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A LG começou o ano de 2016 apresentando uma nova linha de smartphones. A série K se propõe a oferecer dispositivos de entrada e linha média, mas com alguns detalhes de alta qualidade, visando conquistar o público jovem, que não está interessado em pagar caro para ter uma boa tela, uma câmera de alta qualidade ou um bom desempenho para realizar as suas atividades conectadas. E o LG K10 é o modelo mais completo dessa nova série, que se completa pelos modelos LG K8 e LG K4.

O LG K10 é o carro chefe da série, mostrando o melhor que a empresa pode fazer nesse sentido. O modelo entrega o design que é a assinatura da LG nos últimos anos, uma tela com a qualidade já comprovada dos coreanos, sensores fotográficos eficientes e um desempenho que promete através do processador ocra-core MediaTek de 1.14 GHz. Porém, uma grande pergunta precisa ser respondida nesse review: como é o comportamento do Android 6.0 Marshmallow, em um dispositivo cuja ROM do Android é altamente customizada, e com apenas 1 GB de RAM?

Uma das grandes preocupações de alguns leitores do TargetHD no dia em que o LG K10 foi anunciado foi justamente essa baixa quantidade de RAM para um dispositivo com o sistema Android, historicamente considerado um devorador de recursos. Teria a Google finalmente corrigido esse problema? Ou os usuários podem começar a se preocupar desde já?

As respostas para estas e outras perguntas a seguir.

 

Características Físicas

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O LG K10 é um smartphone de linha média, com uma construção e acabamento típicos de um dispositivo de sua categoria. O plástico predomina, mas não é um plástico de baixa qualidade. Não há elementos foscos na parte traseira (que é feita em um relevo com plástico sólido, muito agradável ao toque e mais resistente para o uso diário) e o friso em acabamento metálico nas laterais acaba caindo bem no conjunto geral de acabamento.

É um modelo leve nas mãos e no bolso, além de não criar tanto volume durante o transporte no bolso, apesar de não estar na lista dos mais finos do mercado. É o tipo de smartphone que entra fácil no grupo dos dispositivos que ficam bem encaixados nas mãos para um uso mais longo com navegação na internet e interação com as redes sociais.

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A LG manteve os botões de liga/desliga e controle de volume na parte traseira do dispositivo, abaixo do sensor de câmera. Sabemos que a empresa abandonou essa decisão para os modelos top de linha com o LG G5, e que o LG K4, dispositivo de entrada dessa nova série, já não traz essa disposição de botões. Resta saber se os coreanos vão manter essa alternativa nas linhas intermediárias, ou se eles vão seguir a aposta adotada no seu modelo mais completo, e migrar tal característica para as demais linhas

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Outra escolha interessante foi deixar todos os conectores na parte inferior do dispositivo. Tanto o conector microUSB como o conector para fones de ouvido ficam na parte de baixo do smartphone, enquanto que as laterais e a parte superior ficam livres de botões e conectores, beneficiando o design do produto.

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Outro detalhe que vale destaque é que o alto-falante superior (utilizado para chamadas de voz) está bem integrada no smartphone, assim como o alto-falante traseiro, que fica não só abaixo da tampa como abaixo da estrutura trançada de acabamento da tampa traseira. Não é possível observar parafusos aparentes, e os pontos de encaixe de estrutura da parte externa e da tampa traseira estão bem encaixados, garantindo assim uma sensação de solidez e boa qualidade de construção.

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Por fim, o LG K10 é um smartphone bem construído e bem concebido. É um modelo que promete atender as expectativas de usuários de diferentes níveis nesse aspecto. Dificilmente o telefone pode te causar decepções.

 

Acessórios

O LG K10 traz consigo os itens mais básicos para um smartphone de sua categoria: bateria, manuais, fones de ouvido, adaptador para TV digital, adaptador para rede elétrica, cabo USB e manuais. Logo, não é isso que pode me deixar incomodado com esse dispositivo.

