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Todo mundo já se perguntou isso: será que tem tanta diferença entre um carregador original da Apple e uma imitação? Tá, fora aquela óbvia do “um e muito mais caro que o outro”. E os componentes? São muito diferentes. Por fora, parecem praticamente iguais, mas a diferença (e o perigo) vem de dentro.

Ken Shirriff realizou uma interessante desmontagem desses carregadores, com uma unidade original do iPad (na imagem acima, o da esquerda), e de uma imitação (o da direita). As diferenças de preços são consideráveis, mas elas ficam evidentes quando os acessórios são desmontados.

Os carregadores de imitação estão selados com algo que tenta parecer com uma certificação, mas que não passam por nenhum teste de segurança.

Além disso, os carregadores falsos contam com a metade de potência de carga que os originais (o que faz com que o processo de recarga do dispositivo seja mais lento), e contam com muitos menos componentes no seu interior – em uma tentativa clara de reduzir custos, mas que no final das contas, se traduz em menor segurança.

Os órgãos de regulamentação obrigam que exista uma separação de espaço de, pelo menos, 4 milímetros entre a parede do circuito de alta voltagem e de baixa voltagem, para evitar (entre outras coisas) que o carregador sofra do problema de superaquecimento. Esse espaço é respeitado nos carregadores originais, mas o mesmo não acontece nos falsificados.

Carregador original (esquerda) e carregador falso (direita), lado a lado.

Carregador original (esquerda) e carregador falso (direita), lado a lado.

Você pode conferir todos os detalhes técnicos desse comparativo na página de Shirriff, clicando aqui. Vale a pena a leitura para compreender porque pagar um pouco a mais é, em alguns casos, a melhor opção.