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Que o Android é um sistema altamente fragmentado, isso é um fato. Mas esse é um efeito colateral típico de um sistema operacional aberto e implantado em uma grande quantidade de dispositivos com especificações muito diferentes. O relatório publicado pelo OpenSignal revela que, hoje, o sistema da Google está mais fragmentado do que nunca, por conta (também) de sua evolução.

Segundo o relatório, três versões diferentes do Android representam 2/3 de todos os dispositivos que utilizam esse sistema, enquanto que o iOS 7 (em contrapartida) está instalado em 91% dos smartphones da Apple. Os números falam por si. Mas eu posso falar mais sobre isso, sem problemas.

A versão 4.1 do Android está em 26.5% dos dispositivos, seguida pela versão 4.4, com 20.9%, e pela versão 4.2, com 19.8%. A fragmentação também pode ser medida por outros critérios, como o tamanho da tela, os sensores presentes nos modelos ou os fabricantes, e tudo isso é levado em conta pelo relatório.

Mas a grande fragmentação não precisa ser encarado como algo 100% negativo. De fato, é a consequência da filosofia defendida pelo Android desde o começo, como uma plataforma aberta que aspira ser a mais “universal” possível.

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A fragmentação do Android é, até certo ponto, “um mal necessário”. É certo que a coexistência de tantas versões diferentes complica a vida de desenvolvedores e usuários, mas também é verdade que a Google conseguiu reduzir o seu impacto, extraindo alguns serviços e componentes das atualizações do sistema operacional, o que o coloca ao alcance de um leque de usuários muito maior.

Em resumo: se pensarmos de forma mais “ampla”, foi a fragmentação que fez o Android o sistema dominante que é hoje. E é a fragmentação que permite que o sistema alcance um número maior de pessoas.

Será que a Google está realmente preocupada com a fragmentação do Android? Fica a questão para reflexão.

Via OpenSignal