Hugh Hefner, a mente por trás da revista Playboy

Hugh Hefner, a mente por trás da revista Playboy

O CEO da Playboy, Scott Flanders, confirmou em entrevista ao The New York Times o fim da nudez na lendária revista a partir de março de 2016.

Acaba assim uma era que começou em 1953, quando o mito Marilyn Monroe estreou a primeira edição de uma revista que iniciou e liderou uma revolução sexual no meio do século 20. Porém, a Playboy se tornou mais uma entre tantas revistas que sofreu das mudanças do tempo, sendo superada pelas mesmas mudanças nas quais ela foi pioneira.

A edição história com Marilyn Monroe na capa teve uma tiragem de 5.6 milhões de exemplares nos EUA. Em 1972, a revista alcançou picos de vendas de 7 milhões de unidades. Hoje, com muitas dificuldades, eles alcançam vendas de 800 mil unidades.

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Várias outras revistas apareceram e que seguiram os passos da Playboy desapareceram. Apesar de não haver números detalhados no segmento de revistas para adultos, poucas hoje resistem de forma reduzida, disponíveis em lojas especializadas. A Penthouse, a mais famosa concorrente da Playboy, decidiu ser mais explícita nas suas publicações e, mesmo assim, não se recuperou.

As revistas eróticas ou pornográficas, incluindo aquelas tão tão reconhecidas como a Playboy, perderam hoje o seu valor de impactar as pessoas, o seu valor comercial e a sua relevância cultural. E a “culpada” de tudo isso? Todo mundo conhece: a internet.

Qualquer adolescente ou adulto com um smartphone com conexão à internet pode acessar a pornografia online com poucos cliques. A Playboy removeu a nudez completa do seu portal de internet em agosto de 2014. O resultado disso? A idade média dos seus usuários baixou de 47 para 30 anos de idade, e o seu tráfego web passou de 4 para 16 milhões de usuários únicos. Isso foi a gota d’água para que eles tomassem a mesma decisão para a revista, que será mais moderna e limpa, com imagens com censura a partir de 13 anos. A playmate mensal continua a existir, mas com um pouco mais de roupa.

Flanders deixa claro que a motivação para essa decisão é o fato de “qualquer pessoa está a um clique de um ato sexual de qualquer categoria de forma gratuita”. E, no final das contas, aquela desculpa que você dava para a sua mulher do “eu compro a Playboy para ler as matérias” vai FINALMENTE ter um fundo de verdade.

Sinal dos tempos.

Via The New York Times