A Motorola teve uma ideia: “por que não pegar o nosso melhor smartphone Android e dobramos a sua autonomia de bateria, só para ver o que acontece?”. O resultado recebe o nome de Motorola RAZR MAXX. O produto possui a maior autonomia de bateria encontrada entre os dispositivos com o sistema do Google, e se tornou uma das interessantes opções disponíveis no mercado nacional, para os geeks que precisam que o seu smartphone funcione por um dia inteiro, sem precisar ficar procurando uma tomada com o carregador na mão às 4 horas da tarde de uma quinta-feira. Nesse review, mostramos o smartphone em detalhes.

Na sua estética, o RAZR MAXX é muito parecido com o Motorola RAZR original (que já fizemos o review no TargetHD – em fotos e em vídeo review).

Na parte superior, a mesma câmera frontal para videochamadas, e os mesmos detalhes dos cantos recortados, que vem caracterizando os últimos produtos Android da Motorola (não apenas a linha RAZR, mas os tablets XOOM).

O mesmo se repete na parte inferior, com os quatro botões de operação do Android, tal como no RAZR original. Sem mudanças de design por enquanto.

E aqui está a maior diferença de design do novo Motorola RAZR MAXX. O smartphone está bem mais “gordinho” que o RAZR original. Ele perde na espessura, mas por uma causa muito nobre: abrigar uma bateria de 3.300 mAh. Ela é a responsável pelo dobro de autonomia oferecida pelo smartphone em relação ao modelo original (que contava com uma bateria de 1.800 mAh).

A grande sacada da Motorola foi ter colocado uma bateria maior, mas sem exagerar na espessura do smartphone. Por incrível que pareça, sua espessura continua sendo bem aceitável, ainda mias com sua proposta de ser um smartphone com uma autonomia prolongada. Fora que eliminou um problema que me incomodava muito no RAZR original, que era aquele volume saltado do sensor da câmera e do alto-falantes integrado na parte superior traseira do smartphone. Veja abaixo.

O RAZR original, mais fino, mas com a tal saliência que citei acima.

O RAZR MAXX, com um design mais uniforme e elegante. Ponto para a Motorola nesse quesito.

Na parte superior, no mesmo lado (lateral direita), o botão de liga/desliga e os botões de controle de volume. Particularmente, prefiro os controles de volume na lateral esquerda, pois é prático para alcançar os botões de volume com o polegar da mão esquerda. Mas isso não quer dizer que não seja possível manejar com destreza os botões durante a chamada em momentos específicos.

Na parte inferior, identificamos a porta que protege os docks do slot micro SIM e do slot microSD.

Um detalhe a ser observado aqui. Os menos treinados terão uma certa dificuldade em inserir e retirar o microSIM, uma vez que o seu conector tem aquele dispositivo com clique ejetor. Tanto para colocar como para tirar, você vai precisar de uma pinça, ou aquela chavinha do iPhone 4 para tornar o processo mais prático. Marinheiros de primeira viagem podem chiar com esse detalhe. Mas é só um detalhe e nada mais.

Visão geral da parte traseira do RAZR MAXX.

A câmera mantém o mesmo sensor de 8 megapixels, flash LED e capacidade de gravação de vídeos em 1080p. O alto-falantes também continua na parte superior traseira do aparelho, e como já observamos anteriormente, o modelo está visualmente mais uniforme no seu design, graças à bateria maior.

A parte traseira segue contando a proteção em Kevlar (viu como dessa vez eu acertei? #ironic), que oferece a mesma sensação de segurança ao agarrar o smartphone que o RAZR original possui. Ponto de novo para a Motorola em manter esse importante detalhe.

Detalhe da parte inferior traseira do RAZR MAXX.

Vale destacar que o acabamento em tons foscos se mantém, conservando a sobriedade e elegância do smartphone.

Na parte superior do RAZR MAXX, os conectores para o cabo mini HDMI, cabo mini USB (que também atua como recarregador da bateria do smartphone) e conector para fones de ouvido (da direita para a esquerda).

Na parte inferior, nós temos… nada. Absolutamente nada.

Hora de ligar o smartphone.

Tela de bloqueio do Motorola RAZR MAXX, seguindo de forma fiel a proposta original do Android 4.0 Ice Cream Sandwich.

Um ponto muito positivo na firmware do RAZR MAXX é que a Motorola decidiu por fazer modificações mínimas na sua interface, que ficou leve, fluída e muito próxima daquilo que o Google idealizou para o Android Ice Cream Sandwich. Quem ganha é o usuário: o smartphone está mais funcional, com uma interação mais prática e objetiva para o usuário.

Interface da tela de listagem de aplicativos. Sem invenções. Se você já mexeu com o Android 4.0 algum dia na vida, a sua dificuldade vai ser zero aqui.

A parte musical do RAZR MAXX foi modificada, adicionando recursos como o Minhas Músicas, e removendo o Motoblur para adotar um ecossistema musical mais simples e funcional. Além disso, recursos como o Minha Galeria recebem destaque, para tornar o acesso à fotos de vídeos mais simples.

