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O lançamento dos novos iPhone 6 e iPhone 6 Plus foi mais um sucesso histórico de vendas da Apple. Mesmo assim, não livrou a empresa de algumas críticas, como a aparição dos primeiros problemas de software, um update para corrigir esses problemas – que inutiliza os smartphones -, e uma aparente facilidade para dobar o dispositivo. Porém, um motivo de reclamação que não procede é a nova disposição de opções de armazenamento.

A Apple oferece nos novos iPhones modelos com 16,64 e 128 GB, algo que inicialmente é estranho, já que a versão de 32 GB poderia ser a primeira. Existem duas explicações para isso.

Passar de um smartphone de 16 para 32 GB (qualquer um, não só da Apple) sai muito mais caro para o usuário final do que para o fabricante. Hoje, a diferença passa a ser menos significativa, por conta dos custos desses componentes, e a Apple lança de argumentos no mínimo interessantes para iniciar a oferta de novos iPhones com o modelo de 16 GB.

O custo médio das peças utilizadas em um iPhone 6 oscila entre os US$ 200 e os US$ 247 do modelo de 128 GB. No caso do iPhone 6 Plus, esse custo varia entre US$ 216 e US$ 263, para esses mesmo modelos. Logo, podemos concluir que o salto entre os 16 GB e os 128 GB custa para a Apple US$ 47, enquanto que para os usuários custa US$ 200 (isso, nos EUA; no Brasil, esse valor é, em média, quatro vezes maior).

Segundo a IHS, a margem de lucro do iPhone 6/6 Plus de 16 GB é de 69%, enquanto que a dos modelos com 128 GB é de 70%. Se a Apple lançasse um modelo com 32 GB de armazenamento no lugar do modelo de 16 GB, a margem de lucro cairia um ponto percentual, saindo de 69% para 68%.

A partir dessa perspectiva, esse já é um motivo coerente, uma vez que toda e qualquer empresa que se preze tem como missão básica maximizar os lucros. Porém, uma segunda razão ainda mais forte explica a decisão: se existisse um modelo com 32 GB disponível, esse seria muito mais escolhido do que as versões com 64 e 128 GB.

É evidente que a experiência de usuário com o modelo de 16 GB pode ser prejudicada pela limitada capacidade de armazenamento (ainda mais quando o iOS 8 consome tanto espaço), e apenas por conta disso, muitos usuários nem pensarão nesse modelo como alternativa, saltando direto para a versão com 64 GB de armazenamento, o que automaticamente aumenta a margem de lucro da Apple nas vendas dos novos iPhones.

Brilhante, não?

Via Re/Code