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Talvez o fone de ouvido tenha deixado a desejar. E não foi pouco. Estamos falando de um headfone padrão, que é de uma qualidade inferior. Se você quer apenas se comunicar ocasionalmente garantindo um pouco de privacidade, tudo bem. Agora, pensando no fato que boa parte do público-alvo desse modelo é o jovem, que normalmente gosta de ouvir música. Para essa missão, os fones de ouvido do LG K10 perderá pontos.

De qualquer forma, é o mesmo kit que vem na maioria dos dispositivos.

 

Tela

O LG K10 conta com uma tela de 5.3 polegadas, com resolução de 1280 x 720 pixels, com 277 pixels por polegada e proteção Corning Gorilla Glass 3. Aproximadamente 71% da parte frontal do dispositivo é ocupada por essa tela.

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Durante o evento de lançamento dessa nova série K, a LG afirmou que colocou ênfase em alguns pontos que os usuários mais jovens davam como prioridade na hora de adquirir um smartphone, mas que não estavam dispostos a pagar caro por um produto para ter esses itens. E a tela seria um desses itens. Bom, após testar o produto, entendo que estamos diante de uma tela de boa qualidade em relação ao resultado final das imagens reproduzidas, mas que não apresenta nenhum tipo de diferencial substancial em relação ao que os seus concorrentes diretos apresentam hoje.

Trazer a proteção Gorilla Glass é algo bem vindo, mas não chega a ser um diferencial relevante, já que outros produtos de sua faixa de preço também o fazem. Não optar por uma tela com resolução Full HD é uma escolha pensada na redução de custos, e também porque uma resolução maior não iria fazer uma grande diferença no resultado final de exibição dos gráficos.

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O que conta a favor é justamente a qualidade mais que comprovada da LG em oferecer telas de alta qualidade, tanto na exibição dos elementos gráficos como no consumo de bateria. Há muito tempo que os coreanos conseguem um bom equilíbrio desses elementos, oferecendo ótimos e vistosos resultados. Logo, ver que o LG K10 oferece uma boa tela para a maioria das atividades conectadas não chega a ser uma grande surpresa. É na verdade o que era esperado da empresa.

Mas não podemos dizer que a tela desse smartphone está acima da média. Pelo contrário: está bem na média daquilo que se espera para um dispositivo de sua categoria. O que também não quer dizer que é uma tela ruim. Para o que temos em um produto do seu porte, é uma tela bem aceitável e ajustada para as principais necessidades básicas do usuário.

 

Sistema Operacional e Interface do Usuário

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Aqui temos o (talvez) principal destaque do LG K10. O smartphone é um dos primeiros a alcançar o grande público com o sistema operacional Android 6.0 Marshmallow de forma nativa, sem depender de atualizações. Esse é um diferencial que esse modelo oferece, e que considero muito valioso, pois já faz uma diferença importante no comportamento geral do smartphone, no que se refere à sua usabilidade.

O sistema Android desse dispositivo recebe a capa de personalização da LG, que já nos acostumamos a ver nos modelos previamente lançados. Nas outras oportunidades que testamos aparelhos da marca, ficamos satisfeitos com o fato dessa interface não pesar tanto no desempenho geral do dispositivo, e das adições serem bem vindas e úteis, apesar de distanciar completamente da proposta de Android puro da Google, que é o que até hoje consideramos a ideal para esse sistema operacional.

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Nesses aspecto em particular, mais uma vez podemos dizer que a LG fez um ótimo trabalho na customização e otimização do Android, que se mostrou um sistema leve e estável na maior parte do tempo. Aqui, não estamos levando em consideração (ainda) as especificações de hardware do dispositivo (algo que vamos analisar no item Desempenho), mas sim a proposta geral que a LG integrou nesse smartphone, ou aquilo que eles entendem como ser o Android ideal para o seu consumidor.

Uma das mudanças mais evidentes que o usuário vai identificar no uso diário com o Android Marshmallow é o novo modo do Android gerenciar as permissões do que determinados aplicativos vão poder acessar ou não dos dados do usuário. Por exemplo, quando escolhemos um aplicativo principal para visualização de fotos ou vídeos, o sistema mostra uma mensagem perguntando ao usuário se ele deseja que aquele aplicativo acesse a determinado tipo de arquivo pessoal.

