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Antes de começar a falar do Zenfone 2, uma pequena história. Em 2014, a Asus lançou os modelos Zenfone 5 e Zenfone 6, dois modelos que se destacavam pelas especificações intermediárias, um bom desempenho geral, e uma relação custo-benefício interessante. O Zenfone 5 em especial foi um sucesso de vendas, chamando a atenção de muitos dos consumidores, e sendo um concorrente a ser considerado para as demais marcas já consolidadas no Brasil. Um ano depois, temos a renovação desse produto.

O Zenfone 2 chega ao mercado brasileiro, depois de anunciado lá fora no primeiro trimestre de 2015. Chega maior e mais poderoso, mostrando uma evidente evolução em relação ao que foi apresentado na primeira versão. Porém, chega com uma missão mais complexa de se estabelecer como uma das melhores relações custo-benefício entre os modelos top de linha – já que no papel as especificações são respeitáveis.

O desafio aumenta quando vemos o cenário atual de smartphones. Vivemos no Brasil uma crise financeira que freou as vendas, e o mercado de smartphones premium sofre mais com isso, em um claro momento de saturação. Será que a relação custo-benefício do Zenfone 2 será tão atraente assim? E o mais importante: será que o conceito geral melhorou o suficiente para custar um valor próximo ao dos dispositivos já estabelecidos em nosso mercado?

Nesse review, vamos tentar estabelecer as respostas para algumas dessas perguntas.

 

Características Físicas

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As mudanças de design presentes no Zenfone 2 são perceptíveis, mas não são radicais. Em linhas gerais, o conceito sóbrio do primeiro Zefone está presente, mas nos detalhes vemos modificações que chamam a atenção na estética e nas funcionalidades do dispositivo.

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Uma das coisas que particularmente me incomodou no primeiro modelo (e certamente incomodou a muitos usuários), mas que está presente no novo Zenfone 2 (infelizmente) são os botões capacitivos para os comandos do Android. Apesar de disponibilizar a área total de tela para os aplicativos e jogos, esta não é nem de longe a melhor solução no que se refere à estética e funcionalidades do sistema operacional.

Durante os testes, em algumas oportunidades o dedo esbarrou nesses botões durante a digitação, já que a distância da área capacitiva para a tela é muito pequena. E isso interfere sensivelmente no uso do dispositivo. Além disso, por algum motivo que eu mal consigo imaginar qual seja, esses botões não contam com retro-iluminação, o que torna o uso do smartphone em ambientes com baixa luminosidade ou no escuro um grande problema.

Mas vamos falar das mudanças mais interessantes e até positivas no Zenfone 2. Uma das mais chamativas é o deslocamento dos botões de liga/desliga/bloqueio de tela e controle de volume da lateral direita para outras áreas do smartphone.

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O botão de liga/desliga foi para a parte superior, ao lado do conector para fones de ouvido. Particularmente é uma solução que me agrada, já que é uma posição mais intuitiva para a função de bloqueio/desbloqueio de tela.

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E os botões de volume estão posicionados na parte traseira do smartphone, abaixo do sensor de câmera. Sim, amigos… lembra a solução de uma certa fabricante coreana, que há dois anos tem um conceito muito similar.

Nos dois casos, as mudanças me agradam. No caso do botão de liga/desliga, ela é mais intuitiva justamente na hora de bloquear a tela. Alguns modelos mais populares do mercado optaram por colocar na área superior por ser mais natural do que nas laterais. E no caso dos botões de volume na parte traseira, eu não tenho nada contra, já que também entendo que é mais intuitivo no acionamento durante uma chamada.

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No final das contas, as alterações resultam em um smartphone mais fino, leve e ergonômico, e tudo isso também é parte dos esforços da Asus na sua nova proposta de design, a Ergonomic Arc. O Zenfone 2 tem uma espessura aceitável dentro de sua proposta premium, e sua curvatura na parte traseira oferece um agarre muito agradável. A ideia aqui foi fazer com que comandos cotidianos como aumentar ou diminuir o volume durante as chamadas, bloqueio de tela, ou registro de selfies fosse o mais natural possível.

