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Agora é oficial: a Panasonic está abandonando a produção de smartphones, para direcionar os seus recursos para outras áreas mais importantes. O anúncio confirma as informações publicadas recentemente na imprensa japonesa, e a empresa deixa público que deixará de fabricar produtos de forma interna, optando por licenciar a sua marca para outras empresas em mercados emergentes, como a Índia, por exemplo.

Esta decisão é parte do plano estratégico desenvolvido pelo presidente da empresa, Kazuhiro Tsuga, que tem a missão de arrumar o caixa da empresa.

As últimas previsões indicam que a divisão mobile da Panasonic perderá mais de 1.1 bilhão de ienes durante o atual ano fiscal, e durante o último período fiscal, suas perdas foram de 8.1 bilhões de ienes. Segundo informa Tsuga, “não é aceitável para a empresa sangrar essa tinta vermelha dessa maneira, de modo que temos que pensar em uma forma onde podemos desenvolver nossas propriedades em uma direção mais efetiva”.

Para os fãs dos smartphones da Panasonic, nem tudo está perdido. O fabricante japonês pensa em seguir produzindo telefones reforçados de caráter profissional, complementando assim a sua linha de notebooks resistentes Thoughbook, um segmento onde a Panasonic é mais reconhecida.

Ainda que a Panasonic limitava seus esforços no mercado de smartphones ao Japão, não faz mais de um ano que eles começaram a olhar com outros olhos para o ocidente, com o seu Eluga dL1, um smartphone bem interessante e resistente à água, que infelizmente não chamou a atenção dos consumidores (muito em parte por não conseguir acordos promocionais com as principais operadoras dos Estados Unidso e Europa).

No Japão, a Panasonic também não vai muito bem das pernas. Em 2001, eles eram o segundo maior fabricante de telefones móveis, com 19% do mercado, perdendo apenas para a NEC (que também vai encerrar a sua divisão de smartphones). Hoje, essa porcentagem é de apenas 7%, e as operadoras decidiram se unir à concorrência.

Vendo que a situação da empresa dentro e fora do país era insustentável, não causa nenhuma estranheza a decisão da Panasonic, que decidiu cortar o mal pela raiz.

Via Yahoo!