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Em um mundo conectado onde temos hoje opções como o armazenamento na nuvem, os discos rígidos externos e até smartphones com slots de cartões de memória microSD, não é todo mundo que pensa no pendrive como uma opção de armazenamento. Mas sei que ele ainda é utilizado pela maioria dos usuários de entrada. Não é incomum eu ouvir de tempos em tempos de amigos, parentes e familiares que precisam salvar alguma coisa em um pendrive para abrir no computador de casa. Por isso, acho que essa categoria de produto ainda tem vida longa no mercado. Afinal de contas, é o genuíno substituo do disquete (lembra dele?).

Pensando nisso, a Multilaser enviou para o TargetHD.net o pendrive Multilaser Twist (PD692), que conta com dois pontos considerados cruciais para justificar uma avaliação mais detalhada: o fato dele ser um pendrive compatível com a conectividade USB 3.0, que ainda é a padrão dentro do mercado de informática (ou pelo menos até que a USB 3.1 Type C não se torne algo efetivamente popular), e por contar com 256 GB de armazenamento, uma quantidade enorme para armazenamento de grandes volumes de dados, ou arquivos de elevado volume.

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Os dois itens combinados transformam o Multilaser Twist em uma alternativa interessante para aqueles usuários que querem uma unidade de backup de dados mais portátil do que um HD externo, sem muitas complicações na hora de armazenar um grande lote de arquivos (como fotos e vídeos), e uma maior agilidade para armazenar os arquivos de grande volume (principalmente vídeos). A tendência é que a transferência de dados para esse pendrive seja mais rápida do que aquela feita do computador para um HD externo, uma vez que estamos falando de uma memória flash contra um disco mecânico.

É claro que, se sua unidade for uma SSD, a história é bem diferente.

Nesse review, vamos efetivamente apresentar o produto para o grande público, e mostrar como foi o seu desempenho em um teste prático de 15 dias de uso cotidiano. Verificar se o produto possui um desempenho que justifique o seu preço, e se realmente ele pode ser uma alternativa mais portátil para as necessidades profissionais ou de entretenimento. Poucas vezes um produto foi testado por nós de forma tão efetiva, e poucas vezes as conclusões de um review serão tão objetivas sobre o desempenho final de um produto.

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Na sua estética, o Multilaser Twist é um pendrive comum. Bem comum por sinal. Algumas pessoas poderão torcer o nariz para isso, entendendo que o fabricante tinha que investir em um design mais avançado, com materiais de alta qualidade para garantir uma maior resistência do produto. Eu até concordo com esse último item, uma vez que estamos falando de um dispositivo que, teoricamente, vai armazenar dados importantes, que os usuários não querem perder. Ou seja, um acabamento de maior qualidade contaria muito a favor do produto da Multilaser.

Por outro lado, beleza não põe a mesa. Colocar uma carcaça externa apenas para ser bonitinho não ia resolver muito a questão, e poderia encarecer o produto de forma desnecessária. Não precisamos de produtos caros ou bonitinhos. Precisamos de produtos que funcionem. Precisamos de produtos que entreguem o desempenho que nós esperamos em uma rotina de trabalho ou de lazer. Apenas isso.

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De qualquer forma, não há muito o que dizer sobre as características físicas do Multilaser Twist. Nesse aspecto, ele é um pendrive como outro qualquer, e entendo que o usuário precisa ter um certo cuidado para não confundir esse pendrive com outros que estão guardados/espalhados pela casa. Eu mesmo preciso ter esse cuidado, já que recebo muitos pendrives em eventos de imprensa, e a maioria deles tem a mesma aparência.

O modelo da Multilaser tem um LED indicador de status de atividade. Apenas um item que serve para mostrar que o mesmo está ativo e funcionando na porta escolhida para conexão.

