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Mais um review muito esperado pelos leitores do TargetHD. O Motorola RAZR D3, que chegou ao mercado brasileiro no mês de março de 2013, apareceu com uma proposta muito atraente para o consumidor brasileiro: ser um smartphone Android de linha média, com boas especificações técnicas, e um preço competitivo. E agora que o produto já está no mercado, podemos analisar todos os seus detalhes. A seguir, passo minhas impressões sobre o smartphone.

Antes de começar…

É importante deixar isso bem claro antes mesmo de começar o review. A assessoria de imprensa da Motorola no Brasil enviou o produto para testes em um kit de venda (incluindo a embalagem) para o produto na versão DUAL SIM (para dois chips de operadoras de celular). Porém, o modelo que recebemos funciona na versão SINGLE SIM (para apenas um chip). Eu sei que pelo menos no momento que estou produzindo esse review só está disponível a versão para dois chips no mercado. Porém, diante do produto que foi enviado pela Motorola, só poderemos testá-lo em sua versão para um único chip.

Logo, não vou poder responder questões referentes ao seu funcionamento e características da versão DUAL SIM, até porque não foi esse o modelo que recebi para testes. Por outro lado, muito provavelmente as suas referências de uso e funcionalidades no modelo com dois chips são as mesmas encontradas no Motorola RAZR D1, uma vez que suas especificações de hardware são muito próximas.

Dito isso, vamos ao review.

Características Físicas

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O Motorola RAZR D3 é muito parecido com o RAZR D1, que por sua vez, é muito parecido com o RAZR i. Por fazer parte de uma mesma linhagem de produtos, ele conta com as mesmas características físicas e de design. É um modelo com linhas bonitas, de bom agarre e boa construção, mesmo sendo mais simples que o RAZR i no emprego dos seus materiais. Logo, vamos apenas revisar os aspectos físicos do modelo, que são os mesmos do RAZR D1.

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Na parte superior, apenas o conector para fones de ouvido.

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Na parte inferior… nada. Como o modelo não conta com tampa traseira removível, ele não contam nem com o pequeno compartimento para remoção da tampa traseira, por motivos óbvios.

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Visão geral da lateral do smartphone. Para você ter uma ideia da espessura do RAZR D3, ele tem exatamente a mesma espessura do meu iPhone 4, e com uma bateria com maior capacidade (2.000 mAh do RAZR D3, contra 1.420 mAh do iPhone 4).

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Na lateral superior direita, temos o botão de liga/desliga, e os botões de controle de volume. Aproveito aqui para esclarecer: de novo destaco os parafusos expostos nas laterais do produto, e mais uma vez, digo que esse aspecto não me agrada. Para os desavisados: é óbvio que eu sei que essa é uma característica de design dessa linha RAZR (i, D1 e D3), até porque testei todos eles. Porém, não estou discutindo design, e sim estética. Estou apenas expondo a minha opinião diante de algo que não me agrada, e um review também tem essa função: passar a opinião pessoal de quem está testando.

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Na lateral superior esquerda, temos o slot para chips SIM. Uma dica: se você não tem unhas nas mãos, você vai ter muitas dificuldades para remover esse slot. É algo bem complicado nesse modelo (o RAZR i e o RAZR MAXX contam com sistemas semelhantes, mas não tão complicados para remover esse slot lateral).

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Um pouco abaixo, o slot para cartões microSD e o conector para o cabo USB, para recarga de bateria e transferência de dados.

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Aqui, vemos o slot para chips SIM aberto. Observem que onde deveria estar o slot para o SIM #1 livre, temos um pedaço de plástico, que impede a inserção física do chip. Consultando a assessoria da Motorola (que foi quem enviou o smartphone para empréstimo), eles confirmaram que o modelo SINGLE SIM que foi mandado por engano em um kit para a versão DUAL SIM. Mais para frente vou abordar o software do RAZR D3, e lá, mostrarei a indicação da firmware preparada para receber apenas um chip de operadora.

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Visão de outra perspectiva do slot para chips SIM.

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Visão geral da parte traseira do RAZR D3. Apesar de não ser da minha preferência, o modelo na cor branca (um branco perolado, como bem alertaram alguns amigos leitores) é bem bonito e elegante. Aparentemente, ele não parece “encardir” com muita facilidade, mas como todo cuidado é pouco, uma capa externa é recomendada. Aliás, independente da cor, é recomendável você cuidar do seu gadget. Afinal de contas, é um investimento.

