Pela primeira vez na história, um estudo da Forrester sobre o uso da Internet detectou uma pequena queda no tempo que as pessoas gastam conectadas, desde que o estudo começou a ser feito, em 2009. A queda é comparada aos dados levantados com os dados levantados pelo estudo em 2011, e segundo a Forrester, esses números não demonstram uma queda real no uso da internet, mas sim uma mudança na noção do que realmente significa “estar conectado”.

A pesquisa foi feito com mais de 58 mil usuários de internet de faixa etária adulta nos Estados Unidos. Segundo a análise dos analistas da Forrester, o conceito de “ficar conectado” está se tornando algo mais “fluído”. Os consumidores consideram algumas das atividades que eles realizam na web como atividades relacionados com o “usa da internet”, e não como uma atividade regular, como navegação na rede, troca de mensagens nas redes sociais, entre outras.

Isso também mostra que a internet se tornou algo normal na vida das pessoas. Tão comum que os internautas já não estão mais marcando o tempo que ficam navegando no Facebook ou no Twitter, por exemplo. Esse tempo só é marcado quando o usuário está realizando algum tipo de tarefa específica, como buscas de conteúdo e pesquisas no Google. Aí sim, os internautas consideram esse tempo como “tempo gasto”.

O estudo não mostra apenas o declínio do uso da internet, mas também demonstra a queda das vendas nos Estados Unidos de desktops, notebooks e netbooks. Segundo a análise, os smartphones e os tablets já são os produtos que são prioritários para o uso da internet, principalmente para acesso nas redes sociais. Os usuários preferem utilizar o laptop ou o desktop para exercer outras atividades mais “sérias”.

Essa delimitação entre o PC e o smartphone/tablet pode indicar também que os usuários da internet não consideram que as vezes que eles usam um dispositivo móvel como um “uso da internet”, ou um “tempo gasto na internet”, mas sim apenas quando esse mesmo usuário realiza alguma tarefa em específico na web, diante de computadores convencionais.

A pesquisa também indica a média de horas que o internauta norte-americano adulto gasta na internet, registrando uma queda de 21.9 horas/mês em 2011, para 19.6 horas em 2012. Além disso, outras mídias tradicionais também registraram a sua primeira queda de uso desde 2009, como o consumo de televisão, leitura de revistas e consumo de rádio, o que indica que as demais mídias também sofrem uma relativa queda de consumo por parte dos usuários.

Enfim… é sinal que o comportamento está mudando de alguma forma.

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