O consumo de música por streaming só cresceu com o passar dos anos. Os primeiros movimentos foram registrados em 2004, e os lucros não pararam de crescer desde então.

Por outro lado, os lucros em formato físico só caíram. Mas… quanto cada artista recebe de todos esses serviços? Quantas reproduções suas músicas devem ter para receber um pagamento médio?

Hoje, temos diferentes plataformas de streaming: Spotify, Pandora, Apple Music, YouTube… todas com milhões de usuários, e todas registrando prejuízos no final do ano.

Um gráfico mostra o valor pago por reprodução de todos os serviços disponíveis, com o número de usuários (gratuitos e pagos) em cada uma delas, e quantas reproduções são necessárias para um pagamento médio de US$ 1.492.

 

 

O Global Music Report de 2017 mostra quais são os números obtidos pela indústria musical, reforçando que o suporte físico só despenca diante das receitas em alta dos serviços de streaming.

Deixando os lucros um pouco de lado, vamos ver quantas reproduções um artista precisa para viver às custas do serviços de streaming.

 

 

Aqui, comprovamos que o YouTube é o que mais usuários possui, com mais de 1 bilhão de usuários, que comprovam toda a sua popularidade. Por outro lado, é o serviço que menos paga por reprodução aos artistas (US$ 0,0006).

Logo, para receber US$ 1.492 por mês, o artista deve obter 2.4 milhões de reproduções, no caso de ser um artista independente e sem gravadora, e 2.1 milhões de reproduções para os artistas com gravadora.

Spotify e Pandora também tem grande base de usuários, mas pagam apenas US$ 0,0038 e US$ 0,0011 respectivamente por reprodução Logo, para obter o pagamento fixado devem obter 340 mil e 1.1 milhão de reproduções, respectivamente.

Os serviços que mais benefícios oferecem aos artistas são o Tidal e o Napster. Nos dois casos, o pagamento ultrapassa o centavo de dólas por reprodução, e para alcançar o salário proposto, precisam alcançar 130 mil e 90 mil reproduções, respectivamente. Porém, são mercados muito menores: 4 e 5 milhões de usuários, respectivamente.

Por outro lado, estes são os serviços com maior prejuízo por usuário. O Tidal consegue perder US$ 6,67 por usuário, e o Napster perde US$ 7,78 por usuário.

Ou seja, não é nada fácil obter um rendimento que faça com que os artistas possam viver apenas e exclusivamente da reprodução dos seus trabalhos nas plataformas de streaming. Porém, estamos aqui falando de artistas independentes e sem selo fonográfico.

Por outro lado, as plataformas de streaming são vias mais acessíveis para conhecer um artista do que os formatos físicos. É mais fácil a reprodução online do que a publicação de um disco em CD.

 

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