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O mercado de smartphones de entrada se consolidou em 2014 como o mais cobiçado entre os fabricantes. Este é o segmento que mais cresce em vendas, e é onde a competição está mais acirrada, com ofertas de produtos com especificações técnicas mais ajustadas para um melhor desempenho, e a manutenção da promessa de um preço acessível para o consumidor. Alguns fabricantes conseguem estabelecer essa combinação com maestria, oferecendo produtos realmente interessantes.

A assessoria de imprensa da LG do Brasil enviou para testes o LG L40 Dual, a sua proposta de smartphone de entrada para o portfólio de produtos para o ano de 2014. Assim como outros modelos de sua categoria, o L40 oferece os itens mais procurados pelo seu público alvo, além de alguns diferenciais, mas mantendo a identidade dos coreanos na sua interface de uso e em alguns aspectos técnicos importantes.

A principal questão a ser respondida nesse review é se esse modelo pode bater de frente com as interessantes propostas ofertadas pela concorrência, principalmente no que se refere à experiência de uso do produto. Restringir o hardware para oferecer um produto com preço mais competitivo nunca foi o problema. Resta saber se essas restrições conseguem prejudicar o desempenho geral do produto.

É o que vamos descobrir a partir de agora.

 

Características Físicas

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A primeira coisa a dizer sobre os aspectos físicos do LG L40 Dual é “como ele é pequeno”! Ok, eu sei que estou acostumado a utilizar um dispositivo com tela consideravelmente maior. Mesmo assim, a impressão que tenho é que o LG L40 Dual consegue ser menor do que o meu iPod Touch, que possui uma tela do mesmo tamanho. Mas pode ser apenas uma impressão mesmo, que é reforçada por conta das bordas mais grossas da tela.

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Detalhes de assinatura de design dos outros modelos da LG já testados esse ano puderam ser observados, como por exemplo o friso em tom metálico nas laterais, além do acabamento da tampa traseira com um leve relevo, favorecendo o agarre durante as chamadas, e passando a impressão de um acabamento mais resistente.

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Diferente de outros modelos da LG, o L40 Dual conta com os seus conectores em posições separadas. Na parte superior, temos o conector para fones de ouvido. Na parte inferior, o conector para o cabo microUSB. Particularmente, me agrada mais essa disposição.

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Também vale a pena destacar que, para aproveitar melhor o já limitado espaço de tela disponível, o L40 Dual conta com os botões de comando do sistema Android impressos na carcaça do aparelho, no lugar de colocá-los virtualmente na interface do sistema operacional. A decisão é mais que necessária em um dispositivo com tela de 3.5 polegadas, sem falar que é uma medida comum para os modelos de entrada de vários fabricantes.

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Outro diferencial no seu design é a sua antena retrátil. Mais uma vez, recomendo um certo cuidado na hora de manipular essa antena, pois a mesma aparenta ser um tanto quanto frágil. Não que ela vai se quebrar com facilidade, mas a impressão que dá é essa. O tempo todo.

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O modelo possui uma tampa traseira removível, para acesso aos slots para SIM cards, cartão de memória microSD e bateria. Muitos usuários preferem essa solução para resolver eventuais problemas de travamentos, algo que está ficando cada vez mais raro no sistema Android (em produtos de fabricantes que sabem o que estão fazendo, que fique bem claro). Mas é bom ter essa opção disponível (nunca se sabe quando você vai utilizar uma bateria reserva).

Mesmo com um tamanho compacto, o produto oferece um bom agarre para chamadas. É claro que, pelo fato das minhas mãos serem grandes, ele é um pouco incômodo para a manipulação das redes sociais, teclado virtual e uso geral da interface, mas para muitos usuários (principalmente as mulheres), o tamanho é considerado excelente. Até mesmo para aqueles que querem um segundo dispositivo para utilização eventual, com tamanho mais compacto, o modelo acaba sendo uma boa recomendação.

 

Tela

O LG L40 Dual possui uma tela IPS HVGA de 3.5 polegadas (480 x 320 pixels, 16.5 milhões de cores). Ou seja, é uma tela básica para exibir os conteúdos na tela. É claro que não vamos cometer o erro de comparar essa tela com aquela presente em algum modelo superior, mas vamos destacar alguns pontos que podem ser de interesse aos usuários que pretendem comprar esse dispositivo.

