PewDiePie

PewDiePie não aprendeu nada mesmo.

Ou é isso, ou sua memória e absurdamente curta.

Apenas sete meses depois de sua polêmica brincadeira anti-semita (que o levou a perder contratos importantes com empresas poderosas, como a Disney e sua divisão Maker Studios), e mais um episódio constrangedor envolvendo o youtuber Felix Kjellberg vem à tona.

PewDiePie estava fazendo um streaming ao vivo enquanto jogava uma partida online do game PlayerUnknown’s Battlegrounds. Tudo ia bem, até que, em um determinado momento, ele solta um “what a fucking nigger”, em clara alusão à cor da pele do seu oponente, em um comentário 100% racista.

 


 

Segundos depois, ele seu deu conta da bobagem que disse, e pediu perdão. Porém, o estrago já estava feito e retransmitido para centenas de pessoas.

O vídeo com a sua frase não demorou para viralizar, chegando aos ouvidos de gente de peso, como Sean Vabaman, desenvolver responsáel pelo Firewatch, que já anunciou que vai recorrer ao DMCA (lei de direitos de autor para meios digitais) para retirar os vídeos do PewDiePie onde o seu jogo aparece.

 

 

Vanaman não quer parar por aí: ele também declarou em sua conta no Twitter que está cheio que “essa criança” tenha oportunidades de ganhar dinheiro, e que muita gente associe suas marcas à Felix, financiando e respaldando um “propagador de lixo depreciável”.

A reação de Vanaman pode ter como combustível o fato de, no passado, PewDiePie enviar para o YouTube uma reprodução completa de Firewatch, que nesse momento conta com 5.7 milhões de reproduções na plataforma – que, por sua vez, ganha dinheiro com isso. Agora, esse vídeo foi eliminado da conta, já que o processo foi apelado diretamente para a DMCA.

 

 

É de se esperar que não apenas a Campo Studio se volte contra Felix, mas outras empresas e marcas que podem se ver ofendidas pelas infelizes palavras do youtuber.

E, de novo, deixo a pergunta: vale mesmo qualquer coisa para se obter audiência no YouTube?

 

Via KotakuTechCrunch