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Uma das notícias de destaque na semana passada foi do iminente programa de desenvolvimento de versões prévias do iOS. Oferecer acesso aos usuários à versões prévias dos sistemas operacionais é algo que já é feito a algum tempo: a Microsoft faz isso com o Windows, e a Apple fez o mesmo com as versões preliminares do OS X 10.10 Yosemite.

No terreno dos dispositivos móveis, isso não acontece. Só a Microsoft ofereceu uma versão preliminar do Windows 10. As vantagens desses programas de avaliação são muitas, então… por que não implantá-los de forma massiva nas plataformas móveos?

 

A Microsoft dando o exemplo

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A Microsoft decidiu apostar nesse tipo de soluções preliminares no programa ‘Preview for Developers’, que permite que muitos usuários testassem o Windows 8.1 antes do lançamento de sua versão final. Agora, eles repetem o feito, onde a versão preliminar do Windows 10 para smartphones pode ser utilizada em alguns modelos da linha Lumia.

Essa beta é limitada por razões de logística, mas já descobriram como instalar o Windows 10 em qualquer dispositivo Windows Phone (clique aqui para ler).

A filosofia da Microsoft nesse caso é a mesma daquela adotada para o Windows for Desktops. As vantagens são claras, pois permite que os usuários se transformem em beta-testers, dando opiniões sobre vários aspectos e informando sobre eventuais falhas e inconsistências que podem ser corrigidas antes da versão final do sistema ser lançada.

 

Apple deve seguir a tendência

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A Apple parece ter tomado a mesma decisão, e mesmo sem confirmar oficialmente, é esperado que em março seja liberada a versão preliminar do iOS 8.3, que poderá ser avaliada pelos usuários através do programa AppleSeed.

Além disso, a Apple deve anunciar a nova versão do seu sistema operacional móvel, o iOS 9, durante a WWDC 2015, que acontece no mês de junho. E rumores indicam que antes da versão final do sistema – assim como o novo iPhone – será liberada uma versão prévia do software durante o verão norte-americano.

A publicação dessas versões preliminares segue a mesma estratégia adotada pela Apple com o OS X 10.10 Yosemite, que permitiu a correção de falhas e melhorias de diferentes características do sistema operacional.

 

E a Google?

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A Google oferece essa possibilidade de forma direta, e mesmo assim os usuários precisam esperar muito para atualizar os seus dispositivos para as versões mais recentes do Android. O problema da fragmentação já não é tão grave, e mesmo assim, o Android 5.0 Lollipop está disponível para poucos modelos de smartphones e tablets.

Nem os fabricantes, nem as operadoras facilitam a vida na hora de atualizar os seus dispositivos, e apenas os modelos da família Nexus recebem as novas versões dessa plataforma desde o primeiro dia. No caso da versão Lollipop, a Google ofereceu compilações prévias para os modelos Nexus 5 e Nexus 7 2013 WiFi alguns meses antes do seu lançamento, para que os desenvolvedores já pudessem preparar os seus aplicativos e avaliar o SDK do novo Android. Mas a Google nunca abriu um período de testes para avaliação dos usuários de outros dispositivos.

Os problemas de colocar um plano desse tipo em prática não são tão graves. A Google poderia estabelecer uma série de especificações mínimas para executar as novas versões do sistema antes do seu lançamento (tal como fez a Microsoft), mas eles não parecem estar dispostos a isso.

Talvez a gigante de Mountain View deveria considerar essa possibilidade, o que certamente reforçaria o interesse pela plataforma, principalmente no caso dos usuários que são viciados em testar tudo o que é novo. Mesmo que não seja totalmente estável.