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Na parte traseira, não se iluda: o acabamento é do já famoso plástico metalizado, que dá uma aparência visual de um produto top de linha, mas que obviamente fica abaixo dos materiais empregados utilizados por outros fabricantes. De qualquer forma, é uma solução pensada na relação custo-benefício que tanto a Asus quer priorizar na sua linha de smartphones.

De qualquer forma, não é um ponto de completo desagrado nesse aspecto. A Asus tem um smartphone vistoso e elegante, e que é bem construído. Também vale destacar de forma breve a câmera, que conta com um flash dual tone, mas essa novidade eu falo com mais detalhes mais adiante.

 

Acessórios

A unidade do Asus Zenfone 2 enviada para os testes veio com o essencial: manuais, cabo USB e carregador. Nada de fones de ouvido, algo de se estranhar para um dispositivo que conta inclusive com aplicativos multimídia dedicados, e com um hardware mais robusto, o dispositivo fatalmente poderia tirar vantagem dessas capacidades para esse tipo de uso. Será que a Asus também pensou em uma melhor relação custo-benefício a esse ponto? Mas… o quão mais caro pode custar um fone de ouvido?

 

Tela

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O Asus Zenfone 2 possui uma tela IPS LCD de 5.5 polegadas com resolução Full HD (1080 x 1920 pixels, 403 pixels por polegada) e proteção Corning Gorilla Glass 3 Essa tela aproveita pelo menos 72% da área total do dispositivo. E esse é um dos itens que a Asus mais apostou no novo smartphone, com melhorias mais positivas em relação ao dispositivo do ano passado.

O aumento de resolução é mais do que bem vindo, ainda mais pelo fato do dispositivo se candidatar ao posto de favorito entre os tops de linha. Os concorrentes já usam resoluções mais altas nas suas telas, mas muitos entendem que a maioria não percebe a diferença entre Full HD e Quad HD em uma tela entre 5.5 e 6 polegadas. Logo – e pelo menos por enquanto – não há um grande défcit aqui. Pelo contrário.

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As imagens entregues pelo Zenfone 2 são de alta qualidade, com excelente equilíbrio entre cores, brilho e contraste. Para ajudar, a Asus conta no seu software Android ajustes específicos para a tela e sua qualidade de imagem. Ou seja, essa tela pode se ajustar às necessidades, preferências e exigências de usuários com diferentes perfis de uso.

É uma pena que a tela desse smartphone não seja tão boa em ambientes abertos. Foi percebida uma certa dificuldade em ver as imagens reproduzidas na tela debaixo de um céu aberto, em um dia de sol forte, mesmo com a tela com o brilho no máximo.

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A qualidade do toque dessa tela também é outro ponto que merece um destaque positivo. É um toque suave e preciso, o que ajuda na experiência de uso, de um modo geral. Como ‘cereja do bolo’, a tela do Zenfone 2 conta com o recurso de despertar/bloquear a tela com dois toques, ou que torna a experiência de uso ainda mais prática.

Sim, amigos… funcionalidade que também lembra aquela presente em um smartphone de marca sul-coreana há pelo menos dois anos. Não quero aqui entrar em polêmicas. Só achei importante destacar esse ponto para vocês, ok?

 

Sistema Operacional e Interface de Usuário

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A unidade enviada para testes conta com o sistema operacional Android 5.0 Lollipop, com todas as personalizações da interface proprietária da Asus, a ZenUI. Essa combinação resulta em um Android altamente customizado, e isso pode afugentar aos usuários que desejam uma interface mais pura e próxima ao que Google idealizou. Por outro lado, temos aqui algumas soluções interessantes, que podem ajudar no uso diário.

Já destacamos o toque duplo na tela para bloqueio e desbloqueio. Não são todos os smartphones que contam com tal funcionalidade nativa (é possível reproduzir esse efeito com outras interfaces ou ROMs personalizadas), e esse diferencial é bem vindo no uso do dia a dia.

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Além disso, a Asus customizou o hub de acesso rápido aos principais recursos do sistema para um acesso mais prático e direto. Os widgets próprios também oferecem alternativas que entregam as funções mais básicas para o gerenciamento de contatos e compromissos.

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Outro diferencial do Zenfone 2 é a presença de mais de uma alternativa para a tela inicial. Dessa vez, temos interfaces nos formatos de uma ou duas camadas.

