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É surpreendente como as coisas mudaram nos últimos meses. Um único evento foi o suficiente para mudar a opinião pública sobre uma tecnologia que já estava presente desde o começo do ano passado, e que finalmente parece estar amadurecida o suficiente para entrar de vez nas nossas vidas. Estou falando obviamente das TVs em Ultra HD, ou 4K.

A CES 2014 nos mostrou quais são as tendências definitivas para o futuro tecnológico imediato. Os produtos com tecnologia vestível apareceram em grandes quantidades e variedades, e quase todos os fabricantes tiveram algo para mostrar. Mas a grande estrela da feira de Las Vegas foi, sem medo de errar, as telas 4K.

Um padrão que todos seguiram

A maioria dos fabricantes de televisores e monitores tiveram que apresentar na CES 2014 pelo menos uma tela com a nova resolução. O resultado disso? Uma verdadeira invasão de telas 4K por todos os lados. E fazia muito tempo que a indústria não entrava em tamanha concordância para a adoção de uma tecnologia.

Já faz algum tempo que as telas com resolução 1080p estão presentes na maioria das casas, e com o passar do tempo, essas telas se tornaram muito acessíveis. Logo, os fabricantes estão buscando argumentos para convencer os compradores em potencial que está na hora de trocar os seus produtos para a próxima geração.

Tal estratégia não é uma novidade, e os fabricantes estão tentando a algum tempo convencer você que a troca é necessária. A primeira tentativa foi com as Smart TVs, ideia que convenceu muita gente, mas ficou estagnada tão logo os usuários perceberam que poderiam obter os mesmos resultados adquirindo uma central multimídia para a sua “velha” TV Full HD. Depois, tentaram com as telas 3D, mas tiveram que mudar de ideia quando os consumidores se depararam com preços ridículos e ângulos de visão quase absurdos.

A mais recente tentativa de um salto de geração veio da LG e da Samsung, com as telas OLED. De certo modo, eles estão com a razão, pois essas telas podem mesmo ser o futuro do mercado de televisores. O problema é que, nesse momento, o custo dessas telas é elevado demais para o mercado de consumo, ao ponto de apenas os coreanos (líderes da indústria de TVs) fabricarem as primeiras TVs com OLED.

E quando tudo indicava que não haviam novas soluções para os fabricantes, as telas 4K chegaram para salvá-los. Essas telas se transformaram no padrão que todos estão seguindo, além de representar uma verdadeira e efetiva melhora na forma em que consumimos os conteúdos. Logo, há uma concordância geral que o formato 4K não é algo passageiro, mas sim, o próximo futuro imediato.

É melhor comprar amanhã, e não hoje

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Mas se você já se pergunta se vale a pena comprar uma TV 4K nesse momento, a minha resposta é “ainda não”.

Alguns afirmam que comprar uma TV Full HD hoje não é uma boa ideia. Eu até concordo com isso, levando em consideração que você pode ficar dois ou três anos com essa nova Full HD, e depois, querer trocar pela 4K, que estará com um preço mais acessível (assim espero). Mas o fato é que, nesse momento, comprar uma TV Ultra HD é um negócio ainda pior, pelo simples fato de não existir mídias adequadas para extrair o melhor proveito possível desses produtos.

Não existem jogos de videogames compatíveis com a tecnologia, e apesar da Netflix já estar trabalhando na oferta de conteúdos em 4K, a realidade é que nem todo mundo conta com uma banda de internet veloz o suficiente para a transmissão de vídeos nesse formato.

Do mesmo modo, não existem formatos físicos que permitem carregar o impressionante volume de dados que exigem o armazenamento 4K, e parece que chegamos em uma espécie de “ponto morto” na compressão de vídeo.

Para resumir: o 4K é uma realidade que vamos ter que ir aceitando com o passar do tempo, pois nos próximos anos veremos toda a indústria explorando essa tecnologia ao máximo. Não apenas nas telas de TV, mas também nos conteúdos produzidos para essa tecnologia.

Porém, nossa recomendação é: segure a onda. Nesse momento, não vale muito a pena você ter uma tela gigante, com uma resolução fantástica, mas que você não poderá tirar todo o seu potencial.

O mais correto é apostar que no final de 2014, começo de 2015, veremos essa proposta amadurecida, com maior quantidade de conteúdos e preços mais próximos da realidade dos consumidores.