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Na parte superior (da esquerda para a direita), a indicação da presença da conectividade NFC, a sua câmera traseira de 8 megapixels com flash LED (falaremos mais dela daqui a pouco), e o alto-falantes ao lado do flash LED. Também aproveito para lembrar que os detalhes em relevo da parte traseira do smartphone (abaixo da câmera), tal como acontece no RAZR D1, não contam com um acabamento de Kevlar, mas sim, de plástico.

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Na parte superior frontal do smartphone, o alto-falante para chamadas, a câmera frontal de 1.2 MP (no lado direito, para videochamadas e auto-retratos), e um LED para alertas para diferentes recursos e funcionalidades (do lado esquerdo).

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Na parte inferior, o microfone para chamadas.

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Em linhas gerais, o Motorola RAZR D3 é bem construído. É um produto bem compacto, sem peças móveis, e oferecendo um bom agarre para conversação e utilização com redes sociais e jogos. Durante os testes, foi um aparelho cômodo para uma rotina diária. não causando desconforto quando utilizado para envio de mensagens nas redes sociais, visualização de vídeos, navegação na internet e jogos.

Acessórios

O kit enviado pela Motorola é praticamente o mesmo do RAZR D1, com uma única variação (no lugar da antena para sintonizar a TV móvel do RAZR D1, temos a chave para inserção/remoção de chips SIm no RAZR D3). Apesar de ser um kit para testes, acredito que não há muitas variações para o kit que o consumidor vai receber em casa quando comprar o smartphone em uma loja online.

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Aqui, a citada chave para remoção e inserção do chip de sua operadora. Indispensável. Caso contrário, comece a procurar um clips para remover o chip de sua operadora. Outro detalhe: quando você insere ou remove um chip novo, precisa reiniciar o smartphone, para que tudo funcione de forma adequada.

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Os fones de ouvido são os mesmos do RAZR D1, ou seja, de baixa qualidade. Para o meu gosto, o volume não é elevado o suficiente, e no caso do RAZR D3, isso se dá por uma combinação de um fone com volume baixo, e uma porta de saída de áudio com menor potência que o que eu considero ideal para enfrentar a rotina diária. Utilizei de forma improvisada um fone in-ear da Sony (que não é compatível com a entrada do RAZR D3), que ofereceu um volume um pouco maior do que os fones originais. Por outro lado, há uma preocupação da Motorola em oferecer um acessório que não cause danos à audição do usuário. Logo, é compreensível a escolha. Apenas para comparar: o áudio dele possui, pelo menos, 40% a menos de volume que o meu iPhone 4.

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Esses fones contam com um botão dedicado para controle de recebimento de chamadas (não possui botões de controle de volume integrados).

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Conta ainda com um microfone, para você se comunicar sem retirar o smartphone do bolso.

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Por fim, o adaptador para recarga de bateria na rede elétrica, que funciona com a ajuda do cabo USB, que não foi mostrado nas fotos, mas acompanha o produto.

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Tela

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Sua tela de LCD possui 4 polegadas de tamanho, com uma resolução de 854 x 480 pixels, com 16 milhões de cores. Um dos grandes trunfos da Motorola com essa linha RAZR é conseguir colocar uma tela com um tamanho relativamente maior, mas aproveitando a estrutura do smartphone. Com isso, o RAZR D3 tem uma tela maior, mas em um corpo menor. Para quem não gosta de smartphones largos demais, é um ponto a ser considerado.

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Duas coisas me agradam muito na tela do RAZR D3. A primeira delas é a qualidade das cores exibidas. São cores vivas, com um colorido agradável, sem a opacidade detectada no RAZR D1 (que deixava as imagens esbranquiçadas). A exibição de gráficos e principalmente jogos ficaram muito boas no smartphone (talvez as fotos a seguir não mostrem isso, mas presencialmente, a impressão é ótima.

O segundo ponto muito positivo da tela do Motorola RAZR D3 é a sensibilidade dessa tela. Trabalhando em conjunto com o Project Butter presente no Android 4.1.2 Jelly Bean, a tela apresenta uma fluidez muito boa, com boa transição no deslizar do dedo em telas de páginas de aplicativos e widgets. Isso fica bem evidente em jogos como Cut The Rope e Ninja Fruit, onde essa sensibilidade na tela é fundamental. Também é possível perceber o quão é bom o toque na tela durante a digitação mais longa de textos em redes sociais.

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Por ter uma tela melhor, o RAZR D3 não apresenta  elementos pixelados nos ícones e fontes. É claro que ninguém vai ficar vendo muito de perto nessa tela o tempo todo, mas pelo o que pude observar nos testes, nesse aspecto, o smartphone se sai bem, mesmo não contando com uma tela com alta definição.