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Dessa forma, o usuário sabe desde o começo que aquele aplicativo tem a permissão de acessar aquele determinado arquivo ou função do seu smartphone, reduzindo assim as chances de um aplicativo obter dados e funções que não são considerados essenciais para o funcionamento daquele programa. O que reduz as chances do usuário ser vítima de um ataque, fraude, malware e derivados.

Mas, lembrando: reduzir as chances não quer dizer impedir. Tenho certeza absoluta que os mais apressados nem vão ler as mensagens apresentadas na tela.

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Outra mudança interessante está no gerenciamento de recursos de hardware, que tem um maior leque de informações para o usuário. Talvez preocupados com o comportamento geral do sistema, a LG já deixa um atalho para todas essas funcionalidades de ajustes, como armazenamento, memória e bateria. Tudo mais acessível, justamente para atender aos menos experientes.

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De qualquer forma, entendo que a LG mais uma vez fez um ótimo trabalho na customização do Android. Sem falar que a versão Marshmallow parece mesmo estar bem assentada para um hardware de linha média. Inclusive para um dispositivo que tem apenas 1 GB de RAM. Mas falaremos mais sobre isso daqui a pouco.

 

TV Digital

O LG K10 conta com o recurso de TV digital, com o auxílio de um adaptador que é instalado na saída para fones de ouvido do smartphone (já mostramos esse adaptador no segmento de acessórios). Particularmente, prefiro esse tipo de adaptador por questões estéticas, e cabe a cada fabricante fazer com que o recurso funciona de forma adequada, permitindo a sintonização dos canais em diferentes locais e situações (apesar dos resultados fatalmente variarem em função de diferentes fatores, inclusive a região do Brasil que o usuário vive).

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O aplicativo de TV digital do LG K10 tem os principais recursos que podemos encontrar na maioria das opções disponíveis no mercado, ou seja, é capaz de exibir a grade de programação (desde que o canal em questão ofereça essa opção), além de captura de imagens da tela e gravação da programação (em armazenamento na memória interna do smartphone ou no cartão microSD. A má notícia é que temos uma TV digital em SD e não em HD, mas também não podemos pedir muito de um recurso que é muito mais um complemento do que um recurso prioritário no dispositivo.

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De qualquer forma, o smartphone reproduz as imagens no formato que o canal envia o sinal, inclusive no formato HD. Em uma tela de pouco mais de cinco polegadas, o recurso pode quebrar o galho naqueles deslocamentos mais longos, ou quando não queremos perder o nosso jogo ou evento preferido.

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A boa notícia é que a TV digital funciona muito bem nesse dispositivo, com uma recepção de sinal bem ajustada, inclusive em residências, onde em alguns modelos testados nos últimos meses o recurso apresentou dificuldades em captar sinal. Temos aqui um bom trabalho feito por parte da LG nesse aspecto.

 

Câmera

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Este foi mais um aspecto que a LG quis dar maior ênfase no lançamento dessa série. Alegando que o público-alvo do LG K10 deseja um smartphone com câmeras de boa qualidade, mas que não podem (ou não querem) pagar um preço de um top de linha para isso, a empresa aposta que oferecer sensores que atendam as necessidades desse grupo pode ser um dos segredos para se alcançar um sucesso nas vendas.

Na prática, mais uma vez temos que dizer que o LG K10 está “na média” da sua concorrência.

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O sensor traseiro de 13 MP (f/2.2) possui a mesma interface minimalista do LG G3, oferecendo assim as funcionalidades básicas para uma câmera fotográfica em um smartphone, além dos modos de foto rápida com um toque na tela e ajustes de foco digital através de um simples toque. Não há os ajustes manuais presentes no LG G4, o que seria pedir demais para um dispositivo de sua categoria.

