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O Facebook começou a separar as funções de mensagens instantâneas do seu aplicativo de rede social em abril desse ano. E agora, eles vão tornar essa separação efetiva, removendo o recurso do aplicativo principal na versão móvel, obrigando assim a instalação do Facebook Messenger para manter a funcionalidade ativa. E é o usuário quem perde com isso.

Separar o aplicativo do Facebook em dois tem muito sentido… para o Facebook. O que eles descobriram nesses meses de testes é que as pessoas respondem muito mais rápido às mensagens de texto, gerando assim maior atividade orgânica. E essa é uma boa notícia para os números trimestrais da empresa de Zuckerberg.

Porém, para os usuários…

 

1. É o início de uma tendência preocupante

Recentemente, o Foursquare também decidiu se dividir em dois apps com funções específicas. E quanto mais complexos se tornam os aplicativos móveis, maior é a tentação de separá-los, para que eles fiquem mais simples individualmente. Porém, para o usuário, isso significa ter dois aplicativos instalados em um dispositivo que antes só havia um, e ter que alternar entre os dois para obter a mesma experiência de uso.

 

2. Manda um recado “confuso” sobre o WhatsApp

O Facebook comprou o WhatsApp com o objetivo de impulsionar os seus propósitos dentro do segmento de mensagens instantâneas. Com a separação do Messenger da rede social, temos um cenário um tanto quanto confuso: devemos apostar no Facebook Messenger ou no WhatsApp? Faz sentido ter um app instalado para receber poucas mensagens?

 

3. Gera um atrito desnecessário

O app móvel do Facebook se divide em dois no iPhone e Android, mas segue em seu formato clássico na versão web adaptado para dispositivos móveis, no cliente do iPad e no aplicativo para Windows Phone. Para muitos usuários do iOS, a mudança pode ser especialmente confusa (mudou no smartphone, mas no tablet, não), mas de um modo geral, a falta de consistência quando se usa o Facebook deve continuar a mesma.

 

É óbvio que isso não é o fim do mundo, e provavelmente vamos nos acostumar com esse formato em alguns meses. Porém, na minha opinião deixar as coisas como estavam (ou em um cenário mais absurdo unir o WhatsApp ao Messenger em um único aplicativo) teria sido muito melhor.