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Em 2013, a Motorola lançou o Moto G, modelo intermediário que foi muito bem elogiado, por conta de sua excelente relação custo/benefício. A combinação de boas especificações técnicas, excelente experiência de uso e preço competitivo colocou esse modelo na história como o maior sucesso de vendas da Motorola em todos os tempos. E em 2014, eles decidem repetir a fórmula, atualizando o dispositivo.

O Moto G de 2ª Geração chega para dar continuidade no sucesso da primeira versão, com algumas atualizações que atendem os pedidos dos diversos usuários (ou melhor, fãs) do dispositivo que mostrou ao mundo que não era necessário pagar uma pequena fortuna para ter um bom smartphone Android. A Motorola conseguiu manter o mesmo preço do modelo anterior, o que é sempre uma excelente notícia. Mas… será que as mudanças são efetivas? O novo Moto G é realmente tão melhor assim em relação ao modelo do ano passado?

Esse review pretende responder essas e outras perguntas.

 

Características Físicas

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O novo Moto G herda boa parte da estética do modelo anterior, mas com algumas diferenças que são visíveis aos olhos da maioria dos usuários de tecnologia. Para começar, apesar da diferença considerável de tela (0.5 polegada a mais), o dispositivo continua a ser bem agradável de se manejar, com um ótimo agarre. Ainda é um dispositivo que oferece linhas sóbrias e simples, reforçando a ideia de que o que tem que se destacar nesse dispositivo é o seu desempenho e funcionalidades.

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A versão 2014 do Moto G também está um pouco mais próxima do Moto X no seu design, principalmente na parte traseira. É um design mais elegante, o que deixa o dispositivo mais fino, facilitando ainda mais no agarre do aparelho. É um cuidado que a Motorola teve para deixar o dispositivo ainda mais atraente, sem perder a sua identidade.

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Os alto-falantes frontais também são novidades evidentes. Porém, diferente do Moto X, eles estão com uma melhor integração com o corpo do dispositivo, sem a protuberância apresentada no modelo top de linha da Motorola.

Já a tampa traseira do dispositivo (na cor preta) mantém a mesma característica do modelo lançado no ano passado, onde as marcas de uso podem aparecer. De qualquer forma, o acabamento semi-emborrachado oferece uma maior segurança ao agarre, e é um detalhe a mais no quesito conforto durante a experiência de uso.

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A bateria do dispositivo continua integrada, ou seja, não é removível. E uma das principais novidades do modelo é o slot para cartões microSD, algo que foi muito solicitado pelos usuários da primeira versão do dispositivo. Aqui pode estar um dos trunfos da Motorola para conquistar ainda mais usuários com esse dispositivo, oferecendo a opção de expansão de armazenamento ao smartphone.

De um modo geral, o novo Moto G 2014 é um dispositivo muito bem construído. Um gadget com composição sólida, de bom agarre, e que deve satisfazer até os mais exigentes. Um modelo de linha média que continua a ter um tratamento por parte da Motorola que dá trabalho para os principais concorrentes na sua faixa de preço.

 

Tela

Essa é uma das mais evidentes novidades que o novo modelo apresenta. O Motorola Moto G 2014 possui uma tela de 5 polegadas (1280 x 720 pixels, 293 ppp), ou seja, 0.5 polegada a mais do que a tela do modelo lançado no ano passado (4.5 polegadas). A diferença aqui é mais pensada na experiência de uso do que na qualidade de imagem. Entendo que essa foi uma das exigências dos usuários, que queriam um dispositivo com um tamanho de tela que se tornou ‘referência’ entre os modelos de sua faixa de preço.

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Como a Motorola optou em manter a mesma resolução de tela, a densidade de pixels do novo Moto G é mais baixa que a presente no modelo anterior. Porém, esse detalhe não alterou de forma considerável a qualidade final das imagens apresentadas. O novo Moto G ainda oferece uma qualidade de imagem considerada satisfatória para a maioria dos usuários, e principalmente levando em conta a sua proposta de preço.

A elevada qualidade de brilho de tela e cores resultam em uma qualidade final de tela muito boa. A Motorola mais uma vez entrega uma excelente tela em um dispositivo de linha média.

 

Sistema Operacional e Interface de Usuário

Aqui, a Motorola decidiu não mexer em time que está ganhando. O novo Moto G 2014 conta com o sistema operacional Android 4.4.4 KitKat, com as poucas customizações já conhecidas. Aliás, como aqui nos não contamos com os sensores e recursos inteligentes do Moto X, podemos dizer que o Moto G possui um Android praticamente puro.