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Durante os testes com jogos, a impressão obtida com as imagens exibidas foi ainda melhor. De novo, cores vivas e gráficos sem serrilhados.

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Fiz também um teste de exibição de imagens na tela em ambientes externos, e o resultado não foi bem o que eu esperava. Vejamos.

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Com ajuste de brilho automático, exposto à luz do Sol, não dá pra ver quase nada da tela do RAZR D3.

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Mesmo na sombra, no brilho automático, a visualização das imagens acaba ficando prejudicada. Ao desligar o brilho automático, e deixando o brilho da tela no máximo, a situação melhorou um pouco, e mesmo assim, quando a tela ficou embaixo de uma sombra.

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De qualquer forma, não é um problema, uma vez que estamos falando de um smartphone de linha média. Logo, não podemos esperar aqui as mesmas características de um modelo top de linha. Porém, fica essa dica para aqueles que possuem hábitos diurnos frequentes: procure uma sombra para ler seus e-mails e mensagens nas redes sociais.

Sistema Operacional e Interface de Usuário

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A Motorola segue com a boa aposta de fazer mínimas modificações no Android 4.1.2 Jelly Bean presente no RAZR D3. Essa decisão se converte em um melhor desempenho geral do dispositivo, que se apresenta rápido e fluído na maior parte do tempo. Sua performance geral é muito agradável, principalmente quando estamos executando tarefas mais simples (tirar fotos, gravar vídeos, navegar na internet, acessar as redes sociais, ler e-mails, etc).

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O Android 4.1.2 Jelly Bean consegue gerenciar bem os recursos para que o sistema sempre entregue ao usuário a melhor performance possível, de acordo com a utilização do mesmo. É claro que, se você vai utilizar vários programas simultaneamente, o sistema vai dar alguns “engasgos” em transições de tela ou ao sair do modo de hibernação (com a tela bloqueada), mas tudo dentro do esperado para um modelo com as suas características de hardware.

O grande problema ao meu ver é a sua limitação para armazenamento interno. Como o Android Jelly Bean não permite a transferência de aplicativos para o cartão microSD (pelo menos não de modo padrão; existe a possibilidade de você conseguir isso através do root do sistema, e com a ajuda de aplicativos específicos para isso – não testei essa possibilidade pois não estou autorizado a fazer o rooteamento em um dispositivo que não é meu), você não pode exagerar na instalação de aplicativos e jogos. Ter um Dead Trigger e um Real Racing 3 (este último, por sinal, não é recomendado para esse smartphone; falo mais sobre isso daqui a pouco) instalados no RAZR D3 já é ter um bom espaço de armazenamento consumido. A primeira coisa que você deve fazer ao receber esse smartphone é: comprar um cartão de memória para salvar fotos, músicas e arquivos pessoais. É algo sábio a ser feito.

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Na tela da esquerda, um dos típicos elementos de personalização da interface da Motorola, que é a organização de páginas de widgets e aplicativos. Na tela da direita, os widgets disponíveis.

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Mais uma vez, merecem destaque os circles, que não só são úteis para a visualização de informações rápidas sobre o smartphone, mas são recursos exclusivos da Motorola, e é uma das coisas mais legais dessa interface.

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As telas de configurações rápidas para recursos de rede e aplicativos favoritos são diferenciais que tornam a experiência do usuário mais prática de um modo geral. É mais fácil saber que um simples movimento da esquerda para a direita na tela oferece o acesso à essas telas, no lugar de puxar a tela da parte superior para a inferior, com um movimento de cima para baixo. Em alguns smartphones do passado, com uma tela resistiva, isso era motivos de reclamação. No caso do RAZR D3, que possui tela capacitiva, isso não seria um problema. Porém, para usuários menos experientes, esse acesso é mais simples, até mesmo se ele encontrar os recursos “por acaso” (navegando pelas páginas de widgets e aplicativos, e… opa, tem uma coisa nova aqui…).

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A foto aqui serve apenas para lembrar que os três botões de comando do Android (Voltar, Home e Últimos Aplicativos) são fixos, ocupando parte da tela. Quando você abre um vídeo ou um jogo, esses botões persistem, o que pode ocasionar em saídas repentinas de aplicativos abertos se você se distrair e esbarrar um dos dedos em um desses botões.

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Outro detalhe a ser observado é o seu teclado virtual, que é bem eficiente, com boa previsibilidade de palavras. Porém, a altura de suas teclas não ajudam muito no conforto para a digitação mais longa. É um ótimo teclado, mas para quem tem polegares gordos, pode não ser muito confortável. O que compensa é que ele é bem preciso.