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De qualquer forma, temos um sensor que consegue capturar fotos de boa qualidade para o compartilhamento rápido nas redes sociais, que é o que realmente importa para um usuário de smartphone de linha média. É claro que um estabilizador ótico faz falta em alguns momentos, mas é algo que a maioria das pessoas consegue lidar todos os dias. Como era de se esperar, as fotos em ambiente com baixa luminosidade apresentam uma certa quantidade de ruído, mas tudo dentro da média do que temos hoje entre os smartphones de linha média.

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O LG K10 grava vídeos em Full HD (1080p) na sua câmera traseira, com bons resultados de gravação em diferentes condições de luminosidade. De forma alternativa, também é possível fazer os registros de imagens em HD (720p).

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O sensor frontal desse smartphone possui 8 MP de resolução, e é claramente pensado nas selfies. Possui uma angulação maior para comportar mais pessoas dentro da mesma selfie, além de contar com as funcionalidades de software já conhecidas da LG nos seus smartphones (recurso de “flash” para selfies em baixa luminosidade, que nada mais é do que iluminar a tela na hora do registro da foto, e o recurso de registrar a selfie com um simples movimento da mão, sem tocar na tela).

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Como podem ver, tudo dentro daquilo que a LG já vinha oferecendo nos seus mais recentes lançamentos, e com os resultados que se alinham com aquilo que os seus hipotéticos concorrentes diretos oferecem. Confesso que a câmera frontal desse modelo me agradou bastante, dento das suas possibilidades. Recomendo que os usuários prestem atenção nesse aspecto na hora de optar ou não pela compra desse modelo.

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Games

Aqui começamos a falar do terceiro item que a LG quer enfatizar no lançamento da série K: o desempenho.

A empresa quer colocar no mercado produtos que sejam bons o suficiente para que o seu público-alvo tenha um desempenho satisfatório em diferentes situações, inclusive nos jogos, uma vez que os jovens consomem boa parte do seu tempo no smartphone jogando. Nesse aspecto, temos sentimentos mistos em relação ao LG K10, já que ele atende bem as necessidades nesse aspecto, mas com algumas ressalvas.

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Durante os testes, todos os jogos que normalmente utilizamos para avaliação dos produtos que por aqui passam rodaram sem maiores problemas, e com plena qualidade gráfica. Entendemos aqui que o principal motivo para esse bom resultado foi a combinação de um processador com oito núcleos com uma GPU Adreno 306, que se não é a mais potente do mercado (bem longe disso), ao menos consegue oferecer um desempenho bem ajustado para essa tarefa mais complexa, ou de maior demanda de gráficos.

Por outro lado, aqui começamos a ver como apenas 1 GB de RAM começa a comprometer.

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Nos jogos com gráficos mais simples, não temos grandes problemas de execução e travamento (apesar do fato de no Subway Surfers eu ter percebido alguns leves engasgos, o que ocasionalmente comprometeu a jogabilidade). Já em jogos mais pesados (Iron Man, Dead Trigger 2, Real Racing 3), apesar de uma execução mais fluída na maior parte do tempo, os engasgos foram maiores e mais perceptíveis.

Mais: em pelo menos três oportunidades, o próprio Android encerrou o aplicativo do jogo em questão, uma vez que o limite de RAM foi alcançado, criando assim um sério inconveniente para aquele jogador que estava em uma fase avançada, ou que não salvou o progresso de um jogo durante uma fase.

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Para aqueles que estão pensando em rodar jogos no LG K10, é bom ter em mente essas características, e pensar muito bem antes de fazer o investimento. A experiência de uso pode não ser tão plena e perfeita como se espera.

 

Bateria

O LG K10 conta com uma bateria removível de 2.300 mAh, o que para um dispositivo com o seu tamanho de tela e especificações técnicas pode parecer pouco. Na verdade, aqui temos mais uma vez uma prova do quanto a LG está apostando nas melhorias e otimizações do Android 6.0 Marshmallow para um menor consumo de recursos. E nesse caso, a aposta se paga.

