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Os dispositivos vestíveis ou wearables estavam destinados a ser um dos destaques entre os produtos de tecnologia para 2015, mas pelo ritmo das vendas abaixo do esperado, tudo indica que não será assim. Ele não atraiu o interesse da grande massa de consumidores, pelo menos por enquanto.

Duas pesquisas da empresa de análise eMaketer destacam a queda de interesse por esses dispositivos nos últimos meses, quando muitos esperavam o contrário. Um dado revela que 17% dos norte-americanos contavam com um dispositivo wearable, e em maio, apenas 7% deram a mesma resposta.

Outro dado interessante vem do Apple Watch, que muitos acreditavam que impulsionaria as vendas do setor. Ontem (21), a Apple apresentou os seus resultados financeiros sem revelar dados efetivos de venda do seu relógio. Sabendo como a empresa gasta no seu marketing, tudo indica que as vendas ficaram abaixo do esperado, mesmo com Tim Cook afirmando que ‘ficaram acima das suas expectativas, e proporcionalmente maiores que as do iPhone e iPad na ocasião do lançamento das primeiras versões desses produtos’.

Vale lembrar que o dado passado por Tim Cook não quer dizer absolutamente nada sem números concretos, pois os momentos de lançamento foram muito diferentes, e em 2007 a situação da Apple não era nem próxima da que vemos hoje.

Mesmo assim, a consultora Canalys afirma que a Apple vendeu 4.2 milhões de unidades do Apple Watch no segundo trimestre de 2015, o que o posiciona como o smartwatch mais vendido do mercado. Vendas principalmente das reservas de lançamento. Depois disso, as vendas do produto caíram 90% nos Estados Unidos. Além disso, dois terços dos Apple Watch vendidos até agora foram da edição ‘Sport’, a mais barata e a de menor lucro.

 

Não podemos considerar a morte dos wearables. Ainda…

A Apple está desenvolvendo a segunda geração do Apple Watch para resolver múltiplas carências do modelo original. Os demais fabricantes também trabalham nisso, com vários produtos que chegarão ao mercado ainda em 2015, buscando o ponto de madureza do setor.

A indústria viu na atividade física e na saúde o melhor foco para esses dispositivos. Um estudo mostra que os cuidados da saúde em toda a sua extensão é o parâmetro mais importante para adquirir um dispositivo com essas características.

E aqui entra todo mundo no mesmo grupo. Relógios inteligentes, pulseiras quantificadores e dispositivos relacionados. Melhorando as especificações, autonomia, dependência dos smartphones ou número e qualidade de aplicativos. Tudo isso será essencial para impulsionar o setor de wearables.