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O toque na tela é razoavelmente preciso e eficiente. E isso é algo muito importante para um dispositivo com uma tela desse tamanho. Afinal de contas, quanto maior a tela, melhor é a interação com o sistema operacional. E se a tela for pequena e pouco precisa, a experiência de uso será simplesmente péssima. Felizmente, a LG conseguiu oferecer uma tela que oferece uma boa usabilidade, mesmo que seja para um grupo de usuários que (teoricamente) tem uma exigência menor.

Como a LG decidiu adicionar a sua tecnologia de telas de TV nos smartphones, a tela do L40 Dual oferece uma boa qualidade de brilho, mesmo sem contar com o recurso de brilho automático de tela, presente nos modelos maiores. Em compensação, há um interessante recurso de modo noturno, onde o brilho da tela é reduzido a 0% em um período entre 0h e 6h da manhã. Obviamente, tal função impacta diretamente em uma maior autonomia de bateria.

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Por outro lado, é impossível não dizer que a baixa resolução da tela se faz presente, e os gráficos apresentados acabam sofrendo as consequências disso. Por outro lado, não temos nessa tela o efeito de imagem “esbranquiçada” que já detectei em outros dispositivos dentro desse segmento, o que é um ponto positivo, de qualquer forma.

Em resumo: a tela do LG L40 Dual é tudo o que você pode esperar de um aparelho com a sua proposta e faixa de preço. Logo, vai satisfazer bem as expectativas do seu público-alvo.

 

Sistema Operacional e Interface de Usuário

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O dispositivo possui o sistema operacional Android 4.4.2 KitKat, com a interface da LG que já estamos acostumados. Ou seja, é aquela mesma experiência de uso amplamente comentada ao longo de 2014, e não temos muitas novidades nesse quesito para relatar. Exceto o fato de que o smartphone se comportou bem na maior parte do tempo, mas como estamos diante de um produto com sérias limitações de hardware, alguns engasgos foram percebidos nas transições de tela, mas nada muito grave ou fora do esperado.

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As poucas modificações identificadas estão em alguns recursos inteligentes da LG que foram removidos. Na barra de recursos (parte superior da tela), ficou apenas o Quick Memo. Em compensação, recursos como o Knock On e Knock Code permanecem, o que oferece uma agilidade maior no uso do sistema no dia a dia.

Além disso, os recursos de dual SIM estão bem destacados ao longo da interface, oferecendo opções de acesso rápido e atalhos para o gerenciamento dessas funcionalidades, tanto pela própria tecla dedicada (impressa no corpo do aparelho, na parte frontal inferior), quanto pela área de notificações, ou até por widgets que podem ser adicionados nas telas da interface.

 

Câmera

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Outro ponto que ficou bem claro durante os testes: os interessados no LG L40 Dual não devem priorizar o quesito câmera ao comprar esse smartphone. O modelo possui uma câmera traseira de 3 megapixels, que é capaz de gravar vídeos em 480p. É um sensor bem simples, que registra imagens até razoáveis em locais com luz natural ou boa iluminação (ou ao menos você não vai passar vergonha quando compartilhar uma foto com os amigos no Facebook, Instagram ou WhatsApp nessas condições).

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Já as fotos noturnas… definitivamente, não espere muito. Fotos com elevado ruído e com muitas chances de saírem desfocadas, uma vez que além do fato do sensor ser um dos mais simples, os recursos de software também estão bem limitados: nada de estabilizadores, modos de cena ou outros truques utilizados para melhorar a qualidade da imagem capturada. Apenas os ajustes essenciais para oferecer um pouco mais na hora de registrar a imagem, visando atenuar as imperfeições inevitáveis.

De novo: não podemos exigir muito do smartphone nesse aspecto. Estamos falando de um modelo de entrada, que prioriza em alguns detalhes, deixando de lado outros aspectos, com o objetivo de oferecer um produto acessível e minimamente equilibrado para um bom desempenho. Se é possível oferecer uma metáfora que ilustre melhor o que essa câmera pode representar, para os usuários que estão adquirindo o seu primeiro smartphone, ou contava com uma câmera inferior, vai ficar satisfeito com a câmera do L40 Dual.