A interface de duas camadas é a tradicional, que conta com o botão ‘todos os aplicativos’, onde dentro dele é possível escolher os atalhos e apps e widgets.

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Já a interface de uma única camada elimina o botão de ‘todos os aplicativos, agrupando todos os programas instalados em ícones nas abas da tela inicial. Esse segundo modo simplifica o acesso do usuário aos apps disponíveis do smartphone, além de lembrar (e muito) a ideia do sistema operacional do telefone da maça mordida. Seria esta uma solução para reduzir o impacto dos eventuais usuários que migraram de um modelo para outro?

Nos dois casos, é possível criar ‘grupos’ ou ‘pastas’ de aplicativos, permitindo que o usuário agrupe esses apps em categorias.

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Também temos o modo fácil, onde ícones grandes são disponibilizados em uma única tela, e os aplicativos mais utilizados ou essenciais ficam disponíveis para um rápido e simplificado acesso. É o modo pensado nos vovôs e vovós, que não contam com tanta intimidade com o mundo da tecnologia.

A Asus também personalizou aplicativos de uso geral, como rádio FM, anotações, gerenciador de arquivos e outros, além de adicionar soluções próprias, envolvendo áreas como armazenamento na nuvem, modo criança, MiniMovie, lanterna e até espelho (que nada mais é do que a câmera frontal ativada).

Por outro lado, a Asus também deixou um monte de aplicativos de terceiros pré-instalados no Zenfone 2, onde muitos podem encarar com ‘crapwares’, ou softwares que não são desejados no dispositivo. Esse é um problema sério, que poderia ser resolvido nas versões posteriores, ou depois das primeiras unidades do produto chegarem ao mercado.

Mesmo assim, é possível encontrar aplicativos interessantes entre aqueles que foram da escolha da Asus. Aqui, cito dois: o Clean Master, que tem como missão liberar RAM e eliminar o cache de aplicativos. Esses dois itens podem ajudar e muito e um melhor desempenho do smartphone. O segundo é o Dr. Safety, um aplicativo que monitora tudo o que é instalado em seu smartphone, detectando possíveis ameaças.

Detalhe: o Dr. Safety foi tão eficiente, que detectou DOIS APLICATIVOS com ameaças dentro da Play Store. E aplicativos de desenvolvedores considerados grandes.

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De um modo geral, a proposta Android da Asus é interessante. Pensando na maioria dos usuários comuns, ou naqueles que querem uma boa gama de recursos proprietários no seu smartphone, o Zenfone 2 atende bem essas necessidades. De novo: eu entendo (e acredito) que os mais puristas não devem gostar de tantas customizações no Android. Mas nada impede que você use a Google Launcher – apesar de que, ao fazer isso, vai perder algumas funcionalidades inteligentes adotadas pela ASUS, como por exemplo o toque duplo na tela para bloqueio.

 

Qualidade de Áudio

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O Asus Zenfone 2 possui um alto-falantes traseiro, que tem uma qualidade final de áudio apenas razoável. Não é algo ruim a ponto de distorcer a sua música preferida a ponto de ela não ser reconhecível, mas deixa um pouco a desejar para os usuários mais exigentes.

O áudio do alto-falante para chamadas também foi algo satisfatório, permitindo uma boa comunicação durante o período de testes. Posso dizer que, nesse aspecto, o Zenfone 2 está bem dentro da média dos dispositivos disponíveis no mercado hoje.

 

Internet e GPS

A Asus adota na sua linha de smartphones Zenfone um sistema que é capaz de otimizar a detecção de sinal de antenas de telefonia, que além de oferecer uma melhor qualidade de sinal resulta em uma maior economia de bateria, já que o smartphone não fica muito tempo buscando o sinal em um ponto com menor recepção. Essa tecnologia automaticamente se converte em uma melhor performance no uso de internet nas redes móveis.

O desempenho do Zenfone 2 nesse aspecto foi excelente. A presença da tecnologia de transmissão de dados LTE Cat 4+, que promete downloads de até 250 Mb/s (isso é, se a operadora tiver disponibilidade para tal velocidade – no Brasil, isso é apenas um sonho). Com isso, não só se converteu em uma detecção de rede móvel mais rápida, mas também em uma maior velocidade final de conexão. A experiência de navegação nesse caso é excelente. O mesmo pode ser dito para a conectividade WiFi, que também foi melhorada e otimizada se comparado com o modelo lançado em 2014.

