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Se você está pensando em adquirir um plano de dados 4G, talvez seja melhor esperar um pouco mais. Quem aconselha é o pessoal da PROTESTE, que em parceria com a AET (Associação dos Engenheiros de Telecomunicações), enviou hoje (29) um ofício à Anatel, questionando os primeiros passos de adoção da internet móvel 4G no Brasil.

A PROTESTE pede esclarecimentos sobre as decisões da Anatel para o início das operações das redes móveis de alta velocidade no país. Para a entidade, o início das operações do 4G no Brasil pode ser qualificado como propaganda enganosa, uma vez que a rede LTE nacional ainda possui uma cobertura muito restrita. Com isso, aparelhos compatíveis com a banda de 2.5 GHz contariam com pouca abrangência no país, o que levaria ao consumidor a pagar aparelhos e planos mais caros, mas utilizando na maior parte do tempo as limitadas e defasadas redes 3G.

As redes de 700 MHz são mais abrangentes, porém, sua utilização ainda está em processo de consulta pública. Sem falar que essas redes ainda são ocupadas pelos canais analógicos de TV aberta. Quando a mesma estiver disponível, muitos usuários terão que trocar de aparelhos para usufruir dessas redes no interior do Brasil ou fora dos grandes centros, que trabalham hoje com rede de 2.5 GHz.

A PROTESTE também levanta dúvidas sobre o funcionamento real das redes de 2.5 GHz, que contam com limitações em locais fechados, o que também provocaria o uso ocasional do 3G ou 3G Plus para obter as velocidades prometidas. O oficio enviado para a Anatel também solicita a relação de cidades onde as antenas das redes LTE estarão instaladas.

O anúncio de quase todas as operadoras de telefonia móvel aconteceu para que o cronograma definido pela própria Anatel fosse cumprido. Segundo o cronograma, o prazo máximo para início das operações das redes 4G nas cidades-sede da Copa das Confederações expirava em 30 de abril.

A Anatel não se pronuncia sobre o assunto, e vamos esperar os próximos acontecimentos.