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O Project Loon do Google é uma das aventuras tecnológicas que poucos ficam indiferentes, por oferecer uma nova forma de levar a conectividade para todo o planeta. Algo que parecia ser quase impossível ou pouco provável para muitos. Porém, os responsáveis pelo projeto seguem trabalhando e, aos poucos, vão oferecendo detalhes sobre os seus progressos, mostrando como funcionará o sistema de balões na hora de oferecer o serviço de redes 4G.

O vídeo que você verá no final desse post foi publicado nesse final de semana, e nele, alguns detalhes fundamentais do projeto são revelados. Eles contam que conseguiram ter os globos flutuando de forma segura por mais de 100 dias (mas eles esperam que no futuro essa autonomia ultrapasse os oito meses), e que são capazes de construir os balões em poucas horas no lugar de dias. Eles esperam poder lançar dezenas de balões por dia, e não apenas um, como acontecia no começo.

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Todos esses avanços estão alinhados no caminho para o lançamento do Loon em grande escala, mas um grande obstáculo precisa ser superado: a relação com as operadoras móveis.

Para que eles possam oferecer o serviço de LTE tal como previsto, o Google precisa chegar a um acordo com as operadoras locais em cada região que tem a concessão do espaço radioelétrico correspondente. Os usuários vão se conectar ao globo via 4G de sua operadora de forma convencional, nas frequências normalizadas na sua região, e por sua vez, o globo vai retransmitir o tráfego até a rede global, por meio de um link de alta velocidade.

Ou seja, o sucesso do Loon como rede global de telecomunicações vai depender dos pactos com as operadoras locais, algo que poderia entorpecer o seu processo de lançamento e a sua capacidade de funcionamento.

 

 

Via Project Loon