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Esse é Jan Koum, co-fundador e CEO do WhatsApp. Em apenas cinco anos, Koum e seu sócio, Brian Acton, criaram um dos maiores aplicativos de mensagens instantâneas do mundo, e o Facebook acaba de comprá-lo por US$ 19 bilhões (números revisados).

Como parte da aquisição, Koum, de 38 anos, passa a ser membro da junta diretiva do Facebook, e o WhatsApp segue operando de forma independente, tal como aconteceu com o Instagram. Koum escreveu em seu blog na última quarta-feira (19) que o WhatsApp continuará com o seu objetivo inicial:

Construir um produto ‘cool’, que pode ser utilizado globalmente por todos.

Koum é um home discreto e de poucas palavras. Garante que não confia na na publicidade, e tende a minimizar o seu êxito. Nem na sua conta no Twitter há uma indicação como CEO do WhatsApp. Na verdade, tem uma citação do Kanye West: “Estamos em uma galáxia que não pode ser visitada por odiosos”. Ele usa o Twitter de forma esporádica, e só segue a conta do Jesus Christ Silicon Valley, um blog que brinca com o mundo da tecnologia.

Sua conta no LinkedIn é ainda mais dispersa, e inclui uma boa dose de auto-depreciação. Tem como posto “Mr. Tweet Manager”, e diz “estou construindo algo cool %$#%, que milhões de pessoas usam”. Em sua experiência, ele relata que “fez algo” para o Yahoo., e também indica que não terminou o seu curso na Universidade estatal de San Jose.

Koum deixou a Ucrânia e foi para os Estados Unidos quando era adolescente. Depois de ingressar na universidade por alguns anos, conseguiu um emprego no Yahoo, onde trabalhou nos sistemas de segurança do site por alguns anos, e logo depois, conseguiu vaga no setor de engenharia de infraestruturas. Foi funcionário do Yahoo por nove anos, e lá, conheceu Acton. Em 2007, ambos deixaram o Yahoo para lançar o WhatsApp.

Com  o objetivo de criar um mundo mais aberto e conectado, Koum e Acton criaram o WhatsApp como uma alternativa às mensagens de texto. A ideia era criar um serviço para se conectar com amigos e familiares em qualquer parte do planeta, e a partir de qualquer smartphone.

Diferente dos outros serviços de mensagens, o WhatsApp custa US$ 0.99 para iOS, e é grátis no primeiro ano para o Android (depois, US$ 0.99 por ano).

Os 450 milhões de usuários ativos por mês manda milhões de mensagens todos os dias. Mais de 70% utilizam o aplicativo todos os dias. O WhatsApp está em pé de igualdade com as principais redes sociais e serviços de mensagens do planeta, como Skype, Facebook Messenger e Twitter.

Kuom já se expressou contrário à publicidade no serviço. Em abril do ano passado, ele afirmou que eles continuarão focados no serviço de mensagens de texto como o núcleo principal da empresa, sem transformar o WhatsApp em uma ferramenta de publicidade. Ao que parece, fazer parte do Facebook não mudou os seus objetivos, e o próprio Kuom confirmou em seu blog que esta fusão vai permitir que o serviço continue com a sua simples missão: fazer com que as pessoas se comuniquem de forma simples.

Escreveu Kuom em seu blog:

Isso (a fusão) vai dar ao WhatsApp a flexibilidade de crescer e expandir. Permitirá que, tanto Brian quanto eu e os demais membros da equipe nos concentremos em construir um serviço de comunicação que seja rápido, acessível e o mais pessoal possível. Todavia, podem contar com que não haverá anúncios interrompendo sua comunicação. Não haveria nenhuma parceria entre nossa empresa se tivéssemos que por em perigo os princípios fundamentais que definem nossa empresa, nossa visão, e nosso produto.

Via CNET