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Eu tive a chance de testar o LG G2 no final do ano passado, e considerei o modelo um dos melhores de 2013. Já o LG G Flex eu testei em abril desse ano, e considerei um excelente “phablet” (sim, eu sei que tem gente que odeia esse termo…). Na época que ainda estava com o G Flex em testes, eu aproveitei a oportunidade para registrar um breve comparativo dos dois modelos, e nesse post, compartilho com vocês a minha experiência com esses dispositivos.

Apesar de demorar um pouco mais do que o desejado para colocar esse comparativo no ar, entendo que ele ainda é válido, uma vez que as informações ainda não perderam a sua validade. Além disso, a abordagem dada para esse comparativo é bem mais conceitual do que técnico, ou seja, o destaque desse comparativo é na proposta geral dos dois produtos, com o objetivo de oferecer ao leitor uma perspectiva que mostre qual produto é indicado para diferentes perfis de usuários.

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No tamanho, a diferença entre o G2 e o G Flex é perceptível. E muito. Quando você pensa que as 5.2 polegadas do LG G2 são elevadas (e acredite: muita gente entende que o G2 é grande demais – não tiro a razão de quem pensa assim), vem o G Flex e suas 6 polegadas, e mostra que tudo pode ser ainda maior. A diferença é notável, não só no bolso do usuário, mas principalmente no seu agarre.

Segurar o LG G2, para mim, é algo bem confortável – até porque minhas mãos são grandes. O G Flex se tornou um pouco incômodo para a sustentação com uma única mão, porém, a curva do design ajuda na ergonomia, o que acaba compensando um bocado, caso a sua utilização seja um pouco mais longa. Se o design do G Flex fosse pensado em uma tela reta, talvez ele não fosse tão prazeroso na utilização diária.

Aliás, é sempre bom lembrar que essas tais 6 polegadas do G Flex é apenas uma polegada menor do que a maioria dos tablets de entrada do mercado (com tela de 7 polegadas). Apenas para tornar essa perspectiva mais explícita para os usuários, registrei algumas fotos do LG G2 com o LG G Flex e com o LG G Pad, que possui uma tela de 8.3 polegadas. Apenas para que seja feita uma ideia mais clara do quão grande o G Flex é.

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Em resumo: de pequeno, o LG G Flex não tem nada.

Tá, é possível tornar essa perspectiva ainda mais objetiva. Vamos tirar o LG G2 do comparativo por alguns instantes, e colocar o G Flex e o G Pad lado a lado.

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É possível melhorar ainda mais essa perspectiva comparativa.

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Logo, se você pensa em gastar um pouco mais de dinheiro para ter um smartphone com dimensões próximas ao tablet, até mesmo para evitar ter dois dispositivos com telas com tamanhos relativamente próximos, o LG G Flex pode ser a sua escolha. Afinal de contas, com um smartphone com uma tela desse tamanho, para quê ter um tablet em casa, não é mesmo?

Trazendo o LG G2 de volta para esse comparativo…

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Outra diferença visível entre os dois modelos está na tela. Não no tamanho, algo que já foi exaustivamente abordado, mas sim, na qualidade das duas telas.

Pelas diferenças dos materiais adotados nos dois modelos, é possível perceber claramente como a tela do LG G2 possui uma qualidade melhor, não apenas na resolução (Full HD do LG G2, contra HD do LG G Flex), mas principalmente na coloração das telas. As imagens em branco no LG G2 oferecem um tom mais próximo do ideal, com maior contraste e definição dos tons escuros do que o G Flex.

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Para a maioria dos usuários, essa diferença não é algo que chega a incomodar, ou sequer será percebida, e nem mesmo podemos dizer que existe uma grande desvantagem para a tela do G Flex. Porém, para os mais atentos/exigentes, é uma diferença que pode ser algo considerável na hora da compra.

Aqui, temos uma espécie de “Escolha de Sofia”: escolher uma tela menor, com maior resolução e melhor exibição de cores e contraste de imagem (LG G2), ou optar por uma tela maior, com resolução menor, e uma qualidade de imagem levemente inferior (LG G Flex)? Entendo que a resposta ideal vai de acordo com os objetivos de cada um, com cada dispositivo a escolher.

