A Google publicou os seus princípios éticos sobre inteligência artificial, em forma de sete mandamentos ou manifestos de intenções.

Basicamente é o conjunto de mandamentos para aqueles que contam com um grande poder nas mãos, e que precisam estar cientes que, em função disso, contam também com grandes responsabilidades.

Para a Google, a inteligência artificial deve:

1. Ser socialmente benéfica
2. Evitar criar ou reforçar finalidades injustas
3. Construir-se e comprovar-se claramente à segurança
4. Ser responsável diante das pessoas
5. Incorporar princípios de privacidade
6. Manter altos padrões de excelência científica
7. Estar disponível para usos que estão de acordo com esses princípios

Ainda que muitas dessas questões éticas sejam discutíveis, a leitura do manifesto explica porque a Google anunciou que não vai seguir colaborando com os militares norte-americanos, além de estabelecer os limites que nenhum projeto da empresa nesse aspecto deve cruzar.

Recentemente, também se questionou o comportamento da inteligência artificial da Google Duplex, ainda em fase experimental, pois ‘poderia enganar as pessoas, se passando por um ser humano’, entre outras coisas. Isso violaria o princípio #4 e, quem sabe, algo mais.

Teria feito um bem danado a esses princípios adicionar o tradicional Don’t be evil, que foi quase esquecido dentro do seu código de conduta, mas ao menos agora temos sete mandamentos que não são tão ruins assim, e que a Google agora é obrigada a seguir.

Se com o tempo a empresa vai ignorar, modificar ou ampliar essas regras, aí é outra história.

 

Via Google