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Lembrando que você sempre pode utilizar como recurso alternativo o teclado Swiftkey, que tem teclas com alturas personalizadas, oferecendo um conforto maior ao digitar. Sem falar que sua previsibilidade é mais inteligente, já que ele coleta o seu comportamento de digitação de outros aplicativos instalados no smartphone.

Qualidade de Áudio e Chamadas

Aqui temos um dos pontos fracos do Motorola RAZR D3. Como muitos leitores alardearam nos últimos reviews, “ele também é um telefone”, logo, esse aspecto precisa ser analisado. Falando primeiro da qualidade geral de áudio do smartphone, considerei o volume do alto-falante de chamadas de médio para baixo. Ele é audível quando você está em um ambiente com pouco barulho, mas se a sua TV está ligada, ou você precisa abaixar completamente o volume, ou você precisa sair do ambiente para entender a pessoa que está do outro lado.

Outro teste que fiz foi de tentar conversar com alguém em um local com grande concentração de pessoas (em trânsito, com muitos carros passando). Ainda foi possível ouvir a pessoa do outro lado, mas com dificuldades. Por outro lado, durante os testes, as pessoas para quem eu efetuei as chamadas não tiveram muitas dificuldades em me ouvir.

Já o alto-falante posicionado na parte traseira do dispositivo (ao lado do LED da câmera) eu considerei baixo no seu volume, reproduzindo o áudio de músicas, jogos e toques telefônicos em um volume pouco satisfatório para quem leva o smartphone no bolso ou na mochila, por exemplo. Além disso, o posicionamento do alto-falantes não é muito favorável, uma vez que se você deixa o dispositivo sobre a mesa, ele vai abafar o som. Recomendo aqui a aquisição de um case, não só para resolver o problema, mas também para proteger o dispositivo como um todo.

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Sobre as qualidades das chamadas do RAZR D3, fiquei sabendo que outros sites relataram problemas na qualidade das chamadas do aparelho, com intermitências e até quedas de chamadas. Tomei o cuidado de utilizar pelo menos duas operadoras durante as avaliações (Vivo e Claro), e não observei nenhuma anormalidade nesse aspecto causada pelo smartphone. De um modo geral, com as duas operadoras, a recepção de sinal foi boa, e a qualidade das chamadas foi bem satisfatória.

É sempre bom lembrar que a qualidade de uma ligação depende de outros fatores que não envolvem o dispositivo em questão, como por exemplo a sua localização e como o sinal chega na sua região, se você está em um prédio ou outra construção com muito concreto, entre outros detalhes. Como no Brasil a qualidade da telefonia móvel deixa a desejar como um todo, não podemos colocar a culpa exclusivamente no smartphone por causa de uma queda de ligação. Logo, nos testes com o RAZR D3, não observei nenhum tipo de anormalidade que pudesse colocar na conta do smartphone algum tipo de deficiência na qualidade das chamadas realizadas ou recebidas.

Internet

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O Android é um sistema que depende da internet para oferecer uma experiência pura. Nesse aspecto, o Android Jelly Bean do Motorola RAZR D3 oferece ao usuário um pacote de apps pré-instalados do próprio Google, para que o usuário já comece a aproveitar os benefícios do dispositivo assim que retirar o aparelho da caixa. Um dos aplicativos pré-instalados é o Google Chrome, o que poupa um bom tempo do usuário em download (apesar da necessidade de atualização dos aplicativos após a primeira ativação).

No RAZR D3, o Chrome já é uma excelente opção, oferecendo uma navegação bem fluída, e com os recursos mais básicos para visualização de páginas e integração com outros aplicativos instalados no smartphone.

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Aplicativos como Twitter, Facebook e Instagram, considerados básicos para os fãs das redes sociais, funcionam sem maiores problemas, com boa performance, tanto na carga de novas mensagens (deixando de lado as limitações naturais dos próprios aplicativos citados), como na visualização dos elementos na tela.

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Aliás, preciso fazer um destaque em especial para o Instagram, que tem uma usabilidade ainda melhor, combinados com uma tela de boa qualidade, e uma conexão eficiente (algo que já havia observado em outros smartphones com o sistema Android).

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Agora, sobre a qualidade dessa conexão.

No Wi-Fi, o Motorola RAZR D3 se conectou muito bem nas duas redes testadas (uma doméstica, e outra, pública), oferecendo uma ótima velocidade para as tarefas executadas. Downloads de grande volume (como no caso do jogo Dead Trigger) foram feitos em um bom tempo (sem estimar em minutos), e nas vezes que o sinal foi perdido, ocorreu apenas em locais onde o sinal era fraco pelas características do local onde os testes foram realizados.