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O produto não requer nenhum tipo de software adicional para a sua instalação em computadores com o sistema operacional Windows. Sua formatação padrão é em FAT32, e assim decidimos fazer os testes. Era importante determinar qual era o seu desempenho tal e como o cliente vai receber o produto quando chegar em casa. A maioria dos usuários não entendem as diferenças entre o FAT32 e o NTFS, de modo que precisamos voltar nossos testes simulando como a maioria dos consumidores utilizaria o produto adquirido.

Entendo até que o seu desempenho geral pode melhorar quando adotada a formatação NTFS. Mas faremos esses testes em um momento posterior.

Utilizamos para os testes de transferência de arquivos um computador Dell com uma unidade SSD de 256 GB de armazenamento. É claro que os resultados de transferência de dados serão muito melhores com esse conjunto de hardware, mas é preciso levar em consideração uma das características básicas do Multilaser Twist: é um pendrive compatível com USB 3.0. Logo, a tendência é que essa movimentação de arquivos seja eficiente, mesmo quando utilizado com um disco rígido tradicional (algo que também testamos, mas destacaremos em um momento posterior).

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E esse fator foi determinante para um excelente resultado na cópia de arquivos. Mesmo em itens com grande volume de dados (filmes e episódios de séries), o Multilaser Twist alcançou taxas de transferência simplesmente impressionantes, com picos de até 190 MB/s. De novo: o arquivo estava armazenado em uma SSD e foi para um pendrive via USB 3.0. Mesmo assim, são números que saltam os olhos.

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Nas transferências de arquivos entre o Multilaser Twist e um HD externo (disco rígido mecânico), os resultados já são mais próximos da realidade da maioria dos usuários. A transferência de arquivos de grande volume pode alcançar picos de até 40 MB/s, algo considerado “o padrão” para um produto com as suas características.

Ou seja, o pendrive da Multilaser oferece resultados mais efetivos para uma rotina prática e produtiva quando utilizados com equipamentos que também contam com unidade de armazenamento em estado sólido. Não que isso desabone o produto, uma vez que estamos falando de nada desapreciáveis 256 GB de armazenamento.

Nos testes, utilizamos o produto para basicamente armazenar fotos e vídeos, que seriam depois reproduzidos em um media player (Xtreamer Media Player). Nesse sentido, os 256 GB de Multilaser Twist vieram muito bem a calhar, pois basicamente tudo aquilo que normalmente utilizamos para o conteúdo de entretenimento funcionou muito bem. Na verdade, quase tudo.

Apenas dois filmes em um volume acima de 5 GB não puderam ser transferidos para o pendrive, por conta das características da formatação FAT32, e não uma deficiência do dispositivo em questão. Como disse, se a formatação fosse em NTFS, esse problema simplesmente não existiria. Mas temos que pensar nas características do produto tal e como ele chega ao consumidor.

Os arquivos de mídia armazenados no pendrive da Multilaser funcionaram sem problemas em diversos dispositivos, e não apenas no Xtreamer Media Player. Priorizamos o reprodutor de mídia porque esta é apenas uma das finalidades que os usuários podem dar para um produto como esse. De qualquer forma, vale observar que não foram observadas incompatibilidades de formatos de arquivos ou de dispositivos que utilizamos nos testes para a reprodução dos conteúdos multimídia. Aqui, tudo funcionou conforme o esperado, com um desempenho dentro das expectativas.

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Em linhas gerais, o pendrive Multilaser Twist está aprovado. É um produto que cumpre o seu papel de ser um eficiente dispositivo de armazenamento de um grande volume de dados, com alta velocidade de transferência (quando utilizado em equipamentos com unidade de armazenamento SSD) e bom desempenho quando utilizado com outros dispositivos de diferentes categorias. O valor de R$ 559 pode ser elevado demais para a maioria dos usuários, e muitos vão entender que uma unidade SSD seria mais útil. Porém, a portabilidade e praticidade oferecidas por esse dispositivo são únicas. Sem falar que alguns dos seus concorrentes diretos podem custar até R$ 2 mil com produtos similares.