Outra adição interessante são esses pequenos widgets para serviços conectados. Normalmente, utilizamos aplicativos de terceiros ou outros recursos para, por exemplo, ativar ou desativar a conexão 3G do smartphone. Nesse caso, não precisamos fazer nada disso. Basta adicionar o hub que você deseja, na tela que você quiser, e pronto. Mais um recurso que é muito bem vindo para quem quer tornar essas funções mais práticas e funcionais no aparelho.

Apesar de ser uma tela com uma definição menor do que o seu principal concorrente (em termos de similaridade de hardware, excluindo a batrria avantajada do smartphone da Motorola), o Galaxy Nexus/X (em breve, teremos um comparativo entre esses smartphones no TargetHD), o RAZR MAXX possui uma tela com ótima definição, exibindo os seus gráficos de forma quase perfeita, e com bons contornos. Não se percebe serrilhados em sua tela, e todos os jogos e elementos gráficos apresentados tiveram ótimos resultados, com exibição agradável de todos os elementos reproduzidos em sua tela de 4.3 polegadas.

O hub para contatos favoritos continua. Basta clicar, e você pode expandir o acesso para até 20 contatos favoritos. Bem prático, principalmente pelo agrupamento.

O sistema de notificações permanece o mesmo: eficiente, prático e simples.

O sistema de notificação do GMail continua sendo matador. O melhor entre os sistemas móveis, disparado.

Outra novidade bem legal do RAZR MAXX é o SmartActions. Ele funciona da seguinte maneira: você programa o smartphone para que, em determinada situação, ele realize uma tarefa em específico. Por exemplo, você pode programar o smartphone para que, no horário noturno, ele desligue o sistema de notificações, para que você tenha uma noite tranquila de sono. Ou quando você entrar no carro, ele liga o GPS automaticamente, para ser o seu auxiliar durante o trajeto para o trabalho. Ou ainda, para quando você chegar em casa, ele desligue o sinal 3G e ative a conexão Wi-Fi, economizando alguns centavos (que, acumulados, fazem diferença no final do mês) do seu pacote de dados.

Na parte de vídeos e jogos, o RAZR MAXX não faz feio. Consegue reproduzir os conteúdos sem maiores problemas, graças à sua tela Super AMOLED Advanced qHD (540 x 960) e seu processador de 1.2 GHz dual core. É evidente que esse conjunto pode parecer um pouco obsoleto para modelos top de outros fabricantes, mas a sua principal proposta não é ser um smartphone voltado para os conteúdos em multimídia (mesmo fazendo isso muito bem), e sim, ser um produto funcional, ágil para o trabalho, e com uma autonomia de bateria monstruosa.

Mas… afinal de contas… e a bateria do RAZR MAXX? É tudo isso que contam?

A resposta para a pergunta acima é: com certeza, sim!

Fiz alguns testes sobre sua autonomia de bateria, e posso afirmar que, nesse sentido, o RAZR MAXX foi o que pedia a Deus há muito tempo: um Android com excelente autonomia de bateria. Com uso intenso (3G e WiFi o dia inteiro, músicas, rádio, jogos, notificações, navegação de internet e brilho automático e/ou 50% de brilho de tela), o smartphone da Motorola aguentou sem problemas por um dia inteiro, sobrando ainda uma autonomia de 40% de bateria. Com uso moderado, sem usar tanto a internet, mas com notificações ligadas, sem jogar e ouvir rádio, e reduzindo o brilho da tela, o RAZR MAXX permaneceu por dois dias ligado, só pedindo pelo carregador no meio do terceiro dia. Em standby (só com as notificações), o telefone só teve redução de 10% de sua autonomia após quatro dias longe da tomada.

E isso porque estamos falando de um smartphone com o Android 4.0.4 (Ice Cream Sandwich), que em alguns smartphones contam com um consumo de bateria irregular. Ou seja, podemos imaginar um desempenho ainda melhor se em algum dia no futuro o RAZR MAXX receber o Android 4.1 (Jelly Bean). Particularmente, espero que isso aconteça. Seria um desperdício que um smartphone como esses ficasse sem a mais recente versão do sistema do Google. Ainda mais a Motorola Mobility pertencendo ao Google.

No seu desempenho geral, o RAZR MAXX se sai muito bem. O aparelho apresentou muito poucos engasgos (quase imperceptíveis para os iniciantes, mas visíveis para os mais exigentes), e cumpre bem o seu papel de ser um smartphone ágil e funcional para todas as principais finalidades. No comparativo com o Galaxy Nexus/X, o modelo da Samsung é perfeitamente fluído na transição de telas (também vai ser mostrado em detalhes no comparativo), mas posso dizer que o RAZR MAXX é um aparelho muito bom para minhas necessidades de geek, que não são poucas.

Por fim, o Motorola RAZR MAXX está APROVADO. É o Android ideal para quem deseja um smartphone com bom desempenho e ótima autonomia de bateria. Com ele, o seu carregador vai morar na casa do usuário, que é o seu lugar de origem. Fica o desejo que a Motorola decida atualizar o aparelho para o Android 4.1 Jelly Bean, para que torne o telefone ainda melhor. É uma interessante opção no mercado brasileiro pelo seu valor, e pode fazer a cabeça de muitos usuários que passam apuros no final do dia, sem bateria para ouvir sua música preferida na volta para casa, depois de um longo dia de trabalho.