Na conectividade em 3G, utilizamos a mesma regra adotada para avaliar a qualidade das chamadas. As operadoras Vivo e Claro foram testadas, e a qualidade ofertada na navegação do smartphone foi boa. Aliás, o Android por si entrega um volume maior de dados, resultando em uma navegação mais eficiente e produtiva. Porém, os resultados podem variar, dependendo da qualidade da operadora que você usa. Mas, de um modo geral, mesmo com o 3G (e em casos bem específicos, com o EDGE), você consegue se comunicar nas redes sociais, ler e-mails, enviar fotos para o Instagram (há quem diga que faz isso com a internet no EDGE) e fazer consultas no Google. Ou melhor: com o RAZR D3, no Google Now.

Google Now

O Google Now é uma das boas novidades que a nova leva dos smartphones da linha RAZR com Android Jelly Bean possui. Aqui, farei uma rápida revisão sobre como o recurso funciona.

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Para acionar o Google Now, deixe pressionada a tecla Home por alguns segundos. Vai aparecer esse círculo com o “Google”, que você vê acima. Aí, é só deslizar o seu dedo (arrastar, sem tirar o dedo da tela) para acessar o Google Now.

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O Google Now é uma central de informações sobre os assuntos de seu interesse, que trabalha de acordo com o comportamento do usuário no seu uso diário. Você pode tanto adicionar as informações que você deseja receber informações automáticas, quanto pode deixar que o sistema identifique os assuntos que você mais busca no Google Search, e a partir daí, ele entrega as informações mais relevantes. Nem preciso dizer que a forma mais eficiente do sistema trabalhar por você é quando você personaliza as informações que você realmente precisa receber.

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O software trabalha através do sistema de “cards”, ou cartões de notícias. Cada cartão é encarregado de uma categoria de informação, como previsão do tempo, horários de transporte público, tráfego em temo real, horários de voos, resultados esportivos, entre outros. Tudo pode ser personalizado de acordo com a sua localização também, para que as notícias mais relevantes para a sua região sejam exibidos.

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É uma pena que alguns recursos para o Brasil estão bem limitados ainda, como por exemplo a busca por equipes esportivas nacionais, ou o tráfego em tempo real nas cidades do interior. Alguns outros recursos só recebem seus cards depois de uma configuração prévia, e mesmo assim, o software pede um tempo para coletar dados relevantes à informação inserida (em média, 24 horas), para só aí começar a exibir as informações nos cards. Depois que um card é adicionado no Google Now, o sistema passa a mostrar as informações na área de notificações (foto da direita).

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Mesmo assim, o Google Now é um recurso bem interessante O sistema de busca por voz compreende bem o idioma português (assim como a maioria dos recursos compatíveis com a identificação por voz) e os resultados das buscas se refletem no desempenho geral do aplicativo.

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Para recursos como cotação da bolsa e buscas diretas sobre assuntos relacionados à sua região, os resultados são perfeitos, e para alguns casos compatíveis com o Google Now, você pode adicionar cards relacionados ao assunto buscado. Como por exemplo, cotação de empresas na Bolsa de Valores.

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Algumas cards podem fazer buscas complementares sobre as informações exibidas. Exemplo, o card de previsão de tempo mostra a previsão de outras fontes e dados relacionados.

O Google Now é um recurso muito bem vindo para qualquer smartphone Android, e no RAZR D3 está funcionando muito bem.

GPS

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Testei o GPS em dois modos. O primeiro foi com o mais óbvio, com o Google Maps, que funcionou sem maiores problemas. Tal como aconteceu em outros modelos de smartphones Android, a localização por GPS foi mais precisa e com menor tempo de resposta quando utilizei o recurso em um ambiente externo. Dentro do escritório onde trabalho com o TargetHD, ele levou aproximadamente um minuto para marcar o meu local no Maps. Em um ambiente externo, ele levou bem menos tempo que isso (de 15 a 20 segundos). Mas o que importa é que ele está bem funcional no RAZR D3.

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O segundo teste foi feito com o Navegador GPS pré-instalado no RAZR D3, que utiliza o sistema de rota ponto a ponto. Considerei esse recurso mais efetivo do que o Mapas para testar a eficiência do GPS, e apresentou um ótimo resultado. Mesmo em um trajeto feito à pé, o sistema de orientação por voz indica de forma adequada o trajeto da origem até o destino especificado.

