Paul Allen, co-fundador da Microsoft ao lado de Bill Gates, é outro que está testando de forma antecipada a versão final do Windows 8, e está gostando do que está vendo. Não de forma tão entusiasmada quanto o seu colega de fundação de empresa, detectando algumas características que ele mesmo descreve como “intrigantes” no novo sistema.

O Windows 8 chegará ao mercado no final do mês de outubro, e apesar de sua baixa adoção junto aos usuários (em versão prévia), o novo sistema traz como principal novidade ser o primeiro a contar com duas interfaces de usuário, e um modo específico para interagir com as tela sensíveis ao toque. A antiga interface Metro, que hoje se chama “Windows 8 Style” é voltada para os tablets, enquanto que a interface mais tradicional é pensada para os PCs convencionais.

Allen descreve o seu ponto de vista em um post no seu blog pessoal, com uma análise bem completa do Windows 8, incluindo capturas de telas e dicas para ajudar os usuários a personalizarem os seus dispositivos com determinadas características. O que ele conclui é que o sistema é “muito simples e ágil”, e que as características na interface pensada para os tablets são “ousadas e inovadoras”.

Por outro lado, Allen observa que pode ser confuso para os usuários lidarem com duas interfaces tão diferentes, principalmente pelo fato de um mesmo aplicativo se apresentar de forma bem diferente nas duas interfaces, como é o caso do Internet Explorer, que pode ser aberto e executado simultaneamente nos dois ambientes. Exemplo: se você abre o IE no tablet, e vai para o desktop, ao ligar, a seção do navegador é iniciada, ficando no mesmo ponto da seção de navegação que você interrompeu no tablet.

Palavras de Paul Allen:

“O Windows 8 certamente vai exigir um breve período de adaptação para que os usuários se familiarizem como novo sistema operacional, e se sintam confortáveis com os dois modos de interface de usuário”.

Por um lado, o Windows não permite que os usuários iniciem os seus sistemas com o ambiente de trabalho como o modo de exibição padrão de sua preferência, algo que, no entendimento de Allen, deveria ser uma opção do usuário. Ou seja, o Windows 8 sempre vai iniciar no modo “Windows 8 Style”, com a sua interface pensada nos tablets, e não com a interface que eles já estavam acostumados. Além disso, a nova barra “Charms”, que oferece acesso a alguns recursos importantes, como configurações de pesquisa, não é tão simples de ser utilizada, e os usuários iniciantes terão dificuldades em utilizá-la.

O que Paul Allen descreve como mais “intrigante” foi o ajuste aos novos recursos a partir da visão de um usuário de desktop tradicional. Por exemplo, ele teve dificuldades em usar o Windows 8 com múltiplos monitores e, às vezes, o sistema simplesmente alternava entre os dois modos de uso em momentos indesejados. “Pessoalmente, eu quase sempre prefiro que o Windows me deixe escolher qual o modo que quero usar”, alerta Allen.

Porém, Allen informa que os usuários de dekstops mais experientes, ou que pegam rapidamente as mudanças em diferentes versões de sistemas operacionais, vão pegar o jeito do Windows 8 rapidamente. Além disso, ele observa que o Windows 8 nos tablets é um sistema muito elegante, com respostas rápidas, e que pode sim bater de frente com os demais tablets disponíveis no mercado.

“Estou confiante que o Windows 8 pode oferecer o melhor dos recursos herdados do sistema Windows, com um olhar para um futuro muito promissor”.

Via CNET