpretados por um aplicativo para smartphones e até compartilhado nas redes sociais.

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Tudo isso acontece em um produto com um conceito bem simples, sem telas de LCD ou OLED para exibir as informações. Apenas três LEDs que indicam o status de sua bateria estão disponíveis como fonte de informação visível na pulseira. Todos os outros dados precisam ser acessados pelo aplicativo no smartphone, e isso oferece duas vantagens muito bem vindas: um preço menor que muitos modelos da concorrência e uma maior autonomia de bateria.

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Talvez o grande ponto de “polêmica” (se é que podemos considerar assim) é o fato da Razer ter escolhido um conector proprietário para recarregar a bateria do dispositivo. Um conector que, por sinal, não é muito menor do que um microUSB que temos em boa parte dos dispositivos que já adquirimos. Ou seja, é um cabo só para recarregar a sua bateria, e chances maiores de você perder esse cabo se você for um usuário mais desorganizado.

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Aqui, o Razer Nabu X aposta na mesma fórmula já oferecida por outros modelos já disponíveis no mercado, incluindo a smartband da Xiaomi. A simplicidade dá o tom para fazer o que realmente importa, de forma objetiva e prática. Além disso, utilizar o smartphone como aliado é uma solução mais do que óbvia, já que todo mundo hoje carrega o smartphone consigo para qualquer lugar.

O Produto em Funcioamento

Não há muitos mistérios no funcionamento da Razer Nabu X. O produto cumpre o que promete, ou atende ao esperado: conta os passos do usuário, faz uma estimativa das calorias gastas e monitora o seu sono. A maioria desses dados podem ser analisados no aplicativo oferecido pela Razer para smartphones Android e iOS, o Nabu app, mas os três LEDs de notificação podem te dar um feedback preliminar sobre a quantas andam suas atividades.

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Por exemplo, se você alcançou os seus objetivos previamente estabelecidos no aplicativo, um duplo toque na área onde está o elemento quantificador, e os LEDs informam qual é o seu status, exibindo um, dois ou três LEDs que informam o quão próximo você está de alcançar a sua meta diária, simbolizando a porcentagem da meta alcançada (33% para um LED, 66% para dois LEDs e 100% para os três LEDS).

Mas o Razer Nabu X é também um “wearable social”, permitindo a “comunicação” com outros usuários que também estão utilizando uma pulseira dessas, trocando dados de suas atividades físicas, dados de contato pessoal e dados assimétricos de gameplay. Como não havia uma segunda pulseira dessas em minha região (ou talvez na minha cidade), essas funcionalidades não puderam ser testadas.

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A pulseira pode compartilhar seus detalhes de contas do Facebook e do Twitter com outros usuários através de um simples aperto de mão, usando o modo Handshake (que atua através de proximidade), ou pelo modo Pulse, com qualquer pessoa portadora de uma pulseira Razer Nabu X em uma mesma sala.

A pulseira também conta com recursos de compartilhamento social no Nabu Gamers, um aplicativo que busca no local outros proprietários dessas pulseiras que também contam com contas no Steam. Os dados da Razer Nabu X podem ser exportados para outros aplicativos, incluindo o Google Fit e o MapMyFitness.

Por fim, a pulseira também pode notificar o usuário sobre algumas mensagens recebidas de aplicativos específicos, como e-mails, mensagens nas redes sociais e outras atividades que o usuário compreender ser importante para a sua rotina diária. Aqui, a boa notícia é poder deixar o smartphone no bolso por boa parte do tempo em que estiver realizando a sua atividade física ou profissional.

 

Bateria

Um ponto muito positivo do Razer Nabu X é a sua bateria. Com uma autonomia média de uma semana de uso, temos aqui uma vida útil bem aceitável, ainda mais se levarmos em consideração as suas dimensões e as funcionalidades integradas. A ausência de uma tela ajuda e muito nessas horas, e ter um dispositivo que só precisamos carregar uma vez por semana é algo que desejamos e muito em outros dispositivos, inclusive. E já me deparei com pulseiras cuja bateria não dura mais do que três dias.

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É claro que essa autonomia não chega ao mesmo nível de alguns dos seus concorrentes, que podem alcançar até 30 dias de uso contínuo de bateria. Por outro lado, entendo que essa pulseira consegue fazer um pouco mais do que as pulseiras quantificadoras tradicionais.

 

Conclusão

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A Razer Nabu X está aprovado. Faz até um pouco mais do que a maioria das pulseiras quantificadoras tradicionais, oferece uma boa autonomia de bateria, e tende a não ser tão cara quanto a própria marca Razer sugere. Aliás, outro fator a ser considerado é que não devemos nos prender à ideia de que esse é um “gadget para os gamers”, pois não é. Pode ajudar a vida desse grupo, mas é pensado no público em geral. Qualquer pessoa pode usar essa pulseira.

É um produto pensado nos geeks, nos gamers e nos esportistas. Para quem quer uma boa pulseira quantificadora para chamar de sua, ou para quem quer apenas um dispositivo que pode ajudar a melhorar um pouco a sua saúde, tirando um pouco o sedentarismo da vida do usuário.