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Nesse caso em particular, testei o navegador com um trajeto curto, de apenas 4 km, e o assistente de voz (com um bom português) conseguiu me enviar para o destino desejado. Bastou que eu ditasse o endereço, e pronto: a rota estava traçada.

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Não cheguei a testar com outros softwares de GPS, mas acredito que por funcionar bem com o navegador nativo do RAZR D3, posso concluir que o GPS está bem funcional nesse smartphone. Bom, partindo do princípio que um usuário iniciante pode simplesmente utilizar o recurso que já está no dispositivo, essa parece ser uma excelente notícia também para aqueles que são mais exigentes nesse aspecto.

Câmera

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Se existe um ponto positivo no Motorola RAZR D3 é a sua câmera para fotos. Muitos reviews afirmam que essa câmera é uma câmera normal, que tira boas fotos. E eu concordo com tais análises. Acontece que tais avaliações precisam entender qual é a perspectiva do produto diante de sua faixa de preço, e aí sim analisar se o usuário está recebendo uma boa câmera pelo valor que está pagando pelo produto. E a minha resposta é: “com certeza, sim”. Para a faixa de preço do RAZR D3, ele oferece uma ótima câmera.

A qualidade de imagem das fotos registradas são boas (de novo, para a sua faixa de preço). As imagens captadas durante o dia foram de ótima qualidade, que permitem que o usuário faça o envio de suas imagens sem maiores problemas. A maioria das imagens que captei durante os testes ofereceu uma qualidade bastante satisfatória (para o meu gosto e exigência), permitindo um resultado final bem aceitável. Alguns exemplos a seguir (imagens reduzidas para se ajustar ao layout do blog).

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Já imagens registradas com luz artificial ou com baixa luminosidade até apresentam ruídos típicos de câmeras mais simples, mas dependendo de onde a imagem for registrada, a foto sai com uma boa qualidade. Também devemos considerar a utilização adequada do flash, ou a opção pelo HDR em determinadas situações. Considero o resultado final da câmera do RAZR D3 em ambientes com pouca luz melhor do que aquelas registradas em alguns dos seus concorrentes, principalmente pela presença da tecnologia BSI (Back Side Illumination). Alguns exemplos abaixo.

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Foto Panorâmica

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A Foto Panorâmica, que também estava presente no RAZR D1, também merece destaque, oferecendo um resultado muito bom na captura de imagens. Talvez a maioria dos usuários não sabe como o recurso funciona na essência, logo, vale uma revisão rápida.

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Ao disparar o obturador para iniciar a captura das imagens, o software cria uma programação de como a sequência deve ser capturada, e pede para que você movimente o smartphone para a direita, para iniciar a captura das imagens.

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Quando você começa a movimentar o dispositivo para a direita, o software mostra uma seta em azul, e orienta que você deve alinhar a seta azul com a seta tracejada durante a movimentação. Ao fazer isso, movendo o telefone para a direita, as fotos são registradas automaticamente, até o limite de nove fotos. Você pode determinar que a foto panorâmica fique menor, simplesmente clicando no ícone de finalizar (lado direito). Abaixo, um teste que fizemos com a foto panorâmica (clique na imagem abaixo para ver a versão ampliada da foto).

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O único problema é que a foto não tem muita altura, mas por ser um recurso adicional e não um essencial para a maioria, ele é bem vindo, mesmo com tal limitação.

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O software da câmera também permite a seleção múltipla de imagens na sua galeria para cópia ou remoção das imagens do dispositivo, além de oferecer a opção de foto sequencial. Se você deixar o botão do obturador pressionado por alguns segundos, a câmera do RAZR D3 pode registrar até 16 fotos em sequência, em um intervalo máximo de até 5 segundos.

Comparativo: imagens com ou sem HDR

Fizemos testes em duas situações para comparar o recurso de HDR. A primeira foi em um dia de sol forte, com luminosidade natural perfeita. Nessas condições, podemos ver claramente que o HDR deixa as fotos com maior quantidade de brilho, o que não é o mais adequado em alguns casos (no RAZR D3: com outros dispositivos esse resultado pode variar). A seguir, o comparativo, sempre na ordem: primeiro, a foto sem HDR, e na sequência, a mesma imagem, com HDR.

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O segundo comparativo foi feito em um ambiente com baixa luminosidade, onde a foto sem HDR foi registrada com o auxílio do flash. Quando a foto é registrada de perto, o uso do HDR é altamente recomendado. A seguir, o comparativo, seguindo a mesma regra do comparativo anterior: primeiro, a foto com flash e sem HDR, e depois a foto com HDR (que não permite o uso do flash).

