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Os smartphones estão em todos os lugares. Se as máquinas se rebelarem contra os humanos, eles serão a primeira linha de frente na força rebelde. Logo, pensar em embarcar nesse mercado pode ser uma boa ideia, certo?

Ok. A Zetta pensou assim. E se deu mal.

Na prática, quem se atreve a entrar no mercado de smartphones sabe o quão complicado está esse segmento. A Apple abraça 103% dos lucros do setor, e a Xiaomi, tão bem vista entre os usuários, reconheceu publicamente que não ganha dinheiro com esse negócio.

O mercado de telefonia móvel atual é bem diferente do que existia em 1996. Veja os últimos dez anos para conferir as importantes mudanças ocorridas.

Marcas como Siemens ou Ericsson que dominavam o setor se retiraram, enquanto que a outras históricas como a HTC pensam em fazer o mesmo.

 

 

As marcas chinesas arruinaram com as margens de lucro

 

O problema para as marcas tradicionais não foi a mudança do celular para o smartphone. O grande problema vem da Ásia. Mais precisamente, da China.

As marcas tradicionais sempre trabalharam com grandes margens de lucro por unidade vendida, e não vender muitas unidades.

Xiaomi, OnePlus ou Meizu não seguiram esse caminho. Para eles, o objetivo é vender mais dispositivos, e não grandes margens de lucros.

Assim, vemos smartphones de várias marcas com características similares às tradicionais, e com um preço muito reduzido. E não é coisa só dos chineses: bq, Wiko ou Wileyfox fazem o mesmo.

 

 

Atacar para todos os lados, ou focar em um único nicho?

 

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As novas marcas raramente lançam no mercado um smartphone que custa 500 ou 600 euros. O foco está mais nos usuários que podem pagar 200 euros ou menos, apesar dos principais modelos dessas marcas custarem entre 300 e 400 euros.

Mas nem essa estratégia tem por quê funcionar. A Xiaomi é a prova disso. Nesse aspecto, a Apple é rainha dominante, beirando os 104% dos lucros de todo o mercado. E isso faz com que marcas como HTC ou LG contam com resultados negativos.

A Samsung é a empresa que mais vende smartphones no mundo (21,7% no terceiro trimestre de 2016), mas só abraça 0,9% dos lucros do setor.

Em compensação, a Apple (com cota de 13,2% nas vendas) tem lucros muito maiores. O motivo é óbvio: focar em um nicho de usuários que estão dispostos a pagar os rios de dinheiro que custa um iPhone.

E não é só coisa da Apple.

A Sony sofreu uma importante queda nas vendas e lucros até que a sua divisão móvel registrasse prejuízo. Mas diferente de outras marcas, os japoneses decidiram focar seu negócio na linha média-alta.

Resultado? Menos vendas, mas a volta dos lucros.

Com esses dados, fica claro que não é o melhor momento para entrar no mercado de smartphones. Se queremos um mínimo de personalização e não apenas dispositivos criados pelos chineses com um adesivo de outra marca, o investimento é alto.

Vendo o que acontece com as marcas tradicionais, pense em investir o seu dinheiro em outro tipo de negócio.

 

Via Investors