Ontem, você viu aqui no blog o unboxing do Nokia N97. Hoje, você vê mais detalhes físicos do aparelho em si. Estes detalhes, quando nos deparamos com o aparelho pessoalmente e durante todo o tempo, são totalmente diferentes de nossas impressões sem tocar o mesmo. Isso, nós temos com a maioria dos gadgets que encontramos no mercado. Mas com o Nokia N97, esta sensação se acentua significativamente.

Pra começar, o aparelho não é tão grande quanto imaginava ser (pelo menos para mim. Ou minhas mãos são grandes mesmo). Ele é um aparelho espesso (ou grosso, por assim dizer), não muito confortável para se levar no bolso da calça jeans, e meio volumoso para se levar na calça social, mas não é um exagero. Dependendo de como você acondiciona o aparelho nas suas vestimentas, você pode levá-lo de forma bem confortável.

Um ponto de destaque é este seu teclado QWERTY perfeitamente escondido embaixo de sua tela. Ele usa um sistema de pequenas braçadeiras para fazer o movimento de exposição do teclado. A tendência é que nós, geeks exibidos como somos, fiquemos o tempo todo mexendo neste mecanismo para exibir, orgulhosos, o teclado. Afinal, é um sistema moderno e prático que o dispositivo oferece. Porém, acredito que o esforço repetitivo do mecanismo, com o decorrer do tempo, pode provocar o seu desgaste. Por isso, tentem não fazer isso de forma frenética e repetitiva (pois é um smartphone caro, ok)? Um aspecto bem legal deste teclado é que ele possui teclas bem espaçadas, o que facilita muito na sua digitação (minha digitação em QWERTY de smartphone é ruim, pois poucas vezes tive aparelhos com este teclado para trabalhar, e ainda assim, com 30 a 45 minutos de uso, já estava digitando com razoável velocidade).

Da sua parte interna, não há muito o que se dizer: espaço para sua bateria, informações como IMEI do aparelho e número de série, selo de homologação da ANATEL e slot para cartão SIM devidamente acondicionado, no sistema de gaveta (que me agrada mais do que os modelos mais básicos, que é uma espécie de “gaiola” que prende o cartão SIM embaixo do aparelho. Nunca fica muito preso…). Na sua lateral inferior direita (abaixo da câmera), fica o slot para cartões microSD, de acesso fácil e prático, bastando apenas remover a tampa externa do aparelho para ter acesso ao cartão, sem o incômodo de remover a bateria do mesmo.

Em uma de suas laterais, você tem acesso ao conector micro USB, para cabo de dados e carregador de rede elétrica, e à trava de segurança do aparelho. Aliás, esta trava é uma das coisas mais práticas que poderiam colocar em aparelhos touchscreen, pois é melhor do que você ter teclas de atalho para travamento, e bem seguro para acidentes involuntários de discagens não autorizadas. É claro que o sistema “slide to unlock” de aparelhos como o iPhone são também muito eficientes, mas este aqui, para os mais distraídos, funciona muito bem.

Na outra lateral está os botões de controle de volume (e controle de zoom, quando a câmera está ativada) e o botão de ativação de câmera. Quando a lente da câmera está fechada, o aparelho automaticamente ativa a câmera frontal, normalmente usada para vídeo conferências. Quando você abre a proteção da lente da câmera, ela automaticamente é acionada, ligando as configurações da câmera de 5 MP.

Na parte superior do aparelho encontramos o botão de liga/desliga, e seu conector de fone de ouvido, que como já dissemos na parte 01 deste review, é de 3,5 mm (tipo P2).

Algumas coisas que merecem destaque: a primeira delas é o encaixe da bateria, que se acondiciona perfeitamente no seu local, sem ficar dançando no aparelho, e o mais importante: dispensando a necessidade de que, no futuro, você tenha que colocar um pequeno pedaço de papel (ou qualquer outra coisa) dentro do aparelho, para fazer a bateria ficar ajustada com o aparelho (com a a tampa colocada). Nisso, a Nokia acertou em cheio.

Porém, há um contraponto que considero meio sério: a tampa da bateria, como boa parte dos aparelhos da Nokia, é uma tampa plástica, com presilhas plásticas, que na minha opinião, são frágeis o suficiente para que, em uma remoção mais apressada da tampa, para remover o cartão de memória, elas se quebrem. Não que você vai ter a necessidade de abrir a tampa do aparelho o tempo todo, mas vale a dica: muito cuidado ao remover e recolocar a tampa, justamente para não ter estas travas quebradas.

Por fim, também destaco a proteção da câmera, que possui lente Carl Zeiss, uma das melhores para dispositivos móveis. A Nokia pensou neste aspecto, e decidiu proteger a câmera e o flash duplo LED com uma tampa em slide, que deixa perfeitamente acondicionada a lente de eventuais riscos que a câmera pode ter caso você resolva levar o smartphone no bolso (ou na mochila, ou na bolsa. Afinal de contas, levamos de tudo hoje em dia nas mochilas).

A parte 02 do review se encerra aqui. Fiquem ligados! Ainda nesta semana, teremos a parte 03 do review do smartphone Nokia N97.

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