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Fotos com Flash

Também testamos a captação de imagens em ambientes totalmente escurecidos, sem nenhum tipo de luz artificial, e com a ajuda do flash. E aqui os resultados foram bem interessantes. Abaixo, alguns exemplos.

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Câmera Frontal

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A câmera frontal de 1.2 MP do RAZR D3 é o suficiente para captar imagens a 640 x 480 e vídeos com qualidade razoável e áudio que realmente chega a distorcer a voz de quem está sendo filmado (você poderá conferir isso melhor no vídeo review no final desse post). Nesse caso, é uma câmera que é mais dedicada à videochamadas, e não podemos exigir muito da qualidade final de suas imagens.

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Os resultados das fotos captadas pela câmera frontal também podem variar, de acordo com a qualidade da luz do ambiente onde a imagem foi captada.

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Games

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Um dos grandes pontos de questionamento daqueles ansiosos pelo lançamento desse review. O RAZR D3 não é essencialmente aquele smartphone pensado nos jogos. Muita gente criticou quando disse que o telefone contava com lags durante a execução de jogos (como se fosse um crime fazer críticas). O fato é que essa é a minha opinião, e essa impressão fica mais presente durante os testes.

Se ao longo dos testes a utilização geral do sistema se demonstrou mais fluída, com poucos momentos de arrastos nas transições de tela, durante a execução de jogos, que exige mais da sua GPU (PowerVR SGX 531, o mesmo presente no RAZR D1), a sua performance é um tanto quanto insatisfatória, principalmente em jogos mais pesados, como é o caso de Real Racing 3, que é um jogo com gráficos mais elaborados (como no caso de Real Racing 3 – abaixo) o que torna a sua jogabilidade impraticável.

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Eu sei que muita gente vai perguntar: “mas no RAZR D1 não há lags durante a execução dos jogos”. E não tem mesmo. Acontece que a resolução da tela do D1 é menor que aquela encontrada no D3, e isso influencia no desempenho geral da reprodução dos gráficos.

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Dead Trigger apresentou um desempenho mais aceitável, com boa jogabilidade e ótima exibição de gráficos.

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Outros jogos que testamos:

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Friut Ninja apresentou um bom desempenho, e se beneficiou por conta da ótima sensibilidade da tela.

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Já Subway Surfers também é jogável, mas os pequenos lags em momentos repentinos frustra um pouco os jogadores mais exigentes. Por mais que as pessoas digam que “você se acostuma com os lags”, não é o que se espera quando você tenta passar por uma determinada fase.

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Você poderá ver melhor o desempenho do RAZR D3  em jogos no vídeo review no final do post.

Multimídia

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São três recursos essenciais presentes no RAZR D3, no quesito Multimídia. Começo pelo player musical, que é bem mais simples que as propostas anteriores da Motorola, oferecendo funcionalidades básicas de reprodução, e a possibilidade de avaliar as faixas ouvidas, compartilhando a sua avaliação com os seus amigos nas redes sociais.

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Você pode personalizar a visualização das listas por gêneros, artistas, reproduzidas recentemente…

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Além de recursos de equalização, para tornar a experiência musical mais ajustada para as preferências de cada usuário. É uma pena que os fones de ouvido realmente não ajudam, ficando com um volume abaixo do desejado (na minha opinião).

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O rádio necessita dos fones de ouvido para ser funcional. Nos testes, um ponto positivo é que, ao fazer a busca automática pelas estações, o software buscou todas as rádios da minha região, sem precisar adicionar manualmente alguma estação que não pode ser sintonizada por uma baixa recepção. Por sinal, a recepção das estações ocorreu com boa qualidade, levando em consideração os diferentes locais onde utilizei o recurso (a qualidade pode variar, dependendo da qualidade do sinal da região).

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Além disso, o recurso de RDS também está presente, facilitando a identificação da estação sintonizada, tornando a experiência mais interessante.

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Fizemos testes na reprodução de vídeos via YouTube, algo que ocorreu sem qualquer tipo de problema, e testamos a reprodução de um vídeo transferido para o smartphone, depois de um download prévio. Tive o cuidado de colocar um arquivo de legendas para descobrir se o smartphone conta com essa capacidade de reconhecer arquivos de texto e sincronizá-los com a imagem.

