smartphones

 

Um pai norte-americano, preocupado com os resultados que os smartphones podem oferecer aos seus dois filhos, quer agora que o uso dos dispositivos pelas crianças seja algo proibido por lei.

Tim Farnum, pai de duas crianças com 11 e 13 anos de idade, deu dois smartphones aos seus filhos em 2016. O problema é que os resultados do presente foram desastrosos: seus filhos deixaram de ter uma vida ativa para se dedicarem exclusivamente aos dispositivos, se tornando agressivos às corrigendas do pai, com um comportamento semelhante ao de um viciado em drogas.

Farnum criou então a Parents Against Underage Smartphones (PAUS), que criou uma lei que proibisse a utilização de smartphones por crianças com menos de 13 anos.

Nem todos concordam que se crie leis que interferem com as liberdades civis, ou que os mais determinem o que acha adequado para seus filhos. Embora a lei se valha de exemplos de outros vícios, como consumo de drogas e álcool, o fato é que o smartphone pode ser muito positivo, auxiliando o ensino, localizando as crianças perdidas e outros expedientes.

O real problema não está nos smartphones, mas sim na educação (ou falta dela) que os pais deram (ou não) para seus filhos, além das regras (ou não) que foram aplicadas para que os efeitos positivos suplantassem os negativos.

Também é frequente vermos pessoas reclamando que seus filhos só comem com o tablet na mesa. Essas pessoas também devem jantar com o smartphone na mão.

Dar o exemplo é fundamental, além de determinar os limites para evitar os exageros. Dessa forma, fica desnecessário querer proibir o acesso a equipamentos que muitos benefícios podem trazer para as crianças.

Só para lembrar: no passado, a mesma discussão envolvia a televisão, com os mesmos argumentos. Depois, foram os computadores, os videogames…

Só eu estou percebendo que tem sempre alguém querendo transferir a culpa para alguém?

 

Via ArsTechnica