Para os demais… abra a carteira e gaste mais, se precisa de algo melhor.

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Games

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Talvez eu não precisasse entrar em detalhes sobre esse item, mas é bom fazer esse lembrete aos mais empolgados ou aos desavisados (de novo: entendo que não precisava disso, mas…): não espere muito do LG L40 Dual na parte de games. E isso nem é um problema do dispositivo.

Afinal de contas, estamos falando de um dispositivo de entrada, com um hardware muito restrito, e pensado naqueles usuários que querem um smartphone Android para fazer o básico. Rodar jogos do porte de Real Racing 3, Asphalt 8 e Dead Trigger 2 está bem longe de ser uma atividade básica, pois a demanda de recursos é elevada para a maioria dos smartphones que temos no mercado.

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Sem falar que a quantidade de armazenamento disponível para os dados usuário é algo irrisório (1.64 GB livres). E aqui, quando falo de “espaço livre para o usuário”, quero dizer “espaço livre de instalação de aplicativos”. Ou seja, você instala o Real Racing 3 nesse smartphone, e pronto. Não instala mais nada.

Mesmo assim, fizemos alguns testes.

Os jogos básicos, que não envolvem um elevado consumo de armazenamento ou recursos do dispositivo (exemplos: Subway Surf e Jetpack Joyride) rodam sem maiores problemas no L40 Dual. É claro que a sua tela de 3.5 polegadas não é aquela que podemos dizer que é a ideal para uma jogabilidade plena. Em compensação, não faz muito tempo que muita gente se virava com um iPhone com uma tela desse tamanho.

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Falando dos jogos mais avançados, apenas para desencargo de consciência, instalei o Dead Trigger 2 no dispositivo. E apesar do jogo funcionar (quero dizer, permite a instalação e não teve uma paralisação grave do aplicativo), a execução do jogo não é limpa, com vários lags e travamentos. Os gráficos são executados corretamente, sem anormalidades – responsabilidade de uma GPU minimamente competente -, mas a jogabilidade fica um pouco comprometida, o que é algo inevitável.

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Alguns menos exigentes poderão dizer que o LG L40 Dual pode oferecer “algo jogável” para os jogos com maior demanda de recursos, mesmo sendo um dispositivo de entrada. Já eu, digo pela experiência de duas semanas com o dispositivo: se você realmente quer jogar os games mais elaborados da plataforma Android, não seja muquirana. Abra a carteira e pague a mais por isso. O LG L40 Dual não é um smartphone pensado para essa finalidade.

 

TV Digital

Um dos atrativos/diferenciais do LG L40 Dual é a presença do recurso de TV digital, algo que é muito procurado pelo consumidor de dispositivos de entrada. Para quem vive em trânsito e não quer perder os eventos e programas exibidos pela TV aberta, a solução é buscar um smartphone como esse. E a experiência nesse modelo foi bem interessante. Melhor do que eu esperava, inclusive.

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A LG mais uma vez adota o sistema de antena retrátil para a sintonização de canais. Particularmente, eu não gosto dessa solução, pois essas antenas – que são, basicamente, uma perna de antena de TV comum – tendem a passar uma sensação de fragilidade no manuseio diário. De qualquer forma, quero acreditar que o usuário será consciente e racional o suficiente para utilizar o dispositivo como um todo de forma civilizada e com cuidado. Mas peço uma especial atenção para a antena. Qualquer pessoa mais estabanada ou com mão pesada pode quebrar esse item com uma certa facilidade.

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Mesmo assim, a boa notícia é que a captação do sinal de TV digital no L40 Dual foi melhor que eu esperava. Em ambientes externos, o funcionamento foi muito bom, captando todos os canais digitais abertos disponíveis na minha região. Dentro do meu escritório, onde naturalmente o sinal de TV aberta é mais difícil de ser captado, o smartphone conseguiu sintonizar pelo menos dois canais com sinais mais potentes. Algo que outros modelos com o mesmo recurso não conseguiram fazer.

