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Depois de testar bem todos os recursos e características do aparelho, chegou a hora de dar opiniões mais aprofundadas sobre o Nokia N8. Dessa vez, vou deixar fotos oficiais do produto para ilustrar o post, para dar um ar mais estético ao review, além de priorizar mais a informação descrita. Mas prometo em breve fotos próprias do aparelho, com alguns destaques de sua parte física que vou relatar neste review.

O aparelho chegou aqui no dia 06 de novembro, e desde então, comecei a testar intensivamente todas as suas características (menos é claro saber se sua carcaça é resistente o suficiente para aguentar pancadas e quedas). O unboxing completo do aparelho você pode ver em vídeo, em link no final do post. Algumas coisas chamam a atenção: a primeira delas é o tamanho da caixa, mais estreita e compacta, e onde todos os itens do produto cabem de forma bem organizada.

Outra coisa é que seu manual é muito diminuto, além de ter muito menos papelada do que em modelos anteriores. Isso também faz parte da proposta de terem produtos ecologicamente corretos. Neste caso, ponto para a Nokia, que conseguiu fazer uma embalagem que não vai fazer volume no meio de um monte de caixas de gadgets que você tem na sua casa.

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Ao ver o aparelho pela primeira vez, ele é pouca coisa menor e mais estreita do que ele aparenta ser nas fotos oficiais. Na verdade, já tive esta impressão no Nokia Ovi Expedition II, mas agora, vendo com mais calma, tive a certeza disso. Ele veio em seu tom preto, que é o que considero o mais elegante de todos, e que deve agradar aos usuários com estilo mais discreto e/ou corporativo. A maior parte da carcaça externa do aparelho é feita de metal, com as partes superior e posterior feita de plástico, mas em um plástico que está menos sujeito a riscos.

Porém, se você tem estima por este produto (e pelo dinheiro que você vai pagar com ele), manda o bom senso que você adquira o quanto antes uma capinha de silicone para ele. Um smartphone com este preço pede este tipo de cuidados, pois para muitos, pode vir a ser um investimento considerável (custa mais caro do que um notebook padrão). Algumas capinhas que temos no mercado protege completamente o aparelho, deixando os botões de ações e conectores de acesso livres.

Sua tela é realmente bem eficiente, tanto para exibir imagens quanto para sua utilização com recursos de toque. De sua performance no uso do dia-a-dia eu falo mais pra frente, mas aqui também vale o aviso bem óbvio: mantenham a película protetora na tela do aparelho, pois ela não interfere em nada na performance do touch, e quando ela não lhe servir mais, coloque outra película. Manter a proteção desta tela é mais do que fundamental, pois bem sabemos como estas telas são sujeitas a riscos e outros acidentes de percurso quando você leva o produto no bolso da sua calça. Lembrando que, pelo fato de sua tela ser capacitiva, ela conta com uma sensibilidade e precisão maior do que as telas resistivas. Por isso, mantenha sua tela travada, com a chave lateral.

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Em uma de suas laterais, temos os botões de controle de volume/zoom da câmera, chave de bloqueio de tela e teclas, e tecla para câmera digital. Todos os botões sempre bem ajustados, sem apresentar dificuldades para o usuário em ativá-los (e com riscos de até causar alguns problemas quando você estiver usando a câmera). Outro detalhe é que o botão da câmera funciona em dois estágios, pressionando uma primeira vez para fazer o foco do objeto central, e soltando, para tirar a foto propriamente dita, aumentando as chances de você tirar uma foto com boa qualidade.

A trava do telefone não fica destravando acidentalmente dentro do bolso da calça, o que torna muito confiável. Mas, ainda assim, como um homem prevenido vale por dois, você pode instalar o nUmLock, que é um aplicativo que cria o mesmo recurso de desbloquear a tela do aparelho pela tela, no estilo iPhone (slide to unlock).

Na outra lateral, você tem os slots para cartão de memória e cartão SIM card, além do conector mini USB . Bom, os slots teoricamente são de fácil acesso, mas de difícil remoção de suas tampas plásticas. Recomenda-se cuidado para retirar essas tampas, para não quebrar a parte que prende a tampa ao aparelho.

