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Hoje em dia, muita gente ainda entende que o WhatsApp é o líder dominante no segmento de aplicativos de mensagens instantâneas. Porém, esse segmento de mercado começa a se dividir de forma muito fragmentada, e nesse momento, a luta pelos usuários está mais feroz do que nunca.

Por exemplo, o WeChat está conquistando muitos adeptos nos últimos tempos. Já são 235 milhões de usuários do serviço, e considerando que o crescimento anual deles é de 176.8%, e que o WhatsApp ultrapassou recentemente a marca de 300 milhões de usuários, é de se esperar que daqui a pouco, o WeChat será a plataforma líder do serviço de mensagens instantâneas. Bom, pelo menos no número de usuários.

É claro que o WhatsApp ainda é o líder do mercado. Se excluímos as crianças e os usuários da terceira idade que não possuem smartphones, podemos dizer que quase a maioria dos usuários dos smartphones hoje contam com o WhatsApp instalado. Agora… como eles conseguiram isso?

O crescimento dos smartphones de última geração está diretamente ligado à esse crescimento. Além disso, os elevados preços cobrados pelas operadoras de telefonia móvel para as mensagens SMS (tudo bem que hoje algumas operadoras nem cobram mais pelo serviço, mas mesmo assim…) fizeram os usuários a buscar alternativas mais baratas. Se bem que em alguns países, o WhatsApp sofre um pouco com a falta de popularidade. Na França, por exemplo, onde o serviço de SMS é gratuito há muito tempo, o serviço tem baixa penetração entre os usuários de dispositivos móveis.

Mesmo assim, o WhatsApp domina em diversos países, enquanto que a maioria dos usuários do WeChat está na China. Porém, o serviço chinês está avançando, com grandes campanhas de marketing (contando inclusive com o jogador de futebol Lionel Messi como garoto propaganda) e disponibilidade de seus serviços em mercados estratégicos, como por exemplo o Brasil. E os resultados desses investimentos já aparecem: o WeChat obteve 20 milhões de novos usuários em apenas dois meses.

Na margem desses dois aplicativos, existem várias alternativas que também disputam uma fatia desse mercado. O Line também registrou um crescimento considerável de usuários, chegando a contar com 200 milhões de cadastros. Porém, esse número pode ser menor, uma vez que não são divulgados os números de usuários ativos no serviço.

Logo, em um mundo em constante mudança, não temos um vencedor claro. Ainda mais quando o tema privacidade dos dados se torna algo mais frequente para os usuários. Nesse sentido, o BlackBerry Messenger, que sempre foi elogiado pela sua segurança, poderia captar um grande número de usuários, se exportar o seu aplicativo para as plataformas Android e iOS.

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Hoje em dia, a comunicação por texto tem muitos adeptos, e as grandes empresas não querem perder a sua oportunidade de capitalizar com isso. O Facebook, por exemplo, com os seus 1 bilhão de usuários ativos no planeta, lançou o Facebook Messenger há dois anos, com uma boa perspectiva de mercado e com o objetivo de oferecer um espaço de comunicação cômoda, evitando assim todas as distrações adicionais oferecidas pelo próprio aplicativo do Facebook.

Mesmo assim, não seria justo compará-lo com as demais plataformas, uma vez que muitos usuários prescindem do Facebook, e preferem o aplicativo original da rede social para se comunicar com os seus contatos. É importante mencionar que o app móvel do Facebook tem, pelo menos, 470 milhões de usuários ativos.

A partir daí, podemos concluir coisas distintas. Em regra geral, o primeiro a chegar (ou a se fazer conhecer) tem mais chances que os demais. As pessoas sempre querem ir onde os seus amigos estão, e usar as mesmas coisas que seus amigos usam. Logo, os aplicativos que chegaram depois nessa festa precisam se esforçar muito e oferecer algo a mais (ou melhor) para bater os serviços que já estão assentados no mercado.

E como esses novos serviços estão se promovendo? De forma prioritária, eles oferecem itens adicionais, como por exemplo a multiplataforma de recursos, jogos ou até mesmo stickers (no caso do Line). No caso do BlackBerry Messenger, oferece a segurança e confidencialidade de sua plataforma como principais argumentos.

Por fim, na hora de escolher um serviço de comunicação instantânea, são vários os fatores que podem influenciar essa decisão. Em primeiro lugar, tendemos a utilizar aquelas plataformas onde sabemos que estão a maioria dos nossos contatos. Mesmo assim, a simplicidade e comodidade assumem um papel fundamental nessas horas. Muitas vezes, o que as pessoas querem é apenas se comunicar com seus amigos e familiares, sem utilizar qualquer função adicional (talvez seja nesse fator que parte do sucesso do WhatsApp está explicado).

Por fim, a segurança e privacidade é um detalhe que muitos usuários levam em consideração. Dependendo das prioridades que temos, escolhemos nossa plataforma preferida, mas não necessariamente deixando as demais opções de lado.

Qual delas vai se tornar a líder do mercado? Não sabemos. Vai depender muito das variáveis. E, nesse caso, o resultado pode ser o mais improvável possível.