Vale lembrar que o Zenfone 2 possui dois slots para cartões micro SIM, mas apenas o primeiro slot é compatível com as redes 3G e 4G. O segundo slot só é útil para quem quer receber e realizar chamadas com duas linhas, e funciona apenas com as redes 2G.

O GPS do Zenfone 2 também recebeu melhorias, que tornaram o recurso mais rápido na detecção do posicionamento, oferecendo também melhores resultados nos mais diferentes usos.

 

Câmera

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O Asus Zenfone 2 conta com um sensor traseiro da Toshiba de 13 megapixels (f/2.0), com um sistema de lentes e um software que promete a captura de imagens em um menor tempo possível. Além disso, a Asus adicionou uma tecnologia que é capaz de capturar imagens até 400% mais brilhantes à noite ou em locais com baixa luminosidade, e sem a necessidade de um flash. Sem falar nos modos Super HDR e Super Resolução – esse último pode montar uma imagem com resolução de até 52 megapixels. Sem falar na tecnologia PixelMaster 2.0, que também evoluiu se comparado com o primeiro modelo.

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Os diferentes modos de captura presentes no Zenfone 5 estão de volta no novo modelo, facilitando a vida do usuário menos experiente, indicando qual é o melhor modo para determinados tipos de cena. São pelo menos 17 opções que podem oferecer resultados otimizados na captura de imagens em diferentes situações.

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Porém, os usuários mais exigentes vão se empolgar mesmo com o modo manual, que oferece ajustes finos para brilho, contraste, captura de luz e outras especificações. Esse modo é pensado nos usuários com experiência fotográfica, e deseja explorar todo o potencial desse sensor para capturar imagens nas mais diferentes situações.

Aliás, os fabricantes parecem ter entendido que os usuários mais avançados e os fotógrafos de diferentes categorias também desejam registrar imagens com o smartphone. Logo, o modo manual está se tornando algo mais e mais popular nos modelos top de linha. Sem falar que essa é uma excelente forma de demonstrar a capacidade fotográfica desses sensores.

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Na prática, temos um sensor que é muito melhor do que aquele presente no Asus Zenfone 5 (e melhor do que o sensor do Zenfone 6). A Asus fez um ótimo trabalho melhorando o sistema de lentes da câmera e otimizando o software para captura de imagens em diferentes situações ou modos de foto. São pelo menos 17 modos de fotos, incluindo o modo manual, muito bem vindo para os usuários mais exigentes.

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Em cenários com perfeitas condições de iluminação, as fotos ficaram muito boas, com uma excelente reprodução de cores, e um bom contraste. Talvez alguns usuários mais exigentes vão sentir falta de um sensor ótico nessa câmera traseira, mas aqueles que não priorizam a parte de fotografia, ou estão conscientes que restrições precisam ser feitas para se alcançar o melhor preço podem conviver com isso sem problemas.

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O mesmo se repete com as fotos com iluminação artificial. Os diferentes modos de cena e ajustes podem entregar resultados realmente muito interessantes nesse aspecto. Aqui, a Asus conseguiu fazer o ajuste fino do seu recurso de otimização de imagens capturadas em diferentes condições de luz.

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Mas o que me deixou animado com essa câmera foi na hora de registrar fotos com a ajuda do flash de dois tons. Os resultados foram muito interessantes, dada a dificuldade de captura das imagens nessas condições. Se é o seu caso tirar fotos nessas condições de luz tão precárias, o Zenfone 2 não vai te deixar na mão.

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O sensor frontal também foi melhorado, contando agora com 5 megapixels de resolução. A otimização aqui tem o claro objetivo de atender aos fãs das selfies, e mais uma vez o Zenfone 2 pode ser uma interessante pedida. A qualidade final das imagens é bem aceitável sem falar que o sensor frontal também conta com recursos que otimizam o processo de captura, entregando uma qualidade final boa, considerando todos os aspectos já destacados.

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O sensor frontal também conta com um mecanismo de registro de selfies sem o toque na tela. Ou quase isso: o usuário pode simplesmente arrastar o dedo da direita para a esquerda, a partir do botão de captura de imagem. Nisso, é iniciada uma contagem regressiva. Basta o usuário deixar a câmera frontal identificar o seu rosto, e esperar a contagem regressiva acabar para registrar as fotos.