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O curioso no teste é que, apesar das legendas não serem compatíveis com o smartphone, o vídeo em MP4 foi reproduzido sem arrastos, nem lags, algo que eu imaginava que acontecesse. Talvez isso possa acontecer na reprodução de vídeos em Full HD (1080p) em formatos mais pesados, como em arquivos AVI, até mesmo pelas limitações de hardware do produto, que não foi especificamente feito para isso. Não fiz o teste com arquivos AVI por uma simples questão de falta de tempo (pouco tempo com o produto, muita coisa para fazer além desse review). De qualquer forma, se você utilizar um software dedicado a alguns formatos de vídeo e formatos menores – como por exemplo RMVB e MP4 -, você pode ter resultados bem satisfatórios para ver vídeos.

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Nos testes, usamos o player padrão do RAZR D3, e os resultados foram muito bons.

Benchmark

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Utilizei dois aplicativos de benchmark para obter uma estimativa de performance do Motorola RAZR D3. Na esquerda, temos a imagem dos resultados do Quadrant Standard, que determinou a pontuação de 3242 pontos para o RAZR D3. Na direita, temos a tela do AnTuTu, que registrou 7215 pontos. Tais testes não levam à conclusões definitivas, mas mostram (na teoria) que o lançamento da Motorola se encaixa definitivamente como um bom modelo de linha média, dentro das suas características de hardware.

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Dentro dessas similaridades de avaliação, os dois softwares indicam que o RAZR D3 tem um potencial para entregar mais em termos de performance e desempenho do que o Samsung Nexus S. O que pode indicar que não estamos muito longe da realidade nessas avaliações.

Desempenho

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Em linhas gerais, o Motorola RAZR D3 oferece um bom desempenho. O produto realizou a maioria das tarefas sem maiores dificuldades, engasgos ou travamentos. A sua performance foi bem satisfatória durante as atividades mais corriqueiras, e mais uma vez destaco como ponto positivo a fluidez de sua tela e a performance geral do sistema operacional. Para as atividades mais procuradas entre os usuários conectados, o RAZR D3 cumpre o que promete, e é um ótimo smartphone de linha média para gerenciar atividades de e-mail, redes sociais e fotos.

Mais uma vez ressalto que os gamers já estão de sobreaviso: não é um modelo indicado para os fãs de jogos mais exigentes. Os lags apresentados durante a reprodução de jogos causou uma certa decepção, mas se você for um jogador casual, isso não deve ser um problema, desde que você se acostume com isso, ou fique ciente de tais características do produto durante a reprodução de gráficos mais elaborados. Fora isso, o RAZR D3 não deixa a desejar, e é um dispositivo bem funcional para a maioria dos usuários.

Bateria

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É mais um grande ponto positivo do RAZR D3. Nos testes, utilizei o dispositivo de modo intenso (realizando chamadas, fazendo download e instalação de novos aplicativos, acessando as redes sociais o tempo todo, verificando e-mails esporadicamente, executando jogos, tirando fotos e gravando vídeos), e mesmo assim, depois de mais de 16 horas de uso, a bateria do dispositivo ainda contava com 30% de autonomia.

Lembrando: um dos motivos pelos quais a bateria dos smartphones se esgota rapidamente é o fato dos usuários deixarem o sistema de atualizações automáticas ligado. Esse aspecto não é uma exclusividade do Android: no iOS, se deixamos o recurso de push ligado o tempo todo, a bateria do iPhone também tende a se esgotar rapidamente. Logo, recomendamos que aqueles que dependem de ter um smartphone conectado o dia inteiro, e precisam receber essas informações constantemente, que desabilitem o recurso de atualizações automáticas.

Outro detalhe a ser observado: quando utilizei aplicativos que exigem uma maior demanda dos recursos técnicos do smartphone (jogos, vídeos, etc), a bateria do RAZR D3 esquentou um pouco, o que é relativamente normal. E, veja bem: esquentar um pouco não quer dizer que ele esquenta demais. Esse calor a mais não fica fora do normal, a ponto de você pensar em mandar o aparelho para a assistência técnica da Motorola.

Conclusão

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O Motorola RAZR D3 está APROVADO. Se você pretende começar no mundo Android por um smartphone de linha média, ele é uma excelente opção. Suas qualidades se destacam mais do que seus defeitos, e nenhum concorrente em sua faixa de preços oferece os diferenciais que este lançamento propõe combinados.

Uma câmera razoável, um sistema operacional “atualizado” (já que é a penúltima versão do Android) e com a promessa de pelo menos uma atualização futura, um processador que deixa o conjunto equilibrado, uma interface de usuário que deixa a experiência de uso mais fluída e agradável, e uma ótima performance para aplicativos relacionados à internet. Se hoje eu fosse começar no mundo dos smartphones, e só tivesse R$ 800 no bolso, começaria por ele.

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