Sim. Mario e Luigi estavam presentes. Mais uma edição da Game World Brasil aconteceu nesse fim de semana, e eu estive presente no último sábado (31/03) para registrar alguns momentos do evento. E, apesar da feira estar bem longe de ser uma E3, ela pelo menos se destacou pela animação dos fãs de games que lá estavam presentes.

O evento aconteceu no Centro de Convenções do shopping Frei Caneca, em São Paulo. O espaço é bom para eventos de pequeno e médio porte, mas acho que para um evento que já está na sua terceira edição, está na hora de arriscar um passo maior, para receber mais pessoas, ou oferecer um espaço maior para os expositores. Por outro lado, na tarde de sábado que lá existe, havia um público bom, mas que não superlotou o local. Quero dizer, era possível transitar por lá sem as pessoas pisarem no seu pé, ou trombadas e solavancos. Logo, a decisão pelo centro do Frei Caneca ainda (e eu disse AINDA) é uma opção viável.

Começando pela Nintendo, que apostou no casual, em vários sentidos. Um stand para Mario Party 9, outro para os lançamentos do Nintendo 3DS, e alguns pontos de jogos dedicados ao Wii com jogos voltados para o público infantil.

E Mario Party 9 chamou a atenção dos gamers casuais, com muita gente experimentando o jogo.

A criançada gostou dos jogos disponibilizados para o Nintendo Wii.

Para os fãs de futebol, o jogo mais procurado foi FIFA Street. E, realmente, o novo jogo chama a atenção pela intensidade e pelo fator diversão. Uma jogabilidade incrível, o que incentivava algumas pessoas a saírem do evento com uma cópia do jogo.

E por falar em futebol (e em FIFA)…

O Carrefour realizou mais uma edição de campeonato FIFA 12, com uma galera animada e compenetrada. Para colocar os fifeiros no clima, uma trilha sonora com samba e pagode rolava em alto som nessa área, mostrando que a Game World Brasil é democrática na sua trilha sonora (do outro lado do pavilhão, o Guitar Hero rolava solto).

A Microsoft também apostou no casual, apresentando mais de perto o Kinect Rush.

Kinect Rush repete a fórmula bem sucedida de jogos de ação e aventura já vista em outras versões de jogo para a mesma série. Dessa vez, o jogador tem que se passar por um herói para enfrentar obstáculos e vencer desafios. Tudo isso, contando com a alta interação que o Kinect é capaz de oferecer.

Os gamers mais exigentes, ou “hardcores” não foram esquecidos nessa edição da Game World Brasil. Muito pelo contrário.

Street Fighter vs Tekken foi um dos jogos mais procurados e reproduzidos no evento nos consoles disponíveis. E não apenas durante os momentos onde o torneio do jogo acontecia. Durante todo o tempo, onde o jogo era disputado entre dois jogadores, a aglomeração era grande, com uma galera empolgada para ver as partidas.

Os jogos de ação e de corrida também foram bem explorados pelos gamers.

E, como não podia ser diferente, se estamos falando de jogos de corrida, F1 2011 não poderia ficar de fora.

Porém, sempre existe uma forma mais realística de se jogar um jogo de F1. Em muitos casos, uma cadeira personalizada pode fazer milagres na hora do jogo.

Entre os fabricantes de hardware, ASUS e NVIDIA levaram o seu arsenal para o evento, mostrando o que há de melhor em suas respectivas propostas.

A ASUS explorou ao máximo o seu tablet Transformer, que estava presente em vários stands, mostrando a sua capacidade de entretenimento e poder gráfico, com as imagens reproduzidas em grandes telas. E não só isso: eles ofereceram a possibilidade de conectar joysticks convencionais nos tablets, mostrando que as opções de jogos não estão restritas apenas ao controle na tela.

Isso mostra também o início de uma nova fase, ou de uma mudança de comportamento dos fabricantes, em começar a explorar de forma mais enfática os tablets, encarando esse dispositivo como uma plataforma de games. Será que veremos nas próximas edições do evento um maior empenho dos desenvolvedores em oferecer produtos dedicados aos tablets (jogos, periféricos, acessórios, etc), com uma área exclusiva para o produto? Só o tempo vai responder essa pergunta.

Os desktops também receberam destaque, com apresentação de novos periféricos, principalmente placas gráficas e processadores. E não só a parte interna mereceu destaque: gabinetes incrementados, com configurações elevadas, e um desempenho invejável.

Voltando um pouco para o mundo dos games, Sonic teve uma área especial. Talvez para servir de contraste com a recente notícia do alto prejuízo da Sega, que decidiu não mais investir em novos jogos, apostando apenas nos personagens existentes.

Acho que um dos motivos da Sega entrar em crise foi as escolhas de gosto duvidoso com certos clássicos. Tudo bem, é divertido ver Mario e Sonic se encontrando em um mesmo jogo para atividades olímpicas. Mas é muito estranho ver uma versão do Sonic em robô fazendo ginástica rítmica! Definitivamente, não rola.

Mas nem tudo se resumiu aos jogos eletrônicos na Game World 2012.

Uma espécie de “área de convivência” foi criada, onde os fãs de jogos de cards e aqueles que queriam desafiar novos e antigos amigos em partidas de Nintendo 3GS podiam interagir de forma mais tranquila e civilizada. Uma boa sacada para aqueles que não queriam ficar de pé para exercer tais atividades (e correr o risco de alguém trombar com você). Era uma área boa para descanso e bate-papo.

O bom humor também foi a palavra de ordem do evento. Além dos cosplays e de pessoas esquisitas que tentaram fazer cosplays, destaco esse contraste de dois mundos: Mario e Luigi tirando fotos com um cover de The Terminator. Muitas risadas quando essa foto foi tirada.

Por fim, a arte. Bustos de argila estavam sendo produzidos ao vivo no evento, e o resultado você vê abaixo. Simplesmente impressionante.

Antes de encerrar, duas observações a serem feitas sobre o evento:

– apesar das apresentações e palestras, o evento não explorou muito os lançamentos de mercado. Eles apareceram, mas tiveram mais um clima de festa de fãs de games do que um evento comercial. Isso não é ruim, pois deixou o evento bem descontraído. Porém, poderia se pensar nisso nas próximas edições, mesmo que para isso se dedique o primeiro dia para explorar especificamente os lançamentos e novidades.

– a Saraiva montou um stand de vendas de games no evento, o que é uma iniciativa excelente. Porém, ela ficou ofuscada pelos preços, que eram os mesmos das lojas físicas da empresa, ou da sua loja virtual. Tudo bem que havia o benefício do comprador levar o game para casa na hora, mas entendo que, nesse tipo de evento, a loja poderia ter oferecido algum desconto para os visitantes do evento, com o objetivo de incentivar a compra do produto. Em eventos como a Game World Brasil, o público-alvo do mercado de games está lá, e podem se empolgar pelas novidades testadas, e gastar ainda mais do que normalmente compraria vendo os trailers dos jogos no YouTube. Logo, a Saraiva perdeu uma chance de lucrar ainda mais com as vendas físicas dos jogos.

Por fim, a Game World Brasil 2012 foi um bom evento. Uma tarde agradável, de muita diversão, e que foi capaz de me reanimar a jogar o meu Xbox 360, que está a algum tempo parado por causa das atividades profissionais. Vale a pena a visita na edição 2013, para garantir algumas horas de jogatina, novas amizades e boas risadas. Ainda nessa semana, publicaremos um vídeo com alguns momentos da tarde que visitamos o evento. Fiquem ligados!