De um modo geral, fiquei bem satisfeito com o Zenfone 2 nesse aspecto. As melhorias aqui foram consistentes, e o resultado final das fotos pode atender as necessidades da maioria dos usuários que ainda se preocupam mais com a possibilidade de registrar uma boa imagem para compartilhar nas redes sociais.

 

Games

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Com tamanha capacidade de hardware (apesar da incredulidade de alguns em relação à compatibilidade dos apps com os processadores Intel), o Zenfone 2 não poderia ter outro resultado que não o excelente para os games.

Foram testados os jogos que normalmente utilizamos nos reviews, e todos eles tiveram um desempenho simplesmente impecável. Os jogos foram reproduzidos com qualidade máxima de gráficos, sem arrastos, bugs, travamentos ou incompatibilidades.

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E por contar com uma tela com 5.5 polegadas em Full HD, o Zenfone 2 pode ser uma alternativa muito interessante para quem quer contar com um dispositivo que seja eficiente e competente para os jogos. É um dispositivo recomendado tanto para os gamers ocasionais quanto para os jogadores mais convictos.

 

Bateria

A Asus adicionou uma série de novos recursos, funcionalidades e tecnologias no Zenfone 2, que visam não só um melhor desempenho geral, mas também uma maior autonomia de bateria. A boa notícia é que, se o seu uso for moderado, você de fato pode obter um dia completo de uso nesse smartphone. Agora se o seu perfil de uso é mais exigente…

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A bateria de 3.000 mAh do Zenfone 2 consegue sobreviver a pelo menos 12 horas de uso intenso (desconectando da tomada às 8 horas da manhã, e retornando às 20 horas), chegando ao final do dia com 13% de bateria restante. É bem no limite para um uso comercial, mas se você tem um compromisso depois do seu trabalho, ou você procura um carregador, ou você terá sérios problemas para seguir usando o smartphone.

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A performance nesse aspecto é, de certo modo, decepcionante. O Zenfone 2 não conta com uma autonomia de bateria que se diferencia muito de modelos similares. Se esperava um desempenho melhor do dispositivo, levando em conta as otimizações realizadas nas antenas WiFi, na tecnologia para busca de sinal de rede, no processador Intel Atom e nos recursos de software disponíveis no dispositivo, que promovem uma relativa economia de bateria, com a restrição de alguns recursos.

Porém, uma coisa que a Asus talvez não tenha imaginado que poderia acontecer é a representação na prática de um provérbio que acompanha o mundo da tecnologia a algum tempo: ‘quanto mais recursos disponíveis, mais o Android vai consumir esses recursos’.

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4 GB de RAM em um sistema Android, que é um devorador de memória, só pode resultar em um maior consumo de memória para realizar bem as suas atividades. E isso naturalmente se converte em um maior consumo de bateria, já que teremos mais e mais tarefas executando simultaneamente. A forma que o usuário tem para minimizar tal impacto é com aplicativos que coloquem os programas que consomem recursos de rede e bateria em segundo plano para ‘hibernar’ (recomendamos o Greenify para essa tarefa).

Deixando de lado as diferenças de hardware (qualidade e tamanho de tela, tipos de processador, etc), se comparado com dois modelos populares e já consolidados do Android (LG G3 e Motorola Moto Maxx), o Zenfone 2 definitivamente tem uma performance de bateria abaixo do esperado. O Zenfone 2 tem 3.ooo mAh de bateria (contra 2.940 mAh do LG G3, e 3.900 mAh do Moto Maxx), mas alcançou aproximadamente 2h30 de tela ativa em 13% de bateria restante, o mesmo tempo de tela do G3, enquanto que o Moto Maxx alcançou com a mesma porcentagem quase 5 horas de tela ativa.

Em compensação, o Zenfone 2 conta com um novo sistema de recarga rápida de bateria, o BoostMaster, que promete recarregar até 60% da bateria do dispositivo em apenas 39 minutos. E na prática, o recurso cumpre o que promete. Dependendo da quantidade de bateria restante no dispositivo, é possível obter 100% de bateria em aproximadamente uma hora, o que pode ser uma interessante vantagem para quem está preocupado com o consumo de bateria em um uso mais intenso.

