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Desde que eu descobri a Internet, eu sempre fui fascinada por ela. Em 1996, quando fiz a minha primeira conexão (residencial, via The Microsoft Network… e minha mãe até hoje não sabe que fui eu que fiz tais ligações para a Espanha…), eu nem sabia mandar um e-mail. E foi fantástico compreender a sua estrutura (nome@email.com).

Com o passar do tempo, fui me familiarizando com a tecnologia, e tudo que estava relacionado com ela. Hoje, depois de usá-la por quase 20 anos, dependo dela para ganhar o meu rico dinheirinho, e entendo que é uma das melhores coisas que existem nesse planeta (exceto pelos trolls que nasceram por conta dela). Com ela, é possível fazer de (quase) tudo, e em qualquer lugar.

Agora, com a chegada da Internet das Coisas, o meu interesse aumenta ainda mais. Ter eletrodomésticos e dispositivos de todas as espécies conectados à internet pode facilitar e muito as nossas vidas, tanto no gerenciamento desses eletrodomésticos, mas principalmente, na praticidade das possibilidades de uso que o conceito oferece.

Começando bem o ano para a Internet das Coisas

Durante a CES 2014, muitos dispositivos que se alinham ao conceito da Internet das Coisas apareceram. Os mais interessantes foram os “wearables”, ou seja, relógios, colares, anéis, óculos… e até roupas! Todos eles com a promessa de ficarem conectados o tempo todo, dispensando a necessidade de retirar o smartphone do bolso.

Iniciativas como o LG Homechat ou o Samsung Smart Home fazem com que todos os eletrodomésticos da casa fiquem conectados à web, permitindo o gerenciamento via smartphone ou tablet, dentro e fora de casa. Isso, para mim, é algo simplesmente sensacional.

“Vem ni mim”, crowdfunding!

2013 foi um grande ano para as plataformas de crowdfunding, como Kickstarter e Indiegogo. Mais e mais pessoas descobriram o quanto o quão genial é ter uma ideia e apresentá-la ao mundo, sem depender da sorte de conseguir um padrinho que a financie. Ou ainda melhor: que uma ideia que parece ser muito boa é ajudada por toda uma comunidade, para que se torne realidade.

Em 2013, novos gadgets apareceram via crowdfunding, e por conta disso, mais de US$ 5.1 bilhões foram movimentados nessas plataformas. E as previsões mais otimistas apostam que essa quantidade de dinheiro vai dobrar em 2014.

O crowdfunding é uma das melhores ideias que apareceram na internet. É aberta para financiar projetos de todo o tipo, e novos dispositivos que realmente valem a pena chegam ao mercado. Muitos deles entram no perfil da tal Internet das Coisas.

Um 2014 mais conectado do que nunca

De acordo com a Cisco, entre 2003 e 2010, haviam mais pessoas do que coisas conectadas no mundo, e entre 2014 e 2015, teremos aproximadamente 25 bilhões de dispositivos conectados no planeta. A partir desse ano, viveremos a era onde as coisas conectadas na internet estarão em maior número que os habitantes do planeta Terra (que, em 2011, eram 7 bilhões de pessoas).

Logo, vamos presenciar esse ano uma grande mudança para a Internet das Coisas, pois cada pessoa vai ter vários dispositivos que se conectam à web para tornar a vida mais simples. Isso é algo que se nota especialmente nos anúncios de novos gadgets, uma vez que todos eles podem utilizar a internet ou o smartphone como “ponte”.

Outra coisa interessante é que já começam a se repetir os designs e projetos que fazem quase o mesmo. Esta será uma das tendências de 2014, até chegar o momento onde esses dispositivos serão ainda mais baratos. Afinal de contas, muitos consideram hoje normal e acessível os mercados de tablets e smartphones, e quando eles chegaram, eles eram relativamente caros.

Em um futuro próximo, o número de dispositivos conectados serão tantos e em tantos modelos, que será impossível conhecê-los todos de memória. Mas quando isso acontecer, você sempre poderá recorrer à uma ajuda na internet.