Naturalmente, o K10 consegue aguentar um dia de uso moderado, tal como faz hoje (ou deveria fazer) a maioria dos smartphones Android disponíveis no mercado (navegação de internet, acesso à redes sociais, e-mails, pouco tempo de jogos e vídeos). Em um uso mais avançado, com maior tempo para vídeos e jogos, essa bateria é consumida mais rapidamente, o que também é o esperado para um dispositivo Android.

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A diferença aqui é que a LG sempre se encarregou em adicionar soluções para uma melhor gestão de bateria, o que ajuda em uma melhor autonomia de uso. Somado com os novos recursos que o próprio Android Marshmallow adiciona para um menor consumo e melhor gestão, temos aqui um dispositivo muito eficiente nesse aspecto.

Entendo que a maioria dos usuários não terão problemas com o LG K10 no seu gerenciamento de bateria. É um modelo que cumpre o que promete, onde em particular a LG de novo merece ter seu bom trabalho reconhecido, ao oferecer soluções que melhoram o aspecto de autonomia de bateria na sua versão customizada do Android.

 

Armazenamento e Desempenho

O LG K10 possui 16 GB de armazenamento nativo, com slot para cartões microSD de até 32 GB. Levando em consideração que temos nesse caso um dispositivo de linha média com o Android 6.0 Marshmallow (que tem suporte nativo para microSD como unidade de instalação de aplicativos) e aquilo que os demais modelos desse segmento oferecem, temos aqui uma combinação que é considerada a padrão para esse tipo de produto.

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Sobre o seu desempenho geral, temos que fazer uma análise a partir de diferentes perspectivas.

A grande pergunta que não quer calar é: “o LG K10 consegue oferecer um bom desempenho com apenas 1 GB de RAM, ainda mais com o Android sendo um devorador de recursos?”.

A resposta é…. depende.

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Durante a maior parte do tempo em que testei o produto, ele não apresentou problemas de travamentos ou paradas críticas, e a maioria dos usuários comuns pode sim ter uma boa experiência de uso com um dispositivo com as suas características de hardware. Mesmo utilizando uma interface Android altamente customizada, o K10 ofereceu um bom desempenho geral para as atividades mais comuns, que são aquelas que enquadro como parte de um uso moderado.

Por outro lado, também temos que levar em consideração que o seu processador (MediaTek quad-core) combinado com sua GPU (Adreno 306) oferecem um conjunto bem equilibrado, trazendo para si a responsabilidade de um bom desempenho geral. Logo, os 1 GB de RAM não afetam tanto para a maioria das atividades, uma vez que o processador é que se encarrega de gerenciar os seus recursos para destiná-los de forma inteligente durante a execução dos diversos aplicativos e tarefas.

Como já citei no item Games, o 1 GB de RAM se mostra insuficiente nas tarefas mais pesadas, ou de maior demanda de recursos. Por exemplo, o uso do Facebook sozinho (aplicativo que consome muita memória naturalmente) não compromete. Porém, utilizar o Facebook, o Messenger, o WhatsApp e abrir o Real Racing 3 já pode significar problemas (nesse cenário, o game foi fechado sozinho).

Ou seja, em linhas gerais, o LG K10 atende a maioria dos usuários, mas os mais exigentes definitivamente precisam procurar um dispositivo com pelo menos 2 GB de RAM para atender as suas necessidades.

 

Conclusão

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O LG K10 está aprovado. É um smartphone de linha média bem equilibrado, com um design bonito, a interface de usuário típica da LG, uma boa tela, uma boa quantidade de armazenamento, um processador competente e um Android atualizado. Leva a experiência de uso dos coreanos para uma nova proposta de linha média. Chega para competir com as soluções mais populares do mercado brasileiro, e pode conquistar alguns consumidores pela combinação desses fatores.

Porém, a competição é pesada. Entendo que alguns dos seus competidores diretos contam com alternativas com especificações técnicas mais completas, com preços um pouco abaixo ou um pouco acima do valor proposto pela LG nesse produto. Se a empresa não rever o fator preço, dificilmente eles podem ter sucesso. Até porque, depois de todos os aspectos técnicos analisados, o fator decisivo para o consumidor adquirir esse ou aquele produto é justamente o seu valor final.