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Também é preciso levar em consideração que a Asus adicionou vários recursos de software que visam prolongar a vida útil da bateria. Os modos de economia de energia podem ser muito bem vindos, principalmente quando estamos no final do dia e precisamos manter o smartphone ativo.

Os modos de economia de energia não diferem muito daqueles encontrados em outros modelos: quando acionados, eles restringem o uso de determinadas funções, para que o consumo de bateria seja menor. Não é algo que resolve de vez o problema para os usuários muito ativos, mas para os mais moderados pode garantir o tal dia útil de funcionamento.

 

Armazenamento

O modelo enviado pela assessoria de imprensa da Asus conta com 32 GB de armazenamento nativo, sendo que aproximadamente 25 GB estão disponíveis para o usuário. Além disso, o dispositivo possui um slot para cartões microSD de até 64 GB. Entendo que nos dois casos temos uma capacidade mais que suficiente para a maioria dos usuários com diferentes capacidades e níveis de exigência com o dispositivo.

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Tanto para a instalação de aplicativos (no armazenamento interno) como o armazenamento de músicas, fotos e vídeos do usuário (no cartão microSD), qualquer tipo de usuário terá suas necessidades plenamente atendidas nesse aspecto.

 

Desempenho

O modelo enviado para testes do Asus Zenfone 2 conta com um processador Intel Atom Z3580 quad-core de 2.3 GHz, trabalhando com uma GPU PowerVR G6430 e 4 GB de RAM. É um conjunto técnico poderoso o suficiente para entregar uma performance excelente para as mais diferentes necessidades e atividades no dispositivo.

Aqui, a Asus cumpre o que promete, entregando um dispositivo que é sim um top de linha em vários aspectos, e em uma experiência de uso muito satisfatória para quem quer realizar atividades mais complexas, reproduzir vídeos armazenados no dispositivo em Full HD, rodar jogos com gráficos mais elaborados, vídeos por streaming, entre outros.

Como a grande maioria dos usuários não vão explorar todo o potencial técnico do dispositivo, entendo que o Zenfone 2 pode ser uma ótima alternativa para quem faz questão de ter um modelo com performance top de linha, mas que não querem gastar os mesmos valores cobrados pelos concorrentes do mesmo segmento. E mesmo os usuários mais exigentes podem se surpreender com os resultados oferecidos pela alternativa da Asus.

 

Conclusão

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Colocando todos os itens em uma balança, o Asus Zenfone 2 oferece melhorias consideráveis em relação ao modelo lançado no ano passado. É um dispositivo que pode sim oferecer uma interessante relação custo-benefício, uma câmera melhorada, um hardware robusto, um design elegante e uma experiência de uso satisfatória. Certamente aqueles usuários que buscam um smartphone potente para uma melhor visualização de conteúdo ou execução das tarefas mais triviais podem ver nesse lançamento uma interessante opção.

Talvez os usuários mais exigentes possam reclamar de questões consideradas pontuais no smartphone, como por exemplo um sensor de câmera um pouco abaixo dos modelos top de linha da concorrência, a quantidade de aplicativos não desejados pré-instalados, e a elevada customização do Android pela interface ZenUI. Por outro lado, alguns desses pontos podem ser contornados com outros softwares que exploram de outra forma esses aspectos.

Sem falar que é importante pensar que a Asus fez aqui a escolha de oferecer uma melhor relação custo-benefício. E pensando nisso, algumas concessões precisam ser feitas. A boa notícia é que não são tantas concessões. Os usuários mais flexíveis podem conviver bem com isso.

Com preços sugeridos de R$ 1.299 (4 GB de RAM, 16 GB de armazenamento) e R$ 1.499 (4 GB de RAM, 32 GB de armazenamento), o Asus Zenfone 2 é uma opção excelente para quem busca um bom Android para as tarefas mais cotidianas (redes sociais, navegação na internet, etc), ou para os usuários que contam com um uso mais moderado do dispositivo. Aliás, com os lançamentos recentes, a Asus chega disposta a bater de frente com alguns dos seus principais concorrentes, mostrando produtos muito eficientes e preços muito competitivos. E esse modelo é o carro-chefe dessa nova fase da empresa no Brasil.

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