Na parte de cima do aparelho, temos o botão de liga/desliga, além do conector de fone de ouvido de 3,5 mm e o conector HDMI, que é protegido por uma tampa plástica de remoção bem mais simples do que no caso dos slots de cartões SIM e microSD. Outro destaque que dou aqui é para o fone de ouvido WH-701 que acompanha o produto, que é um fone bem competente, pois apesar de não deixar o som em um volume excessivamente elevado no seu ouvido, mantém o som externo bem isolado pelo lado de fora.

Na parte de baixo do aparelho, temos o conector de bateria. Vale aqui lembrar que a bateria do aparelho é não removível, seguindo a tendência dos smartphones touch atuais, que deixam você preso à assistência técnica do aparelho para quando você precisar trocar a bateria. Um detalhe a ser observado é que você ainda conta com a opção de carregar a bateria do aparelho pela porta mini USB, conectado ao seu computador, além de contar com o carregador normal de bateria. Isso é muito bem vindo, não só para que você tenha uma maior versatilidade na hora de carregar o smartphone em qualquer lugar, mas também, em um eventual uso do aparelho como media player (de vídeo, via porta HDMI), sua bateria não fica com a autonomia comprometida, pois sempre estará conectada à energia elétrica.

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É um aparelho que é confortável para se agarrar na sua orientação horizontal, sendo de um tamanho prático para a digitação, manuseio de aplicativos e jogos. O aparelho também é bem cômodo de se segurar para ligações. Não achei muito cômodo para utilizá-lo na posição vertical, e para aqueles que estão habituados a usar apenas uma mão para escrever mensagens em SMS, vai ter algumas dificuldades. Com o uso do acelerômetro, alguns jogos se tornam muito divertidos, e sua visualização de páginas de internet é confortável no modo horizontal.

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Aqui temos o grande destaque do Nokia N8: sua câmera de 12 MP, com lentes Carl Zeiss, Flash Xenon e filmagem em HD. Uma coisa que é importante deixar claro aqui: não é a quantidade de megapíxels que tornam uma câmera melhor ou pior, e sim os recursos que ela conta para poder tirar melhor ou pior as fotos (se é CCD ou CMOS, distância de foco, etc). Dito isso, posso dizer, sem medo de errar, que esta é a melhor câmera que você pode encontrar em celulares e smartphones no mercado, tirando fotos realmente muito boas durante o dia, e até mesmo à noite, com seu objeto da foto estando a uma distância de, pelo menos, 1 metro.

Ela tira fotos que ficam realmente comparáveis à câmeras digitais do tipo “point-and-shoot”, e é um recurso muito útil para quem trabalha com mobilidade, e não quer andar com vários dispositivos no bolso. Segue abaixo alguns exemplos de fotos tiradas para review, que estarão em breve no blog (obviamente já reduzidas para o tamanho do blog).

A parte de vídeo também é muito boa. Realmente, suas filmagens em 720p ficam com uma qualidade superior do que em outros celulares, com uma ótima qualidade de áudio (com dois microfones frontais, que são os dois buraquinhos abaixo da câmera). Até a filmagem em 640 x 480 é de qualidade satisfatória, apesar de até agora não entender direito o porquê da Nokia ter deixado a filmagem em HD a 25 FPS, enquanto que a 640 x 480p fica a 30 FPS. Esperamos que isso se modifique nas futuras versões do Symbian.

Bom, agora, vamos falar do Symbian^3, e do seu funcionamento.

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Esse é um dos pontos de maior preocupação dos novos usuários: a Nokia vem com um Symbian^3, em um aparelho que conta com um ótimo hardware, quando poderiam colocar logo o MeeGo? Pois é… isso se justifica plenamente. Antes de tudo, é preciso dizer que o Symbian^3 é melhor do que a adaptação do Symbian feita no N97, onde boa parte dos problemas foram resolvidos: unido à tela AMOLED capacitiva, a resposta ao toque é muito boa, deixando o uso mais confortável, com uma quantidade menor de travamentos.

Sua performance, para o hardware que tem, é satisfatória, pois alia um desempenho médio à uma autonomia média de bateria (ele tem autonomia de uso de, pelo menos, dois dias completos, com uso da maioria dos recursos do aparelho).