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Além disso, o aplicativo para TV digital conta com alguns recursos interessantes, como captura de tela do evento exibido e gravação dos programas (no cartão microSD).

 

Armazenamento e Bateria

Por partes. Sempre temos que ter em mente que esse é um dispositivo de entrada, para quem quer o básico em um smartphone Android. Dito isso, o LG L40 Dual conta com apenas 4 GB de armazenamento interno (1.64 GB livres para o usuário), o que é realmente muito pouco, até mesmo para quem não tem grandes necessidades e aspirações com o aparelho. Poderia ser pelo menos o dobro de espaço, e não apenas para armazenar os itens do usuário, mas também para os aplicativos e arquivos temporários.

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Um maior espaço de armazenamento resulta em maiores chances do dispositivo contar com uma boa performance por um maior tempo. Com o passar do tempo e com o uso cotidiano, o desempenho do smartphone pode ficar comprometido, pois o espaço útil para a instalação de recursos ficará cada vez menor.

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A bateria de 1.650 mAh pode aguentar um dia inteiro de uso, muito mais pelo perfil de quem vai utilizar o aparelho do que pela sua autonomia nativa. Levando em conta que o dispositivo não é o mais indicado para tarefas que exigem mais do seu conjunto de hardware, o L40 Dual pode atender muito bem a necessidade de quem precisa de um telefone dual SIM funcionando o dia todo. É claro que os resultados podem variar, de acordo com a qualidade do sinal da operadora, mas em linhas gerais, o modelo atende bem essa necessidade de funcionamento.

 

Desempenho

O LG L40 Dual teve um desempenho dentro do esperado para as suas características de hardware (processador dual-core de 1.2 GHz, 512 GB de RAM, 4 GB de armazenamento – expansíveis via microSD). Na maior parte do tempo, o smartphone se comportou bem, sem apresentar muitas anormalidades e travamentos. Os engasgos aconteceram em momentos pontuais (instalação e atualização de aplicativos, encerrar aplicativos ou execução de aplicativos mais pesados).

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Para um uso considerado mais “normal” (verificação de e-mails, redes sociais, navegação na internet, comunicadores instantâneos, registro de fotos), o dispositivo funciona sem maiores problemas ou dificuldades. Logo, para os usuários interessados em um telefone barato e confiável para essas funções, o L40 Dual vai servir muito bem.

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Como já destacamos antes no review, o modelo não foi concebido para tarefas mais exigentes. E nem poderia ser. Todo o conjunto foi pensado no objetivo de oferecer um smartphone barato, dual SIM, com uma das versões mais recentes do Android, com TV digital e algumas funcionalidades extras. Repito: se você pretende explorar algo mais no seu smartphone, recomendo que gaste um pouco mais para isso. Ou compre esse modelo como o seu “smartphone reserva”, para aquelas situações que você não quer levar o seu dispositivo principal (e naturalmente mais caro).

 

Conclusão

Dentro da sua concepção geral, o LG L40 Dual está aprovado. É um produto que, em uma média geral, se saiu bem durante os testes, oferece alguns diferenciais que podem convencer os usuários (principalmente o dual SIM e a TV digital), e tem o principal apelo para o consumidor de smartphones de entrada: é barato, mas sem ser “o barato que sai caro”.

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A boa notícia para todos é que, nos últimos 12 meses, o mercado de smartphones passou a priorizar de forma mais séria justamente o mercado de entrada, que antes era tratado com um pouco de desdém pelos grandes fabricantes. Quando essas mesmas grandes marcas se deram conta que havia um grande filão a ser explorado, e que os fabricantes menores estavam fazendo a festa, eles decidiram mudar a abordagem para esse segmento.

Como consequência, temos modelos de entrada com melhor qualidade, com um desempenho que trata o consumidor com maior respeito, com funcionalidades que o aproximam dos modelos mais caros (pelo menos na experiência de uso), e mantendo o preço competitivo, que é a principal característica do segmento de smartphones de entrada.

E é ótimo saber que o LG L40 Dual faz parte dessa nova fase.

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