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Sobre o sistema operacional e a interface de usuário, não temos grandes mudanças ou diferenças. Os dois modelos recebem o a mesma interface altamente customizada pela LG, o que resulta nas mesmas características para a imensa maioria de ações com os dois modelos. Logo, você usa os dois dispositivos da mesma forma, e as diferenças de funcionalidade são mínimas.

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Em termos de desempenho, os dois smartphones trabalham de forma muito próxima. Desde os testes, o LG G2 recebeu algumas atualizações (inclusive para o Android 4.4.2 KitKat), o que fez com que o smartphone ficasse mais ágil e com desempenho mais ajustado ao seu poderoso hardware, melhorando sensivelmente o seu desempenho em relação ao primeiro uso do dispositivo.

Porém, antes desse update, o LG G Flex levava alguma vantagem, por oferecer uma experiência de uso mais limpa. Mas entendo que, com o passar do tempo – e com os updates – essas diferenças de performance passam a ser menores, fazendo com que esse fator não se torne tão relevante assim para a maioria dos usuários.

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As câmeras dos dispositivos também apresentam algumas diferenças perceptíveis. Em linhas gerais, a câmera do LG G2 me agradou mais na época dos testes, e com a atualização para o Android 4.4.2 KitKat, ela ficou um pouco melhor. A câmera do G Flex, apesar de contar com um sensor de capacidade próxima ao do G2, apresentou resultados finais de captura de imagem levemente inferiores na maioria dos testes.

Mais uma vez, temos um item onde a decisão final pode variar de usuário para usuário. Se a câmera não for um fator importante, onde o que realmente importa é um maior tamanho de tela – com um formato diferenciado, não será o sensor do LG G Flex que vai impedir a sua compra.

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Aliás, outra diferença evidente está no formato dos dois dispositivos. A tela curva do G Flex não só oferece um design diferenciado – o que sempre chama a atenção de muitos potenciais compradores -, mas também uma sensação de maior imersão na hora de visualizar vídeos, mesmo com uma resolução inferior ao do G2.

Além disso, o formato curvo realmente faz a diferença na hora de segurar o smartphone. Pode não fazer tanta diferença na qualidade de áudio das conversas por voz, mas faz todo o sentido na hora de segurar o smartphone para essas chamadas, e até mesmo ao sustentar o aparelho para uso. O produto fica mais confortável nas mãos, compensando um pouco o seu tamanho avantajado, que pode ser um motivo real para afastar alguns usuários de sua proposta.

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Fora isso, a última grande diferença entre os dois modelos é a presença do material regenerativo na parte traseira do LG G Flex, o que pode fazer a diferença para aqueles usuários que naturalmente querem ter o seu smartphone devidamente protegido dos pequenos incidentes do dia a dia, ou das possibilidades de riscos e arranhões naturais do cotidiano. Vi esse recurso em ação na LG Digital Experience, e se ele não elimina os arranhões por completo (algo que é um pouco impossível para qualquer smartphone), pelo menos reduz e muito as chances dos riscos se tornarem mais evidentes, desvalorizando o produto que você tem nas mãos.

Para concluir, são dois smartphones com propostas diferentes. Ambos são modelos considerados tops de linha, onde o LG G2 possui uma proposta mais sóbria, e – pelo menos depois de mais de seis meses de lançamento, e o com o LG G3 já anunciado – um preço consideravelmente menor que o LG G Flex.

Para quem é mais geek, e quer ter um smartphone com uma ótima tela, especificações técnicas bem completas e um desempenho de alta qualidade, o LG G2 é uma das melhores escolhas que você pode fazer em 2014. Se você prefere um smartphone com tamanho de tablet, especificações igualmente competentes, mas um design único e inovador, o LG G Flex é a sua alternativa.

Um modelo não desabona o outro, mas é fundamental que cada um saiba qual é a melhor opção para você. Em muitos casos, a relação custo/benefício pode passar pela possibilidade de ficar apenas com um dispositivo para fazer tudo. Já outros querem ter um gadget de cada vez, com necessidades mais específicas, e com uma mobilidade mais “discreta”. A resposta sempre vai variar de usuário para usuário.