Neflix

A Netflix conta hoje com mais de 100 milhões de usuários em todo o planeta, e somou mais 5,2 milhões de novos usuários durante o último trimestre (entre abril e junho de 2017). E muito desse crescimento aconteceu por conta dos dispositivos móveis.

Um relatório da Sensor Tower mostra que o aumento de receitas dos usuários do aplicativo da Netflix no iOS cresceu 233%, alcançando os US$ 153 milhões. Irremediavelmente esse número se associa ao aumento de assinantes.

Aceitem ou não, a Netflix está mandando em tudo. Bateram o recorde de assinantes, superando todas as expectativas, e o crescimento de receita no iOS é impressionante. Mas… por que cresceu tanto assim?

 

 

O crescimento foi tanto no iOS como no Android, e fica muito acima da média das duas lojas de aplicativos móveis (56%). Logo, esse crescimento não está vinculado apenas ao crescimento contínuo do ecossistema de aplicativos e de seus negócios relacionados, mas está especificamente relacionado à capacidade da Netflix em agregar novos assinantes.

80% dos novos assinantes vieram de mercados internacionais, e isso pode ajudar a explicar o forte aumento de receita na App Store. Frequentemente os novos assinantes da Netflix se registram no serviço através dos seus smartphones, fechando a assinatura como uma compra dentro do aplicativo. O serviço obtém os mesmo lucros, e o processo é mais cômodo e rápido para o assinante.

De forma global e envolvendo todas as plataformas, a receita da Netflix no segundo trimestre de 2017 cresceu 32%, ou US$ 2.79 bilhões. No trimestre anterior, o crescimento foi de 36%, ou US$ 2.48 bilhões.

O crescimento de 233% nas plataformas móveis é muito mais destacado, e ajudou a Netflix a superar o seu maior rival nesse momento, o Hulu, que teve um crescimento de apenas 22% nas receitas vindas das plataformas móveis no mesmo período.

 

 

O segredo do crescimento da Netflix está nos conteúdos originais. Em 2017, a empresa investiu US$ 6 bilhões em conteúdos originais, incluindo 40 novos filmes.

Agora, a empresa quer transformar o negócio do cinema, tal e como fez com a televisão, sempre colocando o consumidor em primeiro lugar, facilitando o acesso ao conteúdo.

Será que eles conseguem enfrentar as gigantes de Hollywood com um novo formato de consumo cinematográfico?

Vamos acompanhar essa história de perto.