Os primeiros modelos já estavam sendo enviados para os colaboradores e mídia especializada, e o Engadget recebeu um modelo do Cr-48, o netbook do Google com Chrome OS. Vamos agora saber quais foram as impressões deles sobre o produto, e tentar decifrar algumas questões que naturalmente ficaram em aberto no lançamento.

Todo o corpo do netbook é feito em um preto suave e harmonioso. Lembra muito o Motorola Milestone. De um modo geral, ele se parece com o antigo MacBook preto, incluindo a tranca magnética, e conta com um pequeno fecho que se abre usando apenas um dedo. Seu trackpad lembra muito o que está presente no HP Envy; ele é multitouch e oferece um bom toque e funcionamento no passar do dedo, funcionando melhor que a maioria dos portáteis com Windows. O touchpad se parece tanto com o do Envy, que conta com alguns de seus problemas, como a impossibilidade de se arrastar o mouse e clicar em um único movimento. Sua tela é atraente, e os botões Ctrl e Alt são bem largos. O teclado, obviamente, não conta com a tecla de atalho para o Windows, nem a tecla Cmd.

O sistema inicia de modo instantâneo. Fica difícil de se distinguir se o netbook está realmente desligado ou em modo standby, pois o produto não emana nenhum tipo de ruído. Nos testes do Engadget, eles não conseguiram sincronizar os aplicativos do navegador Chrome do desktop para o Chrome OS, mas esta deve ser uma característica que deve ser ativada pelo Google mais adiante.

Para sua ativação, ele necessita de uma conexão com a internet para sua instalação e primeira inicialização do equipamento, porém depois é possível acessar a sua conta particular criada já em modo offline, já que todo o cache ou HTML5 ficam armazenados no netbook, e isso permite o seu funcionamento sem maiores problemas. Apesar dele se iniciar em apenas um segundo, um boot do zero leva aproximadamente 15 segundos, além de 5 ou 6 segundos adicionais, depois de você digitar a senha do seu sistema.

Um grande problema é que o Flash funciona muito mal no Chrome Os, tanto em aplicativos em geral como nos vídeos. A Adobe ainda não fez os ajustes necessários para a aceleração de Flash para Linux, e não contamos com um chip de aceleração de hardware no produto. Logo, serviços como o Hulu e o YouTube vão funcionar com sacrifício.

Vale a pena aqui lembrar mais uma vez que este produto (o Cr-48) não foi desenvolvido para o mercado em massa, sendo que ficará por conta da Samsung, Acer e outras empresas fabricarem os ditos equipamentos finais e definitivos para este sistema. Porém, é um grande ponto de partida, e os fabricantes poderão fazer muitas anotações e observações a partir do Cr-48, que pelo o que informa o Engadget, é acima da média.