O sistema vai agradar aos usuários que são usuários do Symbian de longa data, ou para aqueles que dependem desse sistema para alguns programas em específico, ou para migração de seus dados de agenda de contatos e compromissos. O esquema de menus está semelhante ao que você já encontra nas versões anteriores do Symbian, com a adição de que você pode chamar atalhos dos menus deixando o dedo pressionado nos itens da tela.

Nesse sentido, alguns usuários menos experientes vão se sentir perdidos com tantos itens de menu, e tantos passos para chegar em um determinado item, ou para se acessar um aplicativo. É claro que você pode adaptar as telas de aplicativos, movendo os ícones para as telas que você quiser, mas isso não impede que, para algumas ações em específico, você precise utilizar vários itens de menu para chegar até o item desejado. Comparado ao sistema Android, é muito mais complicado você configurar pontos de acesso (que precisa de vários menus e sub-menus no Symbian, enquanto que no Android, basta você clicar ao lado do relógio que o assistente de rede é acionado).

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Outra coisa que pode incomodar no Symbian do N8 é que alguns recursos são considerados desnecessários. Seu sistema de efeitos de tela, diferente do Android e do iOS, acabam sendo irritantes, e em alguns momentos, prejudicam o desempenho do aparelho, Eu recomendo que se desligue esses itens, para que você não tenha perda de desempenho. Além disso, ter apenas três telas para você adicionar atalhos de widgets e aplicativos é algo que vai incomodar a quem já utilizou Android um dia. Você fica restrito a uma quantidade de aplicativos que, em alguns casos, pode ser apenas uma parte muito pequena daquilo que o usuário possui instalado no seu smartphone. Oras, o N8 conta com 16 GB de armazenamento e instalação, e a tendência natural é que o usuário queira instalar os aplicativos que quiser, e ter estes aplicativos de forma prática e funcional no aparelho é quase que uma questão óbvia. Outro exemplo são os seus widgets.

O player musical nativo da Nokia carece de recursos como o modo resume e atualização automática de catálogo de aparelhos. Com isso, o widget automático, que fica ativo na sua tela, tende a dar erro, travando o aparelho. No caso do widget para e-mails, ele é bem intencionado, mas se você pensa em escrever e-mail enquanto ouve uma música ou podcast, pode esquecer, pois ele vai ficar muito lento. Fora que o aplicativo em si pode não agradar a todos, pois é uma tentativa não muito bem sucedida de ter um serviço de e-mail parecido com o que temos no Blackberry.

Mas há coisas boas nesta nova versão do Symbian. A que mais me impressionou é que o navegador nativo da web está bem mais rápido do que a última versão do Opera Mobile. Tudo bem, o consumo de dados é enorme, mas ele tem uma performance melhor para abertura de páginas. O Ovi Mapas também está muito redondo, com recursos excelentes, e com o GPS trabalhando muito bem (se bem que recomendo que configurem o aparelho para usar o sistema de GPS do Google, que encontra os satélites em questão de segundos).

O sistema de agenda de compromissos e contatos continua o mesmo, mas no caso dos contatos contando com mais opções para inclusão de dados. Seu aplicativo para álbum de fotos é muito bom, bem prático e intuitivo, e os programas de edição de fotos e vídeos surpreende, tendo recursos básicos para que boa parte dos usuários consiga dar um acabamento minimamente aceitável para seus vídeos.

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Por fim, o veredito final do Nokia N8 é: APROVADO. Ele é um bom aparelho, com ótimos recursos de hardware e multimídia, mas com um sistema operacional que deixará os usuários na esperança que um dia o MeeGo chegue, para colocá-lo em pé de igualdade com os demais sistemas do mercado. É um aparelho bonito e elegante, que deve agradar ao seu público-alvo: os que já estão habituados ao sistema Nokia, e aqueles que querem ter um smartphone com uma excelente câmera digital para fotos e vídeos com uma qualidade superior.

Blogueiros que trabalham muito com imagem e vídeo vão achar o aparelho útil para estas finalidades, mas penso que aqueles que já trabalharam com o Android algum dia vão encontrar resistência para o usar o Symbian novamente. Fica a espera de que, com as atualizações, e uma eventual troca para o MeeGo, o N8 seja um smartphone que fique a altura de seus principais concorrentes de mercado no que se refere ao software. Pois, de hardware, ele está bem perto, e não deixa nada a desejar.

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