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Alguns modelos top de linha como os iPhones 5s e 6, os Galaxys S5 e S6 ou o Galaxy Note 4 contam em comum com o leitor biométrico, que por sua vez se tornou uma tecnologia real e palpável, mesmo com um uso bem limitado por enquanto. Porém, com uma clara perspectiva de se tornar algo essencial nos futuros smartphones.

Hoje mesmo utilizamos a autenticação biométrica no smartphone, mas já temos novos caminhos se abrindo para que esses leitores façam muito mais. Seu futuro é extremamente promissor, e mesmo com poucos dispositivos disponíveis, não vai demorar para que eles se espalhem por todos os lados.

 

Os leitores biométricos, hoje

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Com diferentes tecnologias disponíveis, os leitores biométricos hoje são muito limitados nas suas possibilidades no mercado. Seu principal uso é o de autenticação no sistema operacional, com o simples gesto de pousar o nosso polegar no leitor. Chega de códigos ou qualquer tipo de barreira ou senha.

É fato que temos iniciativas que tentam ir um passo além, como o Apple Pay já disponível em países selecionados, mas desde já são minorias diante das possibilidades reais que estão em um futuro próximo.

Todos esses sensores contam com um funcionamento relativamente simples, com a finalidade de serem simples no uso, rápidos e seguros. Falta então a outra parte da tecnologia: temos o hardware e a identificação, mas não os serviços e funcionalidades para tirar partido do recurso. E é aí que entra a evolução que esperamos no futuro.

 

A evolução que esperamos para um futuro próximo

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E não deve demorar muito. Praticamente todos os fabricantes contam com um ou vários smartphones com leitores de digitais na próxima geração, e todos esses smartphones serão lançados nos próximos 12 meses. O último exemplo disso está no Nexus da Huawei, que deve incorporar o leitor biométrico. E não poemos nos esquecer de outros, como o OnePlus 2.

Boa parta da culpa disso é do Android, sistema da grande maioria dos smartphones fabricados no planeta. Já confirmaram que o Android M vai incorporar o suporte para os leitores de digitais, de modo que o lógico é esperar que muitos dos smartphones a serem apresentados nos próximos meses o incorporem.

Além dos sistema operacional, outra parte da culpa está no pagamento através do smartphone, onde o sensor de digitais tem papel essencial de oferecer uma capa extra de segurança. É fato que podemos pagar com o smartphone em alguns países e estabelecimentos, mas ainda é algo muito minoritário.

O pagamento nos smartphones é essencial para a proliferação dos leitores de digitais. A Apple está mandando bem com o Apple Pay, mas eles não estão sozinhos. Muito em breve, o Google entrará no mercado com o Android Pay (disponível no Android M), e a Samsung fará o mesmo com o Samsung Pay.

A grande dúvida que fica é: para quê mais vamos utilizar os leitores de digitais?

Para autentificarmos o sistema operacional e evitar senhas chatas, para pagar através do smartphone em estabelecimentos públicos ou realizar compras em lojas de aplicativos… e para que mais mesmo?

Ainda há muito ceticismo, mas ideias interessantes estão aparecendo. Mas, por enquanto, nada além do que disse no parágrafo anterior.

É preciso dar tempo ao tempo, claro. Como todas as tecnologias, ela vai exigir que não apenas os fabricantes apresentem suas opções comerciais, mas também os desenvolvedores busquem os seus usos e possibilidades, que tirem partido e se esforcem em aproveitá-las ao máximo. O tempo vai dizer se a introdução dos leitores de digitais é algo positivo e valioso, se renova o mercado da telefonia móvel ou se (pelo contrário) cai em uma mera anedota implantada quase que exclusivamente para todo o sistema de pagamento eletrônico.