resolução de tela

 

O Samsung Galaxy S7 e o Galaxy S7 Edge recerão uma importante mudança com a chegada do Android Nougat: a opção de poder reduzir a resolução de tela. E isso levanta uma reflexão importante.

A mudança de resolução de tela é algo comum nos computadores e nos jogos. Se isso for adotado pelos smartphones (já poderíamos fazer isso via acesso ROOT), que tipo de benefício os dispositivos poderão receber?

 

 

Esqueça a bateria

 

 

A tela é o componente do nosso smartphone que mais consome energia. E a tela é o que é, com os pixels que possui. Exceto quando utilizamos aplicativos para apagar os pixels, qualquer imagem exibida na tela fará com que a mesma fique parcialmente ou completamente ligada (inclusive se for uma tela AMOLED ou Super AMOLED). Ou seja, a tela vai consumir praticamente a mesma energia, independente da resolução.

A diminuição no consumo acontece apenas pelo próprio processador e das memórias do dispositivo. O cérebro do smartphone é o que sofre menos ao ter que rodar resoluções inferiores, resultando em um consumo menor de bateria. E essa menor exigência ao processador se converte em melhor desempenho.

 

 

Detalhes do desempenho

 

 

O experimento feito pelo PhoneArena com o LG G3 há dois anos é de interessante observação.

O modelo conta com processador Snapdragon 801, com uma tela QHD (2560 x 1440 pixels). Um processador ajustado para esse nível de exigência, mas que foi penalizado no desempenho que poderia obter.

Depois do acesso ROOT e alguns ajustes de configuração, o site reduziu a resolução do LG G3 de QHD para Full HD. Com isso, o processador passou a suportar uma carga gráfica quase 50% menor que a original. Baixando para 720p, o aumento de desempenho era de 75%.

Os números são claros, e podemos supor que para o Samsung Galaxy S7 ou para qualquer outro dispositivo que permita a redução de resolução com um simples ajuste vai resultar em uma melhora de desempenho gráfico e do processador, entregando um smartphone mais fluído.

 

 

E a perda da nitidez

 

 

Efetivamente, temos mais desempenho bruto no smartphone, e apenas melhoras discretas na autonomia. Mas reduzir a resolução da tela provoca uma automática perda de nitidez. São imagens renderizadas em um tamanho menor sobre o mesmo número de pixels físicos.

É o mesmo efeito quando vemos uma imagem na tela do smartphone que é menor que a própria tela. Quando ampliamos a imagem, ela perde qualidade. Felizmente, as telas dos smartphones são pequenas, e a perda de nitidez é algo resenhável. Mas ela existe, e está lá.

Logo, reduzir a tela de um smartphone tem vantagens e desvantagens. Tornar tal prática comum não é tão bom assim. Mas ao menos sabemos que impacto ela terá sobre os dispositivos se chegar a algum momento.