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O resultado disso é um sistema leve e fluído, com a experiência do Android que o Google considera a ideal. Além disso, não temos aqui recursos desnecessariamente ativos, que exigem mais do smartphone, consumindo bateria, RAM e outros aspectos que afetam diretamente no desempenho. A Motorola acertou em cheio ao oferecer a primeira versão do Moto G com o Android praticamente puro, e é uma excelente notícia ver que a Lenovo decidiu manter essa aposta.

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As poucas intervenções que a Motorola adicionou na interface de uso do novo Moto G são aquelas que já conhecemos no modelo anterior: aplicativo de câmera, Migração Motorola e outras pequenas mudanças que não causam impacto no desempenho do dispositivo ou na sua experiência do usuário. Mais um excelente trabalho da Motorola nesse aspecto.

 

Câmera

Essa é a grande evolução do novo Moto G em relação ao modelo lançado no ano passado. O Moto G 2013 contava com uma câmera de 5 megapixels, que era considerada ‘comum’, com uma qualidade final de foto considerada apenas mediana. Agora, o Moto G 2014 possui um sensor traseiro de 8 megapixels, com um novo sensor (de melhor qualidade) e sistema de foco automático.

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Nesse caso, as melhorias adicionadas se convertem em imagens melhores, com maior definição e nitidez. Não pense aqui que as melhorias se fazem efetivas por conta da maior resolução do sensor. Os benefícios são maiores porque a Motorola trocou o sensor da câmera, adicionando uma unidade mais competente e de melhor qualidade.

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É claro que nem tudo são tão flores assim com esse novo sensor. Nas fotos noturnas, é possível encontrar uma certa quantidade de ruído, e as fotos registradas com a ajuda do flash LED oferecem resultados medianos. Na verdade, é um sensor que oferece resultados bons o suficiente para permitir o compartilhamento das fotos nas redes sociais sem maiores problemas.

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O aplicativo de câmera permanece basicamente o mesmo do modelo anterior, em um formato minimalista e com poucos recursos de ajustes de foto. Se por um lado é uma interface que torna o processo de registros de fotografia algo muito fácil para qualquer pessoa, por outro lado os usuários mais avançados certamente sentirão falta dos ajustes manuais, que poderiam resultar em uma qualidade de imagem melhor ou mais ajustada para diferentes condições de iluminação.

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A câmera frontal de 2 megapixels também oferece uma qualidade final de imagem aceitável para você mandar as suas selfies. Mas é um sensor mais pensado nas videochamadas.

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Na parte de vídeos, as duas câmeras do Moto G 2014 conseguem realizar um bom trabalho na captura de imagem, apesar de sentir falta do estabilizador de imagem presente no Moto X. As imagens ficam um pouco mais instáveis, mas não chegam a incomodar na gora de gravar os vídeos casuais.

 

Games

Apesar de manter o mesmo chipset do modelo lançado no ano passado, o Moto G de 2ª geração não faz feio nesse aspecto. Pelo contrário: vai muito bem, obrigado.

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O novo Moto G conseguiu executar sem maiores problemas todos os títulos que normalmente utilizamos para a produção do reivew. Não foram registrados lags, arrastos ou travamentos. O smartphone se comportou muito bem com diferentes títulos, de diferentes níveis de exigência. Mesmo com a maior tela (e com a mesma resolução de tela), a qualidade de imagem foi muito boa, e deve satisfazer aos usuários que eventualmente querem rodar algum jogo no dispositivo.

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Entendo que o trabalho da Motorola nesse aspecto foi excelente. É a prova que o dispositivo está com uma ótima performance, algo que valoriza ainda mais a sua relação custo/benefício.

 

Qualidade de Áudio

Assim como acontece no novo Moto X, o Moto G de 2ª geração também recebe o sistema de alto-falantes duplo na parte frontal do dispositivo. E tal como ocorreu no modelo top de linha da Motorola, os resultados foram considerados positivos durante os testes.

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Durante o uso em atividades multimídia (música, vídeos, filmes, jogos, etc), o desempenho desses alto-falantes foi considerado satisfatório, com um som bem audível. Comparado com o primeiro Moto G, o novo modelo de linha média da Motorola consegue oferecer um volume de áudio maior, mas sem distorção durante a reprodução. A qualidade sonora se fez efetiva, e os usuários certamente ficarão satisfeitos com o produto nesse aspecto.

 

TV Digital

A versão do Moto G de 2ª geração enviada para testes pela assessoria de imprensa da Motorola conta com o recurso de TV Digital, que usa como antena um adaptador que é acoplado na entrada do fone de ouvido. Particularmente, prefiro essa alternativa do que a utilização de uma antena de metal integrada no dispositivo. Por outro lado, essa opção apresentou efeitos colaterais na hora de sintonizar os canais.

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Diferente dos modelos que conta com uma antena integrada, foi impossível sintonizar qualquer tipo de canal digital dentro do escritório de onde produzo o TargetHD. Aliás, em todos os ambientes internos que tentei sintonizar o recurso de TV, o mesmo não funcionou. O conjunto smartphone + antena adaptadora funciona melhor em ambientes externos, onde a sintonização de canais foi feita sem maiores dificuldades.

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O software da TV digital do Moto G 2014 também é conceitualmente mais simples do que aqueles vistos em modelos de outras marcas. Aqui o foco está na visualização dos programas, sem maiores recursos adicionais. Mas isso não chega a ser um grande problema ou ponto de desagravo no produto. Entendo que a maioria dos usuários que querem esse recurso desejam que ele funcione durante o deslocamento diário, ou quando estão fora de casa. Para isso, a funcionalidade vai atender muito bem.

 

Bateria

Um dos pontos mais elogiados da primeira versão do Moto G foi a sua autonomia de bateria, que era considerada excelente para um dispositivo com os seus padrões. No caso do Moto G de 2ª geração, a história se repete.

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Durante os testes realizados, o dispositivo conseguiu suportar sem maiores problemas um dia inteiro de uso moderado (redes sociais e WiFi ligados o tempo todo, e-mails e sincronização dos itens do Google ativos, alguns jogos, música, vídeos, tela no brilho automático, etc), algo que é o mínimo que se pede de um dispositivo desse porte. Apesar de contar com a mesma bateria de 2.070 mAh do modelo anterior – e meia polegada a mais de tela -, o impacto na autonomia de uso foi considerado pequeno, o que certamente é um ponto positivo para a Motorola nesse sentido.

 

Armazenamento e Desempenho

O Motorola Moto G 2014 corrige um dos itens mais criticados pelos clientes da primeira geração do dispositivo, e traz um slot para cartões microSD. Com isso, mesmo em sua versão com 8 GB de armazenamento interno, o usuário tem a possibilidade de armazenar os seus arquivos pessoais (músicas, vídeos, fotos, etc) em uma área em separado, deixando o armazenamento nativo livre para a instalação de aplicativos.

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Aqui, compreendo o fato da Motorola deixar essa opção de armazenamento extra apenas no modelo intermediário, não incluindo o slot para cartões no Moto X. Até porque o modelo top de linha já conta com 32 GB de armazenamento nativos, o que deve ser quantidade mais do que suficiente para a maioria dos usuários. Sem falar que o slot para cartões microSD é sempre algo bem vindo.

No quesito desempenho, o Moto G de 2ª geração repete as excelentes impressões do primeiro aparelho. Não é difícil compreender por que o modelo intermediário da Motorola possui tantos fãs/defensores: ele representa a máxima de um produto bom e barato: tem um Android praticamente puro, que tem um desempenho excelente, equilibrando muito bem com as especificações de hardware escolhidas para o dispositivo (processador Qualcomm Snapdragon 400 quad-core de 1.2 GHz e 1 GB de RAM).

Durante os testes, o dispositivo não apresentou travamentos, arrastos durante a interação com a interface de usuário e paradas críticas. Também não apresentou as alegadas falhas que apareceram após o início do horário de verão no Brasil. Da mesma forma que não recebeu nenhuma atualização de firmware do Android.

 

Conclusão

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O Motorola Moto G de 2ª geração está aprovado, e com méritos. Apesar do número de mudanças ser menor do que aquelas apresentadas pelo Moto X, são mudanças pontuais e em setores onde a primeira versão recebeu algumas críticas. Mantendo o mesmo preço da versão 2013, a sua relação custo/benefício continua a ser algo excelente, sendo este um dos melhores smartphones Android de 2014.

Entendo que o Moto G 2014 é pensado naqueles que são fãs convictos do aparelho (acredite, não são poucos) e nos usuários que buscam um excelente smartphone Android de linha média, com uma experiência de uso muito próxima aos modelos da linha Nexus. A Lenovo está de parabéns por manter a estratégia de oferecer uma combinação de um produto muito eficiente na experiência de uso, com especificações técnicas equilibradas, e um preço competitivo.

Entendo que é um modelo que deve ser considerado na hora da compra. Altamente recomendado.

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