João, José, Pedro e Maria são nomes comuns. E as novas gerações não querem ser comuns. Querem ser especiais, até mesmo no nome dos filmes. E isso não vem de hoje: nomes como Michel, Jonathan, Ayrton e Beckham já foram dados aos pequenos rebentos em diferentes situações. Logo, não deveria causar surpresa se uma criança recebe o nome “#”.

Foi exatamente isso o que aconteceu. No último fim de semana, os orgulhosos pais do recém nascido batizaram a filha com o nome de Hashtag Jameson. Mesmo com a possibilidade dessa ser uma brincadeira, o mero detalhe de colocar para a filha o nome do símbolo de identificação de tópicos mencionados nas redes sociais causou algumas manifestações de revolta de alguns internautas.

O assunto é controverso. É claro que, nos dias de hoje, é bem possível que as pessoas se conheçam pelas redes sociais, como Twitter e Facebook, e até acabem se apaixonando quando esse relacionamento passa para o mundo real. Anunciar o nascimento do filho nessas mesmas redes? Ok, é até saudável. Agora, dar o nome da criança de Hashtag. Tá, é original. Mas… será que a sociedade está preparada para isso?

Isso, sem falar nos diversos trocadilhos que podem ser feitos com o indivíduo, como: “Hash, take out the trash!”, ou “Tag, you’re a drag” (o segundo pode ser até maldoso para alguns).

Por outro lado, algumas manifestações parecem ser um tanto quanto exageradas, como internautas pedindo que acionem o serviço de proteção ao menor, ou até mesmo uma citação de Albert Einstein: “apenas duas coisas são infinitas: o Universo, e a estupidez humana, e eu não tenho certeza sobre a primeira”.

Não queremos aqui dizer o que é certo ou errado na hora de dar o nome para os filhos dos outros. O mais importante que isso é que toda criança seja criada com amor, carinho, respeito e responsabilidade. Hashtag Jameson é sim um ser humano real. E esperamos que ela cresça feliz e saudável.

Até porque o nome você pode mudar depois de adulto.

Via CNET