O Internet Matters, site britânico de proteção infantil online, e o Mumsnet, fórum para pais do Reino Unido, revelam em um relatório as principais preocupações sobre os reais perigos da pirataria digital.

O relatório alega que, se as crianças assistem conteúdo ilegal via streaming, ela e a família podem ficar expostas a ameaças virtuais e conteúdo nocivo inesperado. Aqui, há menções ao Kodi, alvo dos lobbies antipirataria, considerado uma fonte de conteúdo de origem duvidosa, mas também pode ser encontrado em vários aplicativos ilegítimos para smartphones, tablets e Smart TVs.

Em resumo: o estudo não recomenda o uso dessas alternativas se o usuário quer garantir a sua segurança. Porém, tais afirmações sem dados empobrecem o documento.

Será que os sites de download e retransmissão de conteúdos ilegais são mesmo a maior fonte de malware?

Para Mikko Hypponen da F-Secure, isso nunca foi verdade. Os anexos maliciosos em e-mails, complementos e plugins para navegadores e os kits de exploits são muito mais nocivos. Talvez o maior problema dos sites piratas é que sempre é difícil saber quem está por trás deles.

Já Bogdan Botezatu, do BitDefender, afirma que complementos para retransmitir conteúdos via Kodi faz com que geralmente não crie a interação com o site, o que minimiza o risco de infecção. O maior risco está nos complementos que exploram uma vulnerabilidade no próprio aplicativo.

Isso não quer dizer que não temos que tomar medidas para evitar que nossos filhos não acessem conteúdos inapropriados, algo que pode vir através de vias legais (YouTube, Vimeo, Facebook). Por outro lado, as fontes não oficiais sempre oferecem um risco para a segurança do usuário, mas não a principal fonte de malware.

É importante esclarecer isso para os mais leigos.

 

Via TorrentFreak