torrent

2017 foi o ano em que vimos alguns dos maiores portais Torrent fecharem as portas. KickassTorrents, Torrentz.eu, TorrentHound, What.cd e ExtraTorrent são apenas alguns dos nomes mais populares.

O motivo para o fim desses sites foi a pressão da indústria e de grupos de direitos autorais contra os portais de redes P2P. Porém, isso não fez a pirataria retroceder. Até porque os serviços estão usando meios mais “criativos” para distribuir conteúdos.

Por exemplo, o Google Drive é um dos meios mais populares para armazenar arquivos Torrent, e járecebe mais de cinco mil solicitações de remoção de conteúdo online. A Google introduziu uma ferramenta de verificação de hash, mas não sabemos se ela está funcionando diante do número de pedidos.

O Dropbox e o OneDrive (Microsoft) são outras ferramentas utilizadas. Já o Mega (de Kim Dotcom) só recebeu 100 pedidos para retirada de conteúdo. Não sabemos o número de sites de armazenamento na nuvem que também são utilizados para o alojamento de arquivos para download direto.

Os grandes portais de vídeo (YouTube, Vimeo, Dailymotion) também são utilizados para alojar arquivos, e até sites de conteúdo adulto pode armazenar filmes, séries e músicas. E sim… baixar uma animação da Disney em um site pornô é uma experiência singular.

Por fim, o My Maps, criado pela Google em 2007, é um dos mais utilizados para publicação de links infratores de direitos autorais.

 

 

A ferramenta permite a criação de mapas personalizados, apontando para uma localização, adicionando um título e uma descrição. E como a Google não verifica o tipo de informação que é compartilhado na descrição, os piratas usam esse espaço para compartilhar os links torrents.

Métodos incomuns e mais difíceis de serem controlados que os grandes portais Torrrent. O que mostra que os esforços da indústria tradicional são inúteis. Quem sabe serviços mais acessíveis resultariam em uma menor pirataria. É só olhar para os casos da Netflix e do Spotify, que conseguem ótimos resultados.