Samsung Group

 

Tempos complicados para a Samsung Group. A ordem de prisão contra Lee Jae-yong, vice-presidente e herdeiro da gigante eletrônica, resultou em uma sentença que o declara (junto a outros quatro altos diretores da empresa) culpado de suborno e desvio de recursos.

As implicações aqui podem ser muito importantes para o futuro de todas as ramificações do conglomerado.

O filho de Lee Kun-hee (dono da Samsung e homem mais rico da Coreia do Sul), de 48 anos, já leva algum tempo. Foram descobertas “doações” (transferências) em um total de US$ 18.6 milhões para fundações e empresas controladas por Choi Soon-il, a chamada “Rasputina sul-coreana”, velha amiga da presidente do país, Park Geun-hye, de 65 anos, que foi destituída do cargo pelo escândalo.

As doações estão relacionadas com os favores empresariais, ou seja, aprovação de fusões de subsidiárias da Samsung, algo que, entre outras coisas, davam maior controle a Lee Jae-yong sore a empresa.

 

 

Efeitos colaterais imprevisíveis

 

 

Lee June, vice-presidente executivo da Samsung Group, declarou em uma coletiva de imprensa que se desculpava pela controvérsia social e angústia causada. A sentença poderia resultar na destituição definitiva da presidenta da Coreia do Sul, que nega as acusações, como também as saídas de Choi e Lee, com este último enfrentando uma pena de 20 anos de prisão.

Uma das consequências diretas do escândalo pode ser a dissolução da Samsung Group como conglomerado, além do fim da Future Strategy Office, órgão que sequer é uma entidade legal, mas que era controlado por 200 funcionários escolhidos à dedo de diversas empresas afiliadas, que decidiam a estratégia de investimentos e financiamentos das empresas que integravam a Samsung Group.

Resta saber como ficam divisões como a Samsung Electronics diante de todo esse escândalo.

 

Via Reuters