Depois de arrasar na Kickstarter e ultrapassar em muito a sua meta de US$ 950 mil para financiar o seu projeto, a Ouya parece estar atenta de que este é o seu momento, e os seus criadores seguem atualizando os seus milhares de “investidores” ao redor do planeta sobre o estágio de desenvolvimento do console, cujas especificações técnicas (em parte) foram conhecidas, inclusive o seu controle oficial.

O console “livre” conseguiu a façanha de arrecadar mais de US$ 6 milhões em doações, e chamou a atenção de diversos desenvolvedores e empresas ligadas ao mundo dos videogames, dentre as quais destaco nesse post a OnLive, que fechou um acordo com a startu-up de Julie Uhrman para oferecer um serviço de jogos por streaming para o Ouya, quando o mesmo chegar ao mercado.

A OnLive é conhecida por oferecer jogos na nuvem para computadores e diversos dispositivos, como televisores e set-top boxes, e vai oferecer ao console de US$ 99 o mesmo catálogo de títulos presente em suas outras versões, que é um amplo leque de jogos para escolha, através do formato de assinatura, pagamento único ou até uma demonstração de 30 minutos. O OnLive permite que o usuário jogue nem nenhum tipo de armazenamento de conteúdo na unidade de armazenamento do equipamento do cliente, mantendo todas as nossas partidas salvas e perfis de jogo na nuvem, com opções para recuperar as partidas exatamente do mesmo ponto que você parou, a qualquer momento, e em qualquer equipamento que conte com uma conexão de banda larga compatível com o serviço.

Além disso, como o tempo de arrecadação ainda não terminou, e o dinheiro que a Ouya possui é exorbitante, a empresa pode se dar ao luxo de pensar em ideias mais sofisticadas, ou mimos especiais para os gamers mais empolgados no projeto. O console segue aberto, e você não vai pagar nada pelos jogos, mas se você investir na página do console na Kickstarter até o dia 9 de agosto com a quantia de US$ 140, vai receber uma edição especial do console na cor café, escolhida especialmente pelo designer Yves Behar, um dos “pais” do Ouya.

A cor do console da edição limitada é só uma parte de suas novidades, pois eles anunciaram também que chegaram a um acordo com o Vevo, para oferecer vídeos musicais por demanda. Como era de se esperar, o console não poderá ser usado apenas para jogos, mas pode se converter em uma central de entretenimento completa.

O Ouya se apresenta como um novo paradigma no mercado de consoles domésticos, oferecendo um sistema aberto para todo o tipo de desenvolvedores e prometendo jogos gratuitos aos usuários, tanto nas versões de testes e versão de compra, como em jogos no estilo “Freemium”, onde o jogo em si não requer nenhum tipo de pagamento, mas os seus complementos, que ampliam a experiência do jogo, são pagos.

O console Ouya vai contar com um SoC NVIDIA Tegra 3 com quatro núcleos ARM e GPU GeForce, gerenciados pelo sistema operacional Android Ice Cream Sandwich (ou até mesmo o Jelly Bean), o que poderia resultar em um catálogo de jogos muito casuais, ou talvez de baixa qualidade, mas graças ao acordo com a OnLive e outros distribuidores de conteúdo para games de renome, as possibilidades desse sistema doméstico prosperar se multiplicarão.

Resumindo: o Ouya (aparentemente) tem tudo para ser um bom investimento para qualquer gamer que está cansado dos jogos das plataformas da Microsoft, Sony e Nintendo. Afinal de contas, quem não quer jogos em streaming na sala de casa, sem a necessidade de um computador?

Via Pocket-Lint e Kickstarter