chamadas telefônicas

 

Todo mundo já passou pela situação de receber uma chamada telefônica automática, previamente gravada, para as mais diversas finalidades. Seja para uma pesquisa de satisfação ou para ouvir o Erasmo Carlos nos vendendo um plano funerário, esta é uma invasão de privacidade absurda, que devia acabar.

Ainda mais quando a chamada é para nosso smartphone ou celular, algo tão pessoal.

Nos últimos anos, essa prática vem aumentando, basicamente com o objetivo de reduzir custos, e também pela maior fidelidade de respostas, mesmo com poucas pessoas respondendo a essas chamadas.

Mas… a pergunta que fica é: em que posição fica o usuário no meio de tudo isso?

A sensação de ser usado é algo inevitável. A empresa que se vale de tal prática não considera os incômodos da chamada, que interrompe a atividade o usuário, tomando o seu tempo.

Por diversas vezes a chamada tem o mesmo objetivo, com várias ligações no mesmo dia. E, ao que parece, não existe uma solução universal para as diferentes empresas que se valem da prática nefasta.

 

 

Para muitos, a forma mais eficiente de tentar reduzir os estragos é utilizar um detector/bloqueador de chamadas. Em meu smartphone eu uso o Who’s Call, que tem um alto índice de sucesso, principalmente quando adiciono números na minha lista negra.

O aplicativo também integra uma base de dados universal de spammers telefônicos, que é alimentada pelos usuários.

As chamadas realizadas por um robô reduzem a dignidade do usuário, que tem seu tempo perdido, e da empresa, que não investe em um ser humano no processo. Mas tudo indica que ter clientes não é um problema para essas empresas.

Por outro lado, os bots podem ser úteis inclusive para o usuário, sendo menos invasivos. Os bots em aplicativos podem orientar os usuários sobre os procedimentos a seguir em diversas situações, o que é algo muito bem vindo para solucionar problemas com diferentes níveis de complexidade.

É fato que a inteligência artificial é o futuro do atendimento eletrônico, mas também está claro que eles não devem ser invasivos, para benefício próprio, das empresas, e dos usuários que devem ser conquistados.