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Está faltando ousadia para os fabricantes na hora de conceber as linhas dos seus smartphones?

Talvez sim. Talvez não. Curiosamente, (quase) todo mundo quis copiar as linhas da Apple e da Samsung, e se esqueceu em inovar. Hoje, os smartphones são praticamente “clones”, todos com a mesma cara. Mas em um passado não muito distante, os fabricantes tentavam colocar um maior sinal de identidade nas linhas dos produtos.

Bom… tinha uma marca que extrapolava nesse sentido…

Equipe de design da Nokia usou alguma coisa que eu nem quero chegar perto

 

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Vamos combinar: a gente acha hoje algo bem louco, mas na época, todo mundo entendeu que as propostas da Nokia eram o máximo. Ou pelo menos reconhecia essa tal ousadia da empresa na concepção dos seus produtos.

Muita gente é saudosista da Nokia até hoje por conta do conjunto da obra. Eram telefones de excelente construção, resistentes, com sinal de excelente qualidade e um design que apostava na inovação. Sem medo de ousar.

Nesse (e em vários outros aspectos), a Nokia faz falta. Os demais fabricantes na época até tentavam, mas não conseguiam acompanhar essa inovação no design. É uma pena que, tal como outras tantas, a fabricante finlandesa preferiu copiar as demais, caindo no lugar comum.

Por outro lado, muitos ficaram com receio dessas loucuras de design, e ficaram com medinho de convencer o consumidor que o diferente é legal.

 

Quem arrisca sai escaldado

 

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Uma no cravo, outra na ferradura.

A Samsung apostou na tela curva, e se deu bem com a linha Edge. Tão bem, que o explosivo (sic) Galaxy Note 7 já traz como padrão esse conceito. Por outro lado, a LG escolheu o modelo modular no LG G5, e não foi tão feliz assim.

Muitos fabricantes não apostam em novos conceitos de design por medo de saírem derrotados no competitivo mercado de smartphones. Ou por receito dos consumidores não entenderem essa tentativa de colocar uma identidade própria em seus produtos.

Aliás, em alguns casos, o “inovar” não necessariamente é adotar um design maluco.

 

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A linha Note da Samsung é uma prova disso.

Não é inovador, mas causou uma revolução. Aumentou a tela e colocou uma caneta para interagir com o produto. Foi o suficiente para criar e dominar um novo segmento dentro do setor de mobilidade.

 

Ainda há algum espaço para inovar

 

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Falei mais acima das telas curvas. E aqui pode ser apenas o começo.

Cantos arredondados, remoção do conector para fones de ouvido, posicionamento do leitor de digitais… a margem de melhora existe. Basta os fabricantes usarem da criatividade para desenvolver novas soluções nesse aspecto.

Entendo o medo de rejeição por parte dos fabricantes. E até acho que os lançamentos de smartphones de 2016 são visualmente atraentes. Mas são todos muito iguais.

Um